quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sigfadhir: O pai da vitória no folk metal paulistano.



Uma banda incrível e de qualidade impecável aparece com sua Demo intitulada "Galdra Smidr" e felizmente o G.Grind conseguiu uma entrevista com essa banda que faz um trabalho extremamente digno com o melhor Pagan Metal possível.

Entrevista por: Caterine Souza

Sigfadhir: 

Vocalista: André Frekihugr
Baixista: Felipe Malavazzi
Guitarrista: Nickolas Vicentini 
Guitarrista: 
Fenris Fenrir
Baterista: Dubh Vandræðaskáld 



Gênero: Pagan Folk Metal


Caterine 1: Olá, Sigfadhir! Agradeço em nome do G.Grind, a oportunidade de entrevistá-los. Sigfadhir é um nome diferente e que significa, segundo o blog da banda, “pai da vitória”, ou seja, um nome que chega quase a exigir certo respeito por quem o pronuncia. O que levou vocês a escolhê-lo? E, uma dúvida minha, qual é a pronúncia correta de Sigfadhir?

Felipe: Realmente o nome tem um grande peso para nós, devido à tudo que ele representa. A escolha veio da mitologia Nórdica, em referência ao Deus Odin. O que nos levou ao nome Sigfadhir, veio de toda a nossa filosofia de vida que realmente é baseada no Paganismo, todos os membros da banda adotam princípios vindos das antigas religiões, a mensagem que passamos através das músicas vem desses ideais e temos forte influência da mitologia nórdica e consequentemente do Asatru, então o nome acabou sendo uma escolha natural. Agora a pronúncia... seria assim: CigFóder (o Ó é meio que um A mais fechado...), mas todo mundo diz Cigfadir, sem problemas!

Caterine 2: Pelo que pesquisamos, o logo da Sigfadhir teve algumas alterações desde quando a banda foi formada, certo? Embora a essência pagan / viking metal ter sido mantida, como é adequar essa “marca” ao som que vocês fazem?

Felipe: Nós acreditamos de verdade que os símbolos pagãos carregam algum tipo de poder consigo, e por este motivo os usamos em nosso logo. A trollkors representa bem isso, é a nossa proteção, nosso estandarte diante das batalhas que enfrentamos como banda. A mudança em usar letras no lugar das runas foi uma decisão de todos, já que a ideia é trabalhar nos sons um paganismo mais "raiz", sem muitas nomenclaturas, sem se prender apenas à cultura e espiritualidade nórdica.

Caterine 3: Cada um de nós carrega influências de tudo que vivemos e isso é algo ainda mais forte quando se trata de música. Quais referências de som, cada um de vocês trouxe/traz para a banda?

Dubh: Sempre apreciei muito as músicas tradicionais dos países nórdicos, com suas flautas, fiddles, músicas vocais, etc. E venho de uma banda de Black Metal (Black Achemoth). Acredito que misturo as duas coisas como influência.

Fenris: Minhas influências são bem variadas quanto a estilo. Mas posso dizer que minhas principais inspirações vêm de Dissection, Bathory, Agalloch, At The Gates, Hypocrisy, Carcass, Vintersorg, Storm, Summoning, Finntroll e muitas outras coisas. Também ouço um pouco de música erudita.

Felipe: Fora as bandas do gênero mesmo como Bathory, Ensiferum Moonsorrow, Menhir, Heidevolk e mais uma porrada aí... eu tenho bastante influência de Death e Black Metal e de outros estilos bem diferentes, ouço muito muito som folk e procuro muito ouvir músicas tradicionais de vários países - inclusive o Brasil - ouço muito Zé Ramalho, Raices de America, Almir Sater, Yann Tiersen, Altai Kai entre outros.

André:
Minhas influências nas criações da banda são principalmente de bandas como Otyg, Bathory, Storm, Tuatha de Danann, Kampfar, entre muitas outras, mas no geral, eu gosto de sertanejo raiz, musica clássica, musica tradicional Celta e Escandinava, rock psicodélico dos anos 70 e músicas com instrumentos bizarros.

Caterine 4: A temática, unida a sonoridade, é imprescindível ou fica tudo meio “vazio”. Como é o processo de construir a temática da Sigfadhir? 

Felipe: Na verdade é tão natural que nem precisamos construir nada! Hahahaha. Temos bastante afinidade quando o assunto é paganismo, somos bastante integrados nisso, não há discussão. Alguém chega com uma melodia, outro chega com uma letra, todo mundo gosta, fazemos alguns (muitos, rs) ajustes e a mágica acontece.

Caterine 5: Algo que encontramos ao pesquisar sobre a banda é que, inicialmente, o nome era Drunkagård com histórias de trolls, brigas de tavernas e bebedeiras para preencher as músicas. Como foi essa transição para a Sigfadhir “atual”?

Felipe: O Drunkagård foi um projeto que não deu certo... Antes desse projeto eu (Felipe) tinha com o André uma banda cover de Ensiferum, que foi o início de tudo. A banda não deu muito certo e o André me chamou para esse projeto, a ideia era ser um som mais descompromissado.... Acabou não indo para frente por falta de pessoas querendo tocar... Então ficamos muito tempo parados. Quando o André conheceu o Dubh, ele me ligou e falou: “Cara! Consegui um baterista, vamos voltar a tocar!” então na verdade foi um começo e não exatamente uma transição. Estávamos mais empolgados do que quando o Drunkagård começou, agora de forma mais séria e com uma proposta definida.




Caterine 6: Ainda sobre a temática, o paganismo e a mitologia como temas centrais da Sigfadhir formam algo muito interessante e que me trazem duas perguntas, quase dúvidas mesmo: vocês enfrentam alguma dificuldade por conta de estarem num país majoritariamente cristão? E quanto às crenças individuais de vocês, elas acabam influenciando as letras?

Felipe: Sobre cristãos, não temos problemas com isso. Claro que não dá para ignorar a raiva quando se olha para o passado e se vê quanta merda eles fizeram, empurrando suas crenças goela abaixo dos povos antigos. Isso é um lixo! Mas nos dias de hoje são eles de lá e a gente de cá. Não perdemos tempo falando mal deles, preferimos contar sobre as coisas da nossa própria crença. Sobre nossas convicções individuais, elas influenciam 100% nas nossas letras, são nossa principal fonte de inspiração.

Caterine 7: A demo ‘Galdra Smidr’, lançada em 2011, traz um folk enraizado através dos instrumentos clássicos desse tipo de som como a gaita de fole, flautas como a Tin whistle, etc. Como foi compor e gravar este trabalho de forma independente? E quanto à arte de capa, simples, mas ainda assim, incrível?

Felipe: Foi extremamente divertido e trabalhoso ao mesmo tempo! Hahahaha. Quem já experimentou produzir ou participar da produção de um CD de forma independente sabe o que passamos. Tirando a bateria, gravamos todos os outros instrumentos/vocais em casa, foi um belo de um improviso! E nos orgulhamos disso! Diante das opções precárias que tínhamos conseguimos gravar uma ótima demo. É como falamos entre a gente: esse trabalho é um registro de como éramos no início e é importante olhar para trás e dar o valor ao esforço feito. A capa é a mesma coisa, saiu de uma brincadeira com uma foto tirada em Monte Verde/MG, no Pico do Selado. O que era um teste acabou sendo definitivo.

Caterine 8: Se fosse para eleger um símbolo para representar o metal underground acho que seria a fita cassette. Por que resolveram disponibilizar ‘Galdra Smidr’, pelo selo da Pagan War, neste formato mais “old school”? 

Felipe: Na verdade, foi uma proposta que nos chegou da Pagan War. Havia uma oportunidade de atingir o mercado europeu desta forma e a aceitamos. Não existe uma preferência da banda quanto aos formatos, nosso som sempre vai estar disponível como for possível, seja K7 ou mp3 (ou as duas coisas ao mesmo tempo).

Caterine 9: O primeiro show da sua banda favorita, você nunca esquece. Fico imaginando o primeiro show no qual a sua própria banda se apresenta. O primeiro show da Sigfadhir já começou com tudo, em 2011 no primeiro Odin’s Krieger Fest! Contem-nos um pouco desta experiência, por favor!

Felipe: Essa experiência foi inesquecível! Na verdade, a demo ‘Galdra Smidr’ surgiu por conta deste show hahahahaha. Fomos convidados para tocar nesta, que foi a primeira edição do OKF, e a aceitamos na hora!!! Porém, havia um pequeno detalhe: não tínhamos nenhuma música pronta! Hahahahaha Daí, corremos com as composições para tocar neste show, e foi aí que surgiram todas as músicas que estão na nossa demo! O show foi inesquecível, éramos bastante inexperientes, mas fizemos nosso melhor, e a galera curtiu bastante. Temos até um DVD com esse show completo, limitado a 3 cópias (só para os integrantes do show em questão - Dubh, André e Felipe) hahahahahaha.

Caterine 10: Vocês costumam tocar em festivais, como o Odin’s, Thorhammerfest, entre outros e em feiras como a Entre Mundos. Tocar em ambientes de mesma característica e até mesmo “misticismo” que a Sigfadhir traz é mais interessante para vocês?

Felipe: Sim, é sempre muito bacana tocar em festivais que carregam esta "mística" em sua aura, como a incrível Feira Entre Mundos, que acontece uma vez ao ano na cidade de Várzea Paulista/SP. Mas além destes festivais há espaço em outros eventos não temáticos, nos quais já tocamos com bandas de heavy, thrash, black metal, e fomos muito bem recebidos! A questão vai um pouco além do estilo do festival. É triste - mas necessário - afirmar que muitos produtores de eventos por aí não respeitam as bandas, fazem mil exigências para as bandas nacionais sem proporcionar o mínimo de estrutura e ajuda de custo, e BABAM OVO das bandas gringas... Mas como dito anteriormente, não perdemos tempo choramingando. Tocamos onde nos é oferecida a condição para tocar e fazemos o nosso melhor, sempre!

Caterine 11: Vocês são, com o perdão da palavra, fodas mesmo! No mesmo ano de 2013, a Sigfadhir abriu para os finlandeses do Turisas em Março e para os russos da Arkona em Novembro. Como foi dividir palcos com estas bandas incríveis?

Felipe: Não sei nem como descrever. As duas bandas são influências gigantes para a gente, eu (Felipe) particularmente sempre fui fã de Turisas e foi uma das primeiras bandas do estilo que tive contato. O Arkona também é uma banda muito foda e eu jamais imaginei que conseguiria vê-los tocando no Brasil, ter a oportunidade de abrir o show deles foi incrível. Foram duas experiências fantásticas para nós.

Caterine 12: Tanto ao vivo, como no YouTube, pude acompanhar a Sigfadhir tocando covers impecáveis de Bathory e Heidevolk. Como mesclar trabalhos autorais com músicas de bandas aclamadas, sem aquela comparação por meio do público com as faixas originais?
Felipe: Na verdade se você prestar atenção, os covers que fazemos são versões de músicas que admiramos muito, que são verdadeiras influências para nós. E elas têm as nossas características! Tanto é assim que as consideramos tributos, homenagens aos nossos "mestres". No início colocamos essas músicas para aumentar o tempo do setlist, já que só tínhamos 4 sons autorais. Mas hoje, mesmo com mais músicas próprias, ainda incluímos elas nos sets, sempre tentando um cover novo. É divertido para nós, e o público sempre aprecia.

Caterine 13: Como está a agenda da Sigfadhir  para este finalzinho de 2015? E quanto ao futuro, o que planejam e esperam?

Felipe: O Sigfadhir está sem shows previstos, nós estamos trabalhando nas músicas do álbum novo e pretendemos gravar em breve. Cada membro tinha algumas questões pessoais para se dedicar, então decidimos parar de tocar e nos focar nisso. A ideia é voltar nos próximos meses para os palcos com material novo.

Caterine 14: Para finalizar nossa conversa, gostaria de agradecê-los novamente em nome do G.Grind pelo tempo e disposição de vocês e deixar aqui meus desejos de sucesso e longa vida a Sigfadhir. O espaço final é livre pra vocês!

Felipe: Nós é que agradecemos pela oportunidade de poder contar um pouco mais sobre a gente e sobre os projetos para o futuro. Também queremos parabenizar o G.Grind pelo excelente trabalho com as bandas da cena underground, sucesso e longa vida pra vocês! Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre a gente é só acessar os links abaixo: 

https://www.facebook.com/Sigfadhir
https://sigfadhir.blogspot.com
https://www.youtube.com/channel/UCqYQvafyaHIN2fGqrId4diw




Postado por: Renan Martins

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Hateful Warfare: Scenarios of Execution




Death Thrash Metal

Novamente o Brasil aparece trazendo uma banda de Death Thrash Metal e dessa vez o nome é Hateful Warfare.

A banda tem apenas um lançamento que é o “Scenarios of Execution” que saiu de forma independente. O trabalho conta com 7 faixas e o puro som do Death Thrash.

A primeira música é intitulada “Ready for Disaster” que é uma introdução que deixa uma atmosfera no álbum e logo no fim da intro a banda colocou um pouco do instrumental que deixa uma curiosidade do que existe nas outras músicas.

Welcome to my Nightmare já começa e trazendo um som totalmente clássico do Death Metal antigo, mas a banda consegue colocar energia nas guitarras fazendo o lado Thrash Metal aparecer e o vocal consegue seguir a junção perfeita de ambos os gêneros.

O trabalho da banda é um EP, e ela consegue deixar ainda mais viva o lado Death Thrash, o vocal aparece sem colocar tanto peso, mas consegue colocar seu gutural de forma compatível com o instrumental e logo de cara na música Welcome to my Nightmare a banda já coloca um solo que consegue deixar com mais energia ainda.

Infernal War traz um lado mais Thrash da banda, um lado que trabalha com uma bateria mais seca, um vocal mais aberto e uma guitarra trabalhando sempre com um lado mais puxado pra energia que para o peso.

Hateful Warfare consegue deixar o som do Baixo bem vivo na música e isso é muito importante, poucas são as Demos que conseguem trazer o som de todos os instrumentos de forma impactante e compatível, e a  Hateful consegue deixar o som da guitarra bem nítido, o som do baixo bem nítido e o som da bateria e vocal também bem nítido e isso deixa o primeiro trabalho da banda ainda mais com pontos positivos.

Slaves of Christ é a faixa de número 4 da Demo e ela apresenta logo de cara um pedal duplo mais trabalhado, um pedal que consegue deixar uma atmosfera ainda mais interessante para a música e diferente das anteriores, essa música tem uma um lado que consegue trazer o caos para a vida e ela não deixa faltar o lado do Thrash Metal em momento algum, realmente uma banda que consegue juntar o Death Thrash Metal.

Bloody Night é o nome da faixa que aparece trazendo uma perfeita junção entre Death e Thrash Metal, a banda consegue colocar mais ódio nessa faixa e o lado mais caótico aparece fazendo essa ser a música para quebrar tudo ao seu redor.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Silence Lies Fear: A estrela que nasceu do Azerbaijão.



Silence Lies Fear, uma banda que conseguiu ganhar o amor das pessoas do mundo do metal com seu Melodic Death Metal muito bem feito, a arte da Entrevista é o novo trabalho da banda que é intitulado "Future: The Return", um excelente trabalho que deixa ainda mais impecável o mundo do Melodic Death Metal.




Caterine 1: Olá, Silence Lies Fear! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a vocês, em nome do blog G.Grind. Vejo que muitos grupos de metalcore criarem suas bandas com "nomes longos". É quase comum neste estilo de música. Qual foi a história por trásdo nome Silence Lies Fear?

Jakhangir: Querido, G.Grind, muito obrigada por fazer esta entrevista com a gente Pensamos que estamos numa pegada mais melodic death, puxada para o modern metal, do que uma banda de metalcore. E o nome da banda foi escolhido de forma muito espontânea, a gente até não se lembra como.

Caterine 2: O logo de vocês é incrível. Como foi desenhá-lo?

Jakhangir: Obrigado! Nós também gostamos muito. Ele foi feito pelo designer russo Maxim Kobzev.

Caterine 3: Cada banda tem suas histórias sobre quando estavam em formação ainda. Os primeiros ensaios e shows e cada membro tem sua parte nisso. Vocês podem nos dizer como a Silence Lies Fear foi formada?

Jakhangir: Nossa banda foi formada em 2008 por mim e por nosso baterista Asim Rahimov. Nós estudávamos na mesma escola e escutávamos as mesmas bandas de metal, então decidimos formar uma banda, tentando tocar e compor nossa própria música. Nós nunca tivemos contamos com mais membros na SLF, porque é realmente muito difícil encontrar membros permanentes em nosso país.

Caterine 4: E sobre suas influências musicais. Como elas trabalham na música?

Jakhangir: Nós sempre amamos bandas como In Flames, Dark Tranquility, Insomnium, Light This City e todas as bandas que tocam melodic death, então decidimos que queríamos tocar melodeath ao mesmo tempo que algumas coisas de heavy metal também.

Caterine 5: O blog Encyclopaedia Metallum mostra que a Silence Lies Fear tem como temática das letras amor, sentimentos e lutas interiores. Por que escolheram escrever músicas com tais temas?

Jakhangir: Esses são temas do nosso debut, pois já no segundo, a temática é mais sobre invasão alienígena, escravidão da humanidade e a mente humana. Então, como você pode ver nós tentamos cobrir tópicos diferentes em nossas músicas. Isso é fundamental para nós!

Caterine 6: Vocês são do Azerbaijão e como a maioria das bandas do mundo, Silence Lies Fear tem músicas em inglês. Por que escolheram não cantar em sua língua materna?

Jakhangir: Inglês é a língua universal, assim todo mundo pode entender nossas músicas. 

Caterine 7: Algumas pessoas denominam esse estilo modern melodic death e algumas apenas preferem chamar de melodeath ou metalcore. Como misturar esses dois subgêneros tão bem quanto vocês fazem?

Jakhangir: Não tem realmente segredos ou algum tipo de manual para misturar estilos e gêneros de música. Apenas tente e tente de novo até que consiga o que quer.

Caterine 8: Nós pesquisamos sobre a banda e descobrimos que a Silence Lies Fear participa de alguns festivais. O que poderiam dizer sobre a cena local do metal por aí? Ela é unida?

Jakhangir: A situação com a cena local é muito triste porque nós não temos nenhuma.

Caterine 9: Alguma curiosidade pessoal que tenho é: vocês enfrentam algum tipo de preconceito ou desconfiança das pessoas por serem do Azerbaijão?

Jakhangir: Sim, algumas vezes isso ocorre, mas não nos perturba nem um pouco. Nós não estamos atrás de sucesso fácil.

Caterine 10: Há diferenças entre a Silence Lies Fear de 2008 para hoje, musicalmente falando?

Jakhangir: Sim, em ambas a partes técnicas e de composição.

Caterine 11: O álbum ‘The Storm Looming Ahead’, lançado em 2012, é uma obra prima. Eu o escutei e fiquei meio boquiaberta pela riffzera, as intros incríveis de cada faixa e pela música final terminar em sons de tempestade. Qual foi a inspiração de vocês para trabalhar num projeto tão foda quanto esse? E sobre composição, gravação e mixagem?

Jakhangir: Este foi nosso primeiro álbum full-length, então tentamos dar nosso melhor. Todas as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas por nosso baterista Asim Rahimov. Foi seu primeiro trabalho como engenheiro de som.

Caterine 12: ‘Future: The Return’ foi lançado recentemente neste ano e algumas pessoas o compararam ao estilo que faz o Dark Tranquility. Como foi produzir este álbum?

Jakhangir: ‘Future: The Return’ também foi produzido por nosso baterista Rahimov e por mim, mas a mixagem e masterização foram feitas pelo grandíssimo engenheiro de som dinamarquês Jacob Hansen em seus estúdios

Caterine 13: Como está a agenda da Silence Lies Fear para o fim de 2015? E sobre o futuro da banda, o que planejam?


Jakhangir: Nós temos planos de lançar nosso terceiro álbum em 2017 e por agora temos planos de mudarmos para um dos países europeus e continuar com nosso som.

Caterine 14: Para terminar nossa conversa, eu gostaria de desejar meu melhor à vocês todos e para a banda, é claro. Esse espaço final é para vocês, Silence Lies Fear!

Jakhangir: Muito obrigado novamente por suas palavras! Nos realmente gostamos! Desejamos tudo de melhor para todos os metalheads do mundo e agradecemos a todos que nos apoiam. Stay metal, pessoal!



Entrevista feita por: Caterine Souza

Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Espera XIII: Uma esquadra no imponente oceano do underground



Uma nova entrevista e agora com a banda Espera XIII, uma ótima banda que sempre apresenta um trabalho muito bem feito e uma entrevista também muito bem feita da garota Caterine.


Caterine 1: Olá, Espera XIII! Primeiramente, gostaria de agradecer em nome do G.Grind, a oportunidade de entrevistá-los. Pelo que pesquisamos, Espera XIII é um acrônimo para Extra Sensory Perception Era XIII. Por que da escolha deste nome? E quanto ao XIII?

Ereon: Obrigado pela atenção e interesse com nossas bandas locais, isso fortalece a cena e incentiva os músicos. Parabéns a todos por essa consciência! No início não existia esse acrônimo, depois de 3 anos com o projeto já batizado de ESPERA XIII que eu o descobri e adotei. Antes disso, o nome foi retirado de uma das embarcações da frota de P. A. Cabral que se chamava Espera. E XIII, pois eram treze embarcações na esquadra. Extra Sensory Perception foi adotado depois por ter total sintonia com nossos ideais.

Caterine 2:  A temática dentro de uma banda é extremamente importante. Quais os pilares que sustentam o enredo da ESPXIII? Certamente, o logo é intimamente ligado com o contexto, certo? Como foi criá-lo e, eventualmente, melhorá-lo?

Ereon: Uma embarcação que se afasta de sua frota e navega para outra dimensão em busca dos mistérios ocultos do universo. A ficção gira em torno deste pilar, basicamente. Exatamente, o logo é uma caravela que havia desenhado e depois foi aperfeiçoada por Christophe Szpajdel. O símbolo de nossa barca.

Caterine 3: A banda até agora tem todos os seus trabalhos idealizados e produzidos por Renan Brito, ou seja, tudo começou como uma one-man band. Como foi a decisão de escolher e anexar os tripulantes certos a este navio?

Ereon: Foi um processo lento e cauteloso. Não digo que nosso som seja tão complexo e tão difícil de tocar, mas sim, exige músicos de nível elevado. Desde o início o Edu Ayres assumiu o posto de baixista e também braço direito. A missão era encontrar um baterista e um guitarrista. Em 2012 fizemos o primeiro recrutamento onde fizemos algumas jams com nossos amigos Rafael Leme e Paulo Cypriano, porém descontinuamos. Em 2014 achamos nossa formação atual e com algumas mudanças e ajustes nós a consolidamos em um quarteto. Tenho muita gratidão a todos desde o início, especialmente com Rubstein e Gabriel por terem uma experiência conosco nessa última formação.

Caterine 4: Ainda que não tenham composto nenhum trabalho juntos até agora, como as influências musicais de cada um no grupo colaboram enquanto Espera XIII?

Ereon: Ao vivo. Cada um põe seu gosto musical na interpretação ao vivo e acho isso bem legal. Deixar livre para eles moldarem a execução como preferirem. E em um futuro próximo teremos composições em conjunto!

Caterine 5: ‘Demo Escàndalo’, lançado via independente em 2011, foi o primeiríssimo trabalho. Como foi compor, gravar e etc?

Ereon: Foi maravilhoso produzir essa demo. Era um projeto novo saindo do papel, eu tinha uma energia gigante pra fazer tudo! Compor ela foi como uma libertação, pois eu senti a vibe de ter um projeto solo, ter a total liberdade de fazer tudo do jeito que eu quisesse. Gravar foi extremamente trabalhoso, pedi pro Niko Teixeira, de Taubaté, gravar a bateria e o resto dos instrumentos e voz gravei com o Jeff Hita (Spreading Hate). Depois eu “mixei” bem porcamente e lancei na internet.

Caterine 6: ‘Thy Great Expedition’ fora uma obra que inicialmente encarei como um álbum, até que numa entrevista percebi que o tratavam como uma segunda demo. Sendo um trabalho tão incrível, por que decidiram manter como demo?

Ereon: Ok, fica entre nós, eu chamava de álbum também. Mas pela péssima qualidade de produção, gravação e mixagem eu alterei a denominação para “segunda demo”

Caterine 7: Agora, pergunta à todos os integrantes individualmente, como foi tocar com a Espera XIII pela primeira vez lá em Junho /2014? E como é tocar hoje?

Edu: Tive a oportunidade de participar desde os primeiros ensaios, e o sentimento de dar vida a um projeto no qual eu já era fan foi fantástico. Nos shows atuais, o sentimento só tem evoluído, pois estão cada vez mais sinérgicos e profissionais.

Fernando: Muito melhor, a gente vai ganhando mais espaço, tocando em lugares bons e deixando de lado oportunidades ruins, acho que o show de lançamento do ‘UAL’ foi um marco que subiu muito o nível das nossas apresentações.

Pietro: Ao entrar na banda tive que aprender um repertório consideravelmente grande tendo em vista que na época a banda estava com uma serie de shows agendados. Foi tudo muito corrido. Hoje me sinto mais seguro e familiarizado com as músicas e com os caras.

Caterine 8: Já sobre ‘Unexpected Austral Lights’ , lançado em Março/2015, o mais “inesperado” para mim é ver o quanto ele solidificou o som identidade da banda, unido complexidade conceitual extrema do álbum. Como foi criar tal projeto?

Ereon: Foi à obra mais difícil e intensa da minha vida até o momento, é até tenso lembrar, pois tiveram momentos de muita angustia. Mas foi criado com muita paixão. Iniciei em 2012 as composições desse play, em 2013 gravei tudo, em 2014 mandei para mixagem e só em 2015 saiu o formato físico. Foi uma grande e inesquecível expedição, sem dúvidas.

Caterine 9: Vocês realizaram um show para o lançamento do ‘UAL’, em Maio no Espaço Som, São Paulo. Como descrever a sensação de tocá-lo na íntegra ao vivo? E como sentiram que o álbum ali exposto foi recebido pelo público?

Ereon: Missão cumprida! Fazer um show com todas as músicas foi um projeto complexo a parte. Grande mérito aos músicos da ESP, pelo grande trabalho que realizaram para executar o play inteiro naquela noite. Algumas músicas não foram criadas para tocar ao vivo, é o caso da ‘The Giant’. Não iremos tocá-la ao vivo novamente. Não tão cedo. O público curtiu, apesar de que estávamos um pouco nervosos com a coisa toda, todos curtiram e elogiaram a apresentação.

Caterine 10: Resenhas e recomendações feitas por sites, zines e vlogs grandes como Metal Media, Whiplash, Roadie Crew e Dewwytto (Planno D, no YT) tem composto o rol de reviews da Espera XIII. Como este feedback é encarado?

Ereon: Positivamente. Tenho consciência de que são pessoas lutando pela cena nacional, dando apoio moral e incentivando os músicos a continuarem em suas missões. Todo feedback que temos sobre nosso trabalho é valorizado quando há respeito.

Caterine 11: Quais são os planos e como está a agenda para a reta final de 2015?

Ereon: Sei que ainda há muito para se trabalhar na promoção de nosso álbum. Ainda estamos devendo um clip e uma Austral Lights Tour. Temos datas que ainda não foram fechadas, em breve anunciaremos em nossa página!

Caterine 12: Uma frase definindo o que almejam do futuro da Espera XIII?

Ereon: Compor músicas cada vez melhores e espalhar o interesse nos assuntos ocultos e esotéricos da humanidade.

Caterine 13: Para fecharmos a entrevista, gostaria novamente de agradecê-los pelo tempo e consideração de vocês em falarem conosco do G.Grind. Desejo-lhes sucesso infinito para os próximos milhares de léguas marítimas que a ESPXIII tem pela frente e deixo este espaço final livre com vocês.

Ereon: Obrigado pela atenção e mais uma vez ao blog G.Grind. Desejamos sucesso infinito para vocês igualmente. Sejam bem vindos à nossa Aliança os que se interessarem em conhecer mais nosso trabalho! É só acessar um dos links a seguir. E para adquirir nosso merch é só entrar em contato em nossa página:


 facebook.com/ESPERAXIII
esperaxiii.bandcamp.com
youtube.com/user/esperaxiii




Entrevista feita por: Caterine Souza


Postado por: Renan Martins

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Grethor: Cloaked in Decay


Blackned Death Metal


Grethor, a voz de uma criatura que paira no inferno.

Cloaked in Decay é o nome do álbum da banda Grethor que conta com o vocalista Marcus Lawrence, um vocalista que consegue fazer uma sonoridade perturbadora com seu gutural que em alguns momentos fica agudo e em outros fica mais grave.

O trabalho da banda é um EP e ele saiu via Independente em 2015 e conta com uma arte de capa magnífica.

Um bom trabalho sempre apresenta uma arte de capa impecável, uma arte que consegue sempre apresentar aquilo que o álbum quer dizer, quer gritar, o espelho da alma dos músicos, e nesse momento a arte mostra a obscuridade de cada um.

A primeira faixa do EP é intitulada “Wraith” e a sua introdução já deixa o clima um tanto diferente, mas logo depois a banda mostra que seu Blackned Death Metal está vivo e a bateria aparece trabalhando de forma rápida e trabalhando muito bem com os pratos, trabalhando em uma destruição sem fim.

Colocando ainda mais fúria em seu trabalho aparece a música “Misery of Ignorance” que tem um vocal logo de cara mais pesado e consegue deixar tudo mais interessante, a bateria continua trabalhando de forma muito rápida, mas dessa vez quem ganha ainda mais espaço é o pedal duplo que consegue ser destruidor.

Um ponto muito importante da banda é que ela consegue mostrar todos os lados do seu som, consegue colocar tanto o lado do Black Metal quanto o do Death Metal, e quando ambos estão juntos tudo fica ainda mais interessante, a música fica mais brutal, ganha mais poder e você consegue entrar na atmosfera destruidora que a banda está criando, Misery of Ignorance é um exemplo ótimo de como juntar o gutural fechado com um vocal mais aberto que consegue trazer a dor para a vida.

Com o título de “Somnia Malum Infinitum” a música não poderia deixar de ser carregada e ela consegue apresentar um lado mais cadenciado do som da banda, um lado que consegue mesmo sendo mais cadenciado, consegue te deixar dentro da obscuridade do Black Metal que a banda tanto cria e com isso você nota que o álbum vai ficando cada vez melhor e cada vez mais interessante.

Sempre é bom escutar uma banda que consegue deixar todos os instrumentos vivos, o baixo conseguimos escutar perfeitamente, sempre aparece deixando tudo muito denso e com muito poder. A guitarra consegue criar uma atmosfera carregada para a música que faz você entrar mais ainda na atmosfera que a banda cria, e o vocal junto da bateria que é extremamente rápida consegue fazer o lado do caos e do inferno, os berros são realmente muito bem colocados nas músicas.

Para encerrar o EP aparece a música “Monody for Artemis 2015” que tem um vocal que lembra muito o Depressive Black Metal, mas que conseguiu combinar perfeitamente, encerrando da melhor forma possível o EP por ser uma música com uma melodia mais grudenta, um trabalho bom da banda Grethor.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Hybrid Nightmares: The Third Age


Progressive Black Metal


Austrália, sempre tão incrível e provando sua qualidade musical aparece a banda Hybrid Nightmares.

Black Metal sempre será um gênero impecável que sabendo explorar você vai conseguir tirar um som muito potente, mas quando você junta o Black Metal com o Progressive Metal, você consegue fazer a alma de quem escuta seu trabalho ir para o inferno e para o céu na mesma faixa.

Ainda não existe uma quantidade absurda de bandas de Progressive Black Metal, mas o pouco que tem, sabe trabalhar muito bem.

Hybrid aposta em seu ultimo trabalho, um EP intitulado “The Third Age” que tem uma potente forma de abraçar todos que estão escutando as musicas muito bem pensadas e muito bem criadas, e logo de cara a banda mostra que seu trabalho vai ser ótimo logo pela arte de capa. Uma arte de capa que consegue fazer você entrar no clima das músicas e de fato, esse EP é ótimo.

A primeira faixa é intitulada “Ash and Bone” e ela já começa com 10/10 de nota, porque a música é uma perfeita junção entre o Progressive e o Black Metal, o poder que essa banda consegue mostrar é muito interessante, infelizmente essa banda ainda não dominou o mundo, mas ela tem uma qualidade muito incrível e vai conseguir crescer cada vez mais com suas músicas e a Ash and Bone é uma prova de que qualidade a banda tem de sobra.

The Purge tem uma introdução que consegue lembrar bastante o Black Metal mais antigo trazendo uma obscuridade muito grande para o som, o vocal da banda apresenta um Harsh Vocal, nada extremamente rasgado, que é um ponto muito válido para muitos. A bateria da banda consegue ser destruidora e o pedal duplo apresenta a violência linda que consegue deixar a música ainda mais completa, ainda mais marcante.

Hybrid consegue com esse trabalho mostrar que a sua qualidade é muito grande, uma banda que consegue trabalhar com 5 membros e fazer um som destruidor e muito inteligente, sem falar que a banda tem um baterista que tem como nome “Batman” então é claro que a banda vai conseguir ser uma das melhores no que faz.

Juntar o Progressive com o Black Metal te deixa muito confortável para conseguir explorar músicas de 9 minutos iguais a “Our Star May Fade” que consegue trazer um som que faz a junção incrível de ambos os gêneros, e se você está pensando que a música vai ficar cansativa, que vai ser chato ou algo desse tipo, você está totalmente enganado porque essa música é incrível, talvez uma das melhores que tem no EP e esse EP apresenta de fato uma qualidade incrível e ele sendo o segundo trabalho da banda em 2015.

Hybrid Nightmares provou com seu ultimo trabalho, que qualidade não falta e que seus músicos são ótimos, a banda que vai conseguir crescer mais ainda seu nome e o Progressive Black Metal.



Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Morthur: Demo



Death Metal


Morthur, nascendo com músicas destruidoras com muito peso.

Essa semana nós do G.Grind recebemos o contato da Sangue Frio Produções dispostos a divulgar
um material que, ainda não está pronto, mas já está um tanto concluído. Por isso temos a honra de dizer que recebemos com exclusividade esse trabalho e devido à qualidade decidimos falar sobre
o que temos aqui.

O Death Metal finalmente apareceu por aqui e dessa vez ele é representado pela banda Morthur que consegue com seu trabalho mostrar uma qualidade muito boa e bem rústica, clássica do Death Metal antigo, mas com uma atmosfera mais puxada para o momento de hoje em dia do caos.

Apresentando sempre uma bateria muito rápida à banda consegue começar já metendo o pé na porta com a música “Demonized” que conta com a clássica forma de riff’s do Death Metal e também com uma bateria muito rápido que não deixa em momento algum faltar o ódio, o vocal apresenta seu gutural e logo a banda deixa claro que não vai faltar fúria e peso em seu som.

Essa Demo tem uma qualidade excelente, ela carrega o ódio de cada músico e isso falta muitas vezes em outros trabalhos de outras bandas, o som consegue ser destruidor do começo ao fim, mas sempre apresentando uma qualidade muito interessante.

Extremely Against The World aparece trazendo um som mais rápido que a música anterior, mas consegue ainda mostrar uma melodia muito interessante que fica na sua cabeça por tempos, uma música que consegue dar uma qualidade para a Demo ainda maior, o vocal apresenta uma forma de fazer o gutural que mesmo saindo um som um tanto baixo, ele consegue ser extremamente compatível com a forma que o baixo está trabalhando.

Um dos pontos mais positivos dessa banda é que ela consegue trabalhar sempre explorando bastante do Death Metal que esta criando e nunca deixa nenhum instrumento sumir dentro da música, é muito fácil notar todos os instrumentos, bateria, baixo, guitarra, tudo trabalhando da melhor forma possível, o baixo aparece trazendo uma atmosfera muito destruidora que consegue deixar tudo ainda mais pesado, a bateria é uma violência pura que consegue fazer da música ainda mais completa e apostar em um pedal duplo que consegue ir em uma velocidade incrível é uma forma ótima de conseguir deixar sua música ainda melhor.

Immortals, essa é uma das melhores, ou a melhor faixa dessa Demo, uma música incrivelmente bem feita, uma musica que logo de cara já mostra uma fúria absurda, uma forma de mostrar a bateria em sua velocidade extrema, porém, ela fica ainda mais interessante quando o vocalista deixa o gutural para o mundo e ele junto fica junto da bateria e consegue destruir tudo, uma música muito boa, de instrumental impecável, falando de Death Metal, realmente essa banda tem tudo para crescer cada dia mais.

O trabalho da banda é de fato algo ótimo, uma dica excelente para quem quer conhecer bandas novas de Death Metal, principalmente do cenário nacional, ou então para você que fica sempre falando que não existe mais bandas boas de Death Metal no Brasil, Morthur aparece trazendo em sua Demo um trabalho pensado, um trabalho que consegue trazer sua fúria e peso que todo Death Metal precisa ter para ser muito bom.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Diabolical Funeral: Queime a Igreja



Black Metal


A forma clássica de fazer um Black Metal ainda está viva, e a banda Diabolical Funeral mostra isso da melhor forma possível.

Criada em 2009 a banda apresenta uma sonoridade totalmente rústica do clássico Black Metal, e direto de Joinville, Santa Catarina a banda formada por Mantus Razuno, Lord Abadoon, Lord Satã mostra sua força e fúria em seus lançamentos.

A banda conta com apenas dois lançamentos, um EP intitulado “A Morte dos Santos” que saiu em 2015 via independente e lançou também um álbum do qual é intitulado “Queime a Igreja”, álbum que também saiu em 2015 e também saiu via independente.

Queime a Igreja é um álbum forte, letras fortes e com uma curiosidade no vocal, ele não apresenta o Harsh Vocal rasgado, a voz é um tanto rasgada sim, mas não ao extremo igual o Black Metal de outras bandas, e também é cantado em português que deixa a dificuldade ainda maior do seu som, mas a banda consegue criar de forma ótima seu som.

A primeira música é intitulada “Tiros na Face de Cristo” que é (só pra começar leve) uma música que em seu instrumental consegue mostrar bastante do Black Metal com uma guitarra totalmente rápida em seus riff’s, a bateria apresenta também uma característica ótima em um pedal duplo muito bem trabalhado que consegue dar um som ainda mais completo para o som, um som que começa o álbum da melhor forma possível.

Continuando o som da banda sem perder tempo, Diabolical Funeral coloca a faixa “Sangue Anal” sendo a segunda música do álbum e ela apresenta uma introdução muito característica do Black Metal e a velocidade da música consegue criar a atmosfera de caos que principalmente pelo fato da bateria estar violenta e tudo trabalhando da melhor forma possível.

Massacre Infernal é uma faixa de melodia interessante, conseguimos notar os pratos da bateria trabalhados da melhor forma possível e a bateria também apresenta um pedal duplo de velocidade incrível, algo que ao vivo deve ser destruidor, a atmosfera que a banda consegue criar com letras tão vivas da morte de Cristo e isso consegue fazer você entrar no cenário que a banda cria, um cenário de fogo e dor, em que Cristo está sofrendo em um fogo sem fim que faz sua pele virar pó.

Música de número 4 no álbum, música intitulada “A Honra da Batalha” é uma música que pode ser chamada de “balada” do álbum, mas você sabe que Black Metal até em suas baladas a obscuridade vai reinar, e com a D.F não é diferente.

A Honra da Batalha consegue trazer um pedal duplo que não para em nenhum momento, e ele consegue deixar a música com uma qualidade ainda maior, as guitarras são trabalhadas de forma melódica e um tanto dramática que consegue acompanhar o vocal e criar uma estrutura que consegue ser diferencial no álbum, uma música realmente que consegue ficar na sua cabeça por ser bem diferente das anteriores, uma música bem diferente dentro de um álbum de morte.

Mostrando uma mudança na linha das músicas, aparece também uma música um tanto diferente, não extremamente diferente, mas o que muda e isso fica muito bom, porque da uma atmosfera diferente, é o vocal, que na música “A Morte dos Santos” aparece trazendo um vocal bem mais grave que nas anteriores.

A Morte dos Santos é uma música que consegue deixar o álbum ainda mais obscuro, com uma sonoridade mais carregada e combinando perfeitamente com o som da bateria que sempre tem seu ritmo muito rápido.



Postado por: Renan Martins