domingo, 30 de agosto de 2015

D.A.M: Relação com o ocultismo e a música clássica.



A banda D.A.M mais uma vez conseguiu arrumar um espaço em sua agitada carreira para fazer uma entrevista com o G.Grind e aqui está essa ótima entrevista.


Caterine 1: Olá, galera. Primeiramente, muito obrigada por cederem um pouquinho do tempo de vocês para esta entrevista. Ao procurar informações sobre a banda nos deparamos com o fato de que a banda era um projeto solo do Guilherme Alvarenga, certo? Como que foram então os processos de escolha dos demais membros?


Alvarenga: Foi um equilíbrio entre afinidade e capacidade técnica, as músicas do D.A.M são bem difíceis então o nível precisa ser alto para entrar na banda. Entretanto apenas isso não basta, ter vínculos de amizade e pensar de uma maneira parecida rumo a um objetivo em comum são cruciais para uma banda, sem isso a banda fica estagnada!


Caterine 2: Todos nós carregamos como exemplo aquelas bandas que nos afetam desde sempre. Quais são as influências musicais de cada um de vocês e como isso influenciou as composições para o D.A.M?


Alvarenga: As composições do D.A.M tem como diferencial em relação Às outras bandas o fato de tudo ser escrito por uma única pessoa, isso afeta a sonoridade pois traz um controle e unidades gigantescos, é uma simetria muito forte! Tive como principais influências meus estudos na faculdade de música e muitas bandas como Nightwish, Wintersun, Children of Bodom e mais uma lista gigante haha.


Caterine 3: A mistura entre a agressividade do death metal com técnicas de música erudita se fez, sem dúvidas, uma boa ideia. Isto ocorre naturalmente nos processos de composição?

Alvarenga: Sim e não! Sim porque é muito espontâneo em aplicar determinados tipos de técnicas para mim e não porque algumas dessas técnicas exigem um certo planejamento para que soe equilibrado então não é “natural”.


Caterine 4: Cada álbum se apresenta diferente dos anteriores seja na mistura de vocais limpos com guturais e harsh ou mesmo na velocidade e cadência das faixas. Entretanto, no caso do D.A.M o teclado bem destacado é como uma marca da banda em qualquer de suas músicas. Como é encaixar perfeitamente todos os demais instrumentos a ele?


Alvarenga: Fico surpreso com sua pergunta pois para mim as estrelas do D.A.M são as guitarras haha, sempre que componho penso muito nelas gosto muito da sonoridade! Quando apenas uma pessoa pensa e compõe é mais fácil pois você vai pensar em cada instrumento como uma parte de um todo sem necessidade de “adaptar” os instrumentos para que soem equilibrados pois isso é planejado do começo!


Caterine 5: Ainda sobre detalhes, observando as artes de cada uma das capas dos álbuns do D.A.M percebo um padrão peculiar: o piso quadriculado em todas elas. O que isso significa?


Alvarenga: Gosto muito de xadrez! Hahaha! Bom, faz parte dos mistérios do D.A.M essa resposta, tem haver com equilíbrio!


Caterine 6: Uma particularidade minha é ser aficionada por logos de banda e pelo modo como são elaborados. Podem nos contar como foi criar o logo de vocês?


Alvarenga:
Dei aula de composição para um grande amigo meu Rafael Torres. Ofereci dar um ano de aula para ele em troca da primeira capa o EP Possessed. Achei que o logo estava incluído mas não estava haha daí ofereci um intensivo de contraponto para ele em troca do logo. O logo reflete as características do D.A.M, desde o significado do nome até a relação com o ocultismo e a música clássica!


Caterine 7: Com relação à aceitação, como o público da região encara o som que vocês fazem?


Alvarenga: É uma novidade muito grande para eles ainda, mas em geral o povo curte e fica muito impressionado, em geral acham que somos de outro país!


Caterine 8: E internacionalmente?


Alvarenga: Muito boa, recebemos muitos e-mails, fotos e mensagens do pessoal elogiando e pedindo shows na terra deles! São bastante atenciosos!


Caterine 9: Quais são os planos para esse segundo semestre de 2015?


Alvarenga: Lançar o Novo EP Premonitions..., e fazer a turnê na América do Sul começando na Argentina dia 14 de Novembro!


Caterine 10: E para fechar, agradecemos mais uma vez a oportunidade de conversar com o D.A.M e deixamos este espaço livre com vocês.


Alvarenga: Gostaria de agradecer o espaço e o apoio de sempre dado a nós pelo G.Grind e convidar os leitores do blog a conhecer nossa página no facebook e nosso videoclipe “Reborn from the Shadows”. Obrigado pelo apoio de todos!




www.facebook.com/dametalband

Entrevista feita por: Caterine Souza

Postado por: Renan Martins

5 comentários:

  1. Não somente o chão quadriculado, como também o Anjo negro e as referências a álbuns anteriores, só as capas já são um show, mas quando você chega no que importa - A música - aí sim, aí fica tudo sensacional.
    Fear(Lunar Body) é minha favorita junto com Avalon :p

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    1. Putz, é verdaaaaade!
      Obrigada por essa luz sobre os demais elementos ae haha.

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  2. O Cara se acha pra caralho. Sempre que possível acrescentar que EU Guilherme Alvarenga compus as músicas, as letras, a guitarra, o baixo e etc. tudo SOZINHO, o senhor compositor não perde a chance de frisar esse detalhe da magnífica jornada da banda D.A.M. Provavelmente nen percebe que essa atitude implica em uma enorme falta de respeito com os músicos que fazem parte da banda que têm que tocar cada vírgula que senhor Guilherme escreve. Essa necessidade de salientar que era um projeto solo, soa como uma tentativa de se colocar em um pedestal de superioridade em relação aos sofisticados músicos que tocam com você Guilherme.

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