quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Maahlas: Nightmare Years



Progressive Melodic Death/ Black Metal 


A Noruega sempre ficou conhecida com suas bandas de Black Metal e dessa vez quem nasce trazendo um Black Metal de qualidade impecável é a banda Maahlas.

Maahlas tem apenas um trabalho, um único álbum intitulado “Nightmare Years”, álbum do qual saiu em 2014 via independente.

Nightmare Years conseguiu ser receber excelentes elogios da mídia e foi considerado por alguns, um dos melhores lançamentos do ano de 2014 e isso não é pouca coisa, principalmente para uma banda que está lançando seu primeiro trabalho.

A banda conseguiu puxar o Black Metal que sempre fez da Noruega muito forte, e junto do Black Metal a banda misturou com o Progressive Melodic Death Metal e com isso a banda conseguiu criar uma sonoridade muito diferente e sempre digna.

Uma mescla um tanto interessante que consegue fazer sempre uma sonoridade diferente nas músicas, passando por vários momentos de melodia e brutalidade e intensidade, sempre trazendo tudo que tem em cada gênero.

 Sun of the Summerian é a música que começa o álbum e ela já deixa nítido a força da banda, uma bateria que traz absolutamente tudo do Black Metal antigo, uma bateria rápida e um tanto seca e por mesclar com o Melodic Death Metal, a banda ganha à ajuda do pedal duplo, a guitarra trabalha sempre de forma cadavérica e rápida, dando uma atmosfera de ótima qualidade, o vocal puxa o lado do Melodic Death Metal que torna tudo ainda mais interessante pelo fato de não ficar cansativo e a melodia está sempre viva.

A False World começa com uma cadência um tanto maior e consegue puxar uma atmosfera mais para o Death Metal, uma música mais cadenciada, uma melodia destruidora e pesada que consegue trazer a obscuridade por todo segundo, o vocal está mais puxado para o gutural mais fechado, trazendo ainda mais do Death Metal, uma música melhor que a outra sempre fazendo do álbum realmente um dos melhores lançamentos de 2014.

Morning Light é uma das faixas que consegue trazer perfeitamente a mescla entre tudo que a banda juntou, o Progressive com o Melodic Death Metal e o Black Metal, tudo isso junto para fazer uma música fundamental dentro do álbum, realmente o trabalho do vocal também ajuda, pois ele consegue mudar perfeitamente o peso e a técnica junto dos instrumentos, uma música impecável, a bateria não aposta o tempo todo em um pedal duplo muito destruidor, mas pega o ritmo seco do Black Metal em alguns momentos, e aposta bastante no blast beat, a guitarra consegue cair de ritmo e trazer o Progressive Metal muito facilmente, uma qualidade impecável.

Não é para menos que a banda conseguiu ter um álbum considerado um dos melhores lançamentos de todos do ano de 2014, o álbum consegue apresentar uma sonoridade muito diferente e ainda assim não fugir de nenhum dos gêneros que escolheu seguir, uma banda que tem excelentes músicos, Cüneyt Çağlayan consegue fazer um trabalho perfeito com o baixo e a guitarra, sempre conseguindo deixar a guitarra rápida sem sair do Black Metal, mas conseguindo também trabalhar perfeitamente com o Death Metal que tem um ritmo mais pesado e cadenciado, e sempre claro, deixando o baixo nítido até as últimas, uma banda que sabe trabalhar da melhor forma possível e que conseguiu realmente fazer um dos melhores álbuns.

An Ancestral Memory é uma música que traz quase que totalmente seu lado Death Metal, a banda consegue puxar uma atmosfera do clássico Symphonic Black Metal, mas o que realmente prevalece é o lado do Death Metal, um lado de destruição e um vocal destruidor, com um gutural seco que consegue lembrar bastante o vocal do Nomad, banda Polonesa de muito respeito.

An Ancestral Memory ainda conta com uma parte de melodia e voz de peito, uma parte grudenta que com toda certeza ficará em sua mente por muito tempo.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a faixa “Simulacrum of Reality” que encerra o álbum com muita força e destruição, uma velocidade infinita na bateria que consegue destruir tudo e um vocal ainda mais rasgado puxando o que existe de melhor no Black Metal, um encerramento muito digno para uma banda digna.



Postado por: Renan Martins

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