quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Black Crown Initiate: The Wreckage of Stars


Progressive Death Metal



A musica bem feita, o som bem trabalhado você consegue perceber logo de cara, e uma das bandas que conseguem fazer isso com toda tranquilidade é a Black Crown Initiate.

Black Crown Initiate é uma formidável banda de Progressive Death Metal, sim, ela consegue puxar uma linha perfeita que monta tudo do Death Metal com a classe do Progressive, criando com isso, um som diferenciado e digno até o fim.

Criada em 2013 a banda conseguiu surpreender o mundo do Metal com sua capacidade e logo de cara lançou o EP intitulado “Song of the Crippled Bull” e que por sua qualidade conseguiu sair via PRC Music, o EP conseguiu apresentar a banda de uma forma excelente, mas nada comparado com o incrível lançamento do ano seguinte.

The Wreckage of Stars, esse é o título do álbum, primeiro álbum, da banda e que conseguiu puxar as melhores críticas possíveis, o álbum é formidável e a forma que a música é explorada torna tudo ainda mais perfeito.

Começando o álbum com a faixa “The Great Mistake” que não deixa faltar nada, e logo de cara a introdução consegue te fazer sentir a diferença da banda, uma banda que não vai apostar em gritos aleatórios como atmosfera e nem em bateria cansativa, a música tem uma bateria trabalhando com o pedal duplo com muito poder, uma fúria animal no gutural que é extremamente pesado, uma técnica muito bem explorada e para deixar tudo ainda mais magnífico à banda consegue misturar isso com o vocal de peito que aparece deixando tudo um tanto mais melódico e a música não se torna cansativa e momento algum.

The Fractured One é a segunda música e ela mostra um lado mais Death Metal que o Progressive, ela tem um vocal mais rápido e pesado, um gutural fechado, porem um pouco mais aberto que o da música anterior, as guitarras conseguem criar uma linha de riff’s da melhor qualidade, sempre conseguindo colocar a melodia no momento certo, a bateria é realmente uma máquina, Jesse Beahler consegue mostrar que não é um baterista comum nesse álbum, uma técnica incrível, conseguindo explorar sempre o máximo da bateria.

 Malignant é uma faixa que consegue puxar mais do Progressive Metal, até mesmo pelo tempo da música, essa faixa tem 7 minutos e uma introdução feita com violão que consegue dar um clima de que algo vai dar errado, mas mesmo assim você ganha uma vontade de querer continuar aquilo para ver até onde vai dar, quando o vocal aparece, ele consegue explorar ainda mais das suas técnicas e fazer um Harsh Vocal da melhor qualidade, um vocal extremamente aberto e depois o gutural aparece novamente, deixando tudo destruidor, a música conta ainda com um momento de pura melodia sem vocal dentro próximo ao meio da música, realmente uma banda completa.

The Human Lie Manifest é uma música que lembra até um pouco do Technical Death Metal, a banda não deixa faltar qualidade em nada que faz, e essa música não seria diferente, o vocal ganha um apoio e isso faz ainda mais peso na música, o baixo que pouco apareceu aqui, ganha uma força muito grande, a banda consegue explorar perfeitamente o instrumento, essa banda merece apenas aplausos, não tem um defeito nesse álbum.

Black Crown apostou também muito no vocal de peito e na faixa “Withering Waves” ele aparece conseguindo criar uma melodia muito grande, um vocal que não tem frescura e não deixa faltar qualidade na faixa, essa banda é surpreendente.

Purge é uma música diferenciada dentro desse álbum de outro mundo, ela tem um violão extremamente Opeth que consegue puxar a melhor linha do Progressive, mas não deixa de lado o Death Metal quando o vocal aparece, o gutural mesmo tornando tudo obscuro e carregado não faz a música perder o brilho da melodia das guitarras.

Black Crown Initiate é o novo nome que consegue mostrar ao mundo a sua qualidade com o Progressive Death Metal, essa banda é uma das que tem tudo para conseguir conquistar o mundo do Metal e não vai demorar muito, a qualidade dos músicos são magníficas.

 Black Crown Initiate a nova alma do Progressive Death Metal.




Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Phantasmal: The Reaper's Forge



Thrash/Black Metal


O Metal tem uma quantidade gigante de gêneros e subgêneros, um desses gêneros é o Black Metal que carrega a intensidade, um gênero que se o artista ou banda não conseguir trabalhar bem, ele vai se tornar algo totalmente cansativo.

Outro gênero que aparece sempre muito frequente no mundo do Metal é o Thrash Metal, e as bandas desse gênero conseguem ter uma quantidade muito grande de fãs, e isso é sempre interessante.

Quando se junta Black Metal e Thrash Metal, é perigoso sair algo ruim, mas quando acerta, acerta por completo, uma banda que conseguiu juntar ambos e acertar foi a Phantasmal que conseguiu, embora com poucas músicas, mostrar sua qualidade, potência e versatilidade.

Em seu primeiro lançamento que saiu em 2014, sua Demo intitulada “The Reaper's Forge” que contem apenas três músicas e saiu via independente, a banda já conseguiu mostrar o seu tapa na cara.

A primeira música intitulada “The Reaper's Forge” que é a faixa título, a banda conseguiu pegar uma energia gigantesca que consegue puxar tanto do Black Metal com uma guitarra extremamente rápida, e uma bateria que consegue puxar o Thrash Metal, uma música que consegue mesclar perfeitamente ambos os gêneros e não deixar faltar nada, um vocal totalmente puxado pro lado do Thrash Metal, uma música que tem muita energia, realmente energia não poderia faltar nesse trabalho, afinal, a mescla está entre Thrash Metal e o Black Metal que apensa carrega a intensidade do mundo do Metal.

Começando dessa forma a banda não poderia deixar seu trabalho se tornar fraco, e claro, ela não deixou, até mesmo na questão da arte de capa a banda conseguiu manter a qualidade entre o Thrash Metal e o Black Metal, uma arte que consegue puxar o preto e branco que é tão utilizado no Black Metal e misturou isso com uma caveira que é algo muito frequente no Thrash, a banda não deixou faltar nada.

A energia não acaba e aparece a música “The Eternal Campaign” que tem um começo bem Black Metal, uma guitarra totalmente saturada que consegue te fazer entrar no mundo obscuro do gênero, a bateria acompanha o gênero e não deixa faltar nem um detalhe, o baixo é muito presente, você consegue escutar o baixo perfeitamente, uma forma impecável de fazer a música, sempre explorando perfeitamente todos os instrumentos, um instrumento que é bem trabalhado sempre é uma garantia de bom som.

Qualidade que não faltou no trabalho da banda e que consegue ser mostrada em todas as músicas, uma música melhor que a outra e isso mostra que essa banda que foi criada em algum momento que ninguém sabe, tem tudo para ser uma forte banda que consegue trabalhar de forma excelente com ambos os gêneros, ela consegue explorar a bateria e trazer o Black Metal sem deixar faltar nada, sem frescura e com muito foco, a energia colocada na guitarra também é sempre bem feita, uma energia que consegue te fazer entrar em cenários criados pela sua mente que consegue te fazer combinar perfeitamente o som com a destruição, o baixo que muitas vezes fica apagado em algumas bandas aparece nessa e consegue criar uma base perfeita combinada com o vocal de muita energia.

Para encerrar o álbum aparece a música “Queen Nightshade” que é totalmente Thrash Metal, ela tem uma qualidade totalmente do gênero, tem energia e melodia, tudo trabalhando para encerrar perfeitamente a Demo.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Hecate: The Order of the Black Light


Black Metal



Diretamente do Cairo, a banda Hecate nasce trazendo o poder do Egito em sua sonoridade.

A banda tem apenas um lançamento, apenas um álbum intitulado “The Order of the Black Light” que saiu via independente, mas felizmente quantidade não está ligada com a qualidade e a banda mesmo tendo apenas um lançamento, ela consegue ser destruidora, consegue ser uma faca na cabeça de todos que um dia duvidaram de seu trabalho.

Poucos conhecem a banda, mas ela consegue apostar em uma sonoridade extremamente linda com seu Black Metal de qualidade impecável, uma forma de fazer a música e não deixar faltar nada.

Com o foco mais profissional possível a banda começou com a faixa “At the Borders of Infinity”  uma faixa instrumental que tem uma capacidade de criar uma atmosfera linda para o álbum, uma forma impactante e que consegue estimular sua criatividade para criar os mais amplos cenários possíveis.

When Eternity Dwells in Frost é a segunda faixa, e nela a banda já mostra seu Black Metal tradicional e destruidor.
Essa faixa carrega uma guitarra totalmente rápida, uma guitarra muito Black Metal das antigas que consegue te catapultar para a época mais sombria do gênero, uma faixa realmente excelente, a bateria é extremamente rápida conseguindo trazer as nuvens negras desse gênero impecável.

Apostar para tocar Black Metal é sempre interessante, afinal, o Black Metal é o gênero da intensidade, muitas vezes as bandas conseguem criar uma música boa e o restante um tanto mediano, mas isso não aconteceu com essa banda, Hecate conseguiu sentir na alma o que é apostar nessa linha e não deixou faltar nada e conseguiu trabalhar da forma mais impecável possível com a melodia.

Mighty Warriora música que começa com um som de água e uma introdução da melhor qualidade, essa faixa tem um poder gigantesco de te fazer entrar no Egito e você consegue sentir a brisa que sai do Rio Nilo e assim que começa a música você consegue se sentir em uma guerra, uma música realmente genial que consegue ser uma das melhores do álbum, isso é claro, se não for a melhor.

A banda não poderia deixar de lado de fazer a faixa título, então, aparecendo sendo a música de numero 4 “The Order of the Black Light” consegue trazer um lado muito cru do Black Metal, o vocal nessa música consegue ganhar o respeito de todas as pessoas que ainda estavam esperando um vocal mais diferenciado, ele consegue mesclar o gutural com o Harsh vocal, uma forma de destruir tudo que está em seu caminho, uma música que deixa você querendo conhecer mais e mais do trabalho da banda, não só da banda, mas também do Egito, uma música que consegue ter uma intensidade muito grande e que não perde a melodia, uma música impecável.

O lado profissional da banda não está apenas no sentido da música, eles também se preocuparam em criar uma arte de capa muito bem feita, uma arte de capa impactante que consegue te fazer procurar a banda só por isso, uma forma magnífica de começar o álbum.

Signs of Horn é a música que continua o massacre, mas dessa vez ela traz uma bateria não tão rápida, mas sempre trazendo o clássico blast beat do Black Metal, uma música que realmente consegue traduzir o que é o gênero, não se pode duvidar nunca da qualidade dessa banda e da criatividade deles, um álbum realmente da melhor qualidade.

Para encerrar esse trabalho, a banda aparece com a música “Downfall” que é um encerramento mais clássico possível, uma música instrumental deixando o termino do álbum com um lado mais místico sem que falte qualidade, realmente a banda conseguiu logo em seu primeiro lançamento fazer o melhor possível.



Postado por: Renan Martins

domingo, 15 de fevereiro de 2015

ThunderWorks: Thoughts & Thunder



Melodic Death Metal

O Death Metal apresenta excelentes bandas e quando aparece uma banda que sabe trabalhar com um dos seus principais subgêneros que é o Melodic Death Metal, tudo fica ainda mais perfeito.

Muitas bandas nasceram em pouco tempo, isso conseguiu trazer uma sonoridade muito igual por algumas bandas, mas não é o caso da banda ThunderWorks, que consegue criar seu trabalho da melhor maneira possível.

De forma impressionante a banda tem uma qualidade impecável e tem apenas um membro, ou seja, ele é um “one man band”.

Michael J. Amari consegue criar sua sonoridade perfeitamente e criar uma melodia impecável com muita poesia e criatividade, mas nunca saindo do Melodic Death Metal, seu trabalho intitulado “Thoughts & Thunder” é o primeiro e por enquanto único álbum lançado e mesmo sendo independente, ele é extremamente bem feito e de muito bom gosto.

A primeira faixa é intitulada “Trial of Time” e ela deixa nítida a questão do Melodic Death Metal e a qualidade épica que carrega o som é formidável, o vocal é um gutural grunt da melhor qualidade que consegue acompanhar perfeitamente a qualidade do instrumental, pouco tem o que criticar nesse trabalho, para falar a verdade, não consegui apontar um ponto negativo.

Thoughts and Thunder, a faixa título aparece logo em seguida e ela deixa nítido o som do baixo que consegue criar uma nuvem em sua mente deixando tudo ainda mais místico, mas a guitarra consegue trazer uma qualidade impecável e épica pra o som, realmente esse trabalho é digno de ser escutado todos os dias e sempre merecendo todos os aplausos possíveis.

A Vast Unknown tem uma introdução um tanto semelhante com a música anterior, mas ela conta com o vocal que aparece também na introdução e depois ela ganha um peso ainda maior, o gutural é realmente uma arma potente que Michael conseguiu explorar muito bem o vocal e não deixou faltar nada do lado do instrumental, tudo muito bem pensado, tudo muito bem produzido e gravado, uma música melhor que a outra tornando esse álbum que tem uma arte de capa linda, cada vez melhor.

Não se pode deixar a arte de capa de lado, ela é um ponto extremamente importante para conseguir chamar o publico e essa arte chama o público da melhor forma possível, um tom de azul é utilizado nela, dando uma sensação de paz com caos, uma forma diferente de atrair o publico, mas que combina perfeitamente com a qualidade impactante de todas as faixas, um trabalho completo.

Rainwalker e Led by Shadows conseguem deixar claro a criatividade do músico e seu talento também, a primeira é a faixa que consegue trazer uma introdução de paz e de total tranquilidade explorando tudo que existe no mundo do melódico, porem, essa regra não está sendo aplicada na faixa seguinte, da qual intitulada “Led by Shadows” que é uma música de extremo bom gosto, porem, muito mais pesada, e o músico deixou claro que sabe trabalhar com o Melodic Death Metal e conseguir puxar o Death Metal em alguns momentos deixando o gênero ainda mais potente e ganhando mais um nome que tem toda potência para fazer a diferença no mundo underground do metal extremo.

Reality or Dream é uma música que começa com uma guitarra totalmente ardida e depois puxa um lado totalmente brutal, uma música que consegue expandir a energia e te trazer para o lado da porrada lindamente sem piedade, uma música incrível que consegue fazer você se sentir em outro estado de espírito.

Para encerrar o álbum aparece a música “...for All Eternity” que tem uma melodia linda que consegue puxar toda a qualidade que você poderia esperar de um músico igual Michael J. Amari, um encerramento perfeito para o álbum que tem uma qualidade impecável.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pain Threshold: Revenge



Brutal Deathcore


A capacidade que a banda Pain Threshold  tem de conseguir fazer a sonoridade do seu trabalho ser destruidora, pesada, e ainda muito bem pensada e em alguns momentos bonita, é realmente surpreendente.

Essa é uma das bandas que realmente carrega o underground, poucos são os que conhecem o trabalho da banda, mas agora é sua chance de encarar de frente o olhar de um Assassino em série.

Em seu EP intitulado “Revenge” a banda não deixou faltar nada e consegue mostrar a capacidade monstruosa de todos os membros da banda.

A primeira faixa intitulada “Грязная ложь” apresenta o puro e vivo Brutal Deathcore, uma música sensacional que consegue pegar o bonito de uma guitarra bem trabalhada e progressiva e juntar com o Brutal Death Metal, uma junção fantástica.

Logo que a faixa Грязная ложь começa você já consegue escutar o gutural que é totalmente diabólico, um gutural que consegue trazer a realidade de um monstro nascendo e correndo em sua direção, uma música que consegue criar uma euforia em sua mente, em seu corpo, consegue te fazer sentir a adrenalina de viver, e isso não é para qualquer banda, essa música ainda conta com uma potente linha de guitarra, uma guitarra trabalhando com riffs pesados em alguns momentos e conseguindo fazer a música ser impecável e em outros momentos a música  se torna muito mais melódica com o progressivo sendo muito bem trabalhado.

O EP por mais underground que seja, consegue começar da melhor forma possível, com uma música totalmente destruidora e que não deixa você sentir falta de nenhum elemento do mundo do Brutal Deathcore.

O Deathcore tem muitas bandas e em sua maioria bandas de excelente qualidade e quando junta o Brutal Death Metal com o Deathcore a história se torna ainda mais destruidora, uma música melhor que a outra com essa banda que é um achado dentro da escuridão.

A segunda faixa intitulada “Очнись” tem uma característica mais Brutal Death Metal, alem dela ter uma duração um tanto menor, ela também consegue carregar mais Densidade, uma música que consegue te fazer entrar na mente de um Assassino em série que está olhando para sua vítima e está pronto para fazer o sofrimento dela da forma mais absurda possível.

Очнись consegue carregar em alguns momentos uma profundidade na música muito interessante, você consegue sentir que a música está caindo em um abismo de puro terror, você consegue escutar o baixo marcando o caminhar de um louco que vai arrancar sua pele enquanto você está vivo, a guitarra consegue apresentar novamente um lado progressivo em seu trabalho.

A banda realmente não deixa faltar nada em seu trabalho, e consegue com esse EP intitulado “Revenge” mostrar que sua brutalidade está alem do conhecido, um gutural extremamente destruidor, um gutural que consegue ainda ser acompanhado do Pig Squeal da melhor qualidade possível, um Pig Squeal que consegue deixar ainda mais ácida a música, ainda mais corrosiva, uma destruição sem fim, uma bateria que consegue puxar uma velocidade rápida e esmagadora, um baixo que consegue aparecer nitidamente sem deixar faltar brutalidade e a guitarra que consegue trazer um peso absurdo em seus riffs de qualidade absurda e a guitarra ainda apresenta o lado progressivo em alguns momentos, fazendo da banda ainda mais incrível.

Pain Threshold  a nova face do Medo.




Postado por: Renan Martins

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Degenerhate: Chronicles of the Apocalypse



Death Metal/ Grindcore



O underground consegue trazer bandas da melhor qualidade e sempre consegue surpreender de forma positiva com sua brutalidade, técnica e criatividade.

A banda Degenerhate é uma das que consegue puxar uma veia extremamente clássica do Death Metal junto do mais puro Grindcore possível.

O som da banda vai muito alem de alguns pontos clássicos, e em seu álbum intitulado “Chronicles of the Apocalypse” que saiu em 2013 via independente a banda deixou claro que seu trabalho é destruidor.

Começando com a música “Bushit” a banda consegue mostrar uma velocidade muito grande em seu instrumental, uma bateria totalmente rápida que consegue puxar o Grindcore quebrado em alguns momentos, o vocal é extremamente aberto em alguns momentos, um vocal que é ácido e que chega a ser difícil de fazer igual, a música conta com uma guitarra muito ardida e tão rápida quanto poderia ser realmente o Grindcore aparece mais no começo do álbum.

 Earth First começa com uma introdução com uma pessoa dizendo algumas coisas e logo depois aparece um instrumental digno do Death Metal, uma velocidade muito grande e um gutural muito bem trabalhado, fechado e que consegue mostrar a raiva de todas as formas, a bateria trabalhada muito bem também com os pratos, uma música que consegue com seus 53 segundos ser um caos puro.

Um dos pontos que a banda não deixou de seguir por ser Grindcore é o fato de ter uma sonoridade muito rápida e muito potente e ácida, porem, nenhuma música vai alem de 2 minutos, trazendo ainda mais o clássico e curto modo de fazer músicas do universo Grindcore.

War Inside My Head começa com um instrumental muito violento, a banda consegue puxar musicas de muita energia uma ligada com a outra e isso é formidável, a faixa War Inside My Head consegue mostrar a qualidade do vocalista que consegue fazer um gutural muito fechado e um muito aberto e logo em seguida aparece à faixa “Behind The Black Horizon” que tem um pedal duplo muito bem trabalho e ele consegue dar uma densidade muito violenta para a música que consegue ainda mais poder com a sonoridade do baixo que não deixa faltar nada, uma música que poderia ser um tanto mais longa para conseguir curtir mais o som da banda, mas mesmo sendo tão curta ela é excelente.

All The Promises I Have Made consegue provar que esse vocalista é extremamente técnico e um ótimo vocalista, realmente ele consegue chegar em um nível de poder com seu vocal muito grande.

A atmosfera de guerra criada pela banda é algo admirável também, você consegue imaginar bombas caindo por todo território, uma música mais caótica que a outra, uma forma de mostrar o mundo cada vez mais ácida e pesada.

Realmente a banda consegue mostrar a batalha destruidora dos mundos, o  mundo da banda Degenerhate nunca fica sem puxar o sangue, um Grindcore com Death Metal da melhor qualidade.

Fur Is Dead começa como se você estivesse em uma sala de interrogatórios e você estivesse amarrado em uma cadeira e assim que começa o instrumental e vocal você consegue sentir o medo entrar em sua alma, uma forma viva de conhecer o inferno, uma banda que consegue mostrar a cadência demoníaca da mente humana.

Turn Off The TV Turn On The Brain é uma música que consegue explorar tudo que tem de mais retardado dentro dos vocais, tanto o mais aberto quanto o mais fechado, gutural sangrento que consegue vomitar a alma negra e criar um exercito de pura ira.



Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Maahlas: Nightmare Years



Progressive Melodic Death/ Black Metal 


A Noruega sempre ficou conhecida com suas bandas de Black Metal e dessa vez quem nasce trazendo um Black Metal de qualidade impecável é a banda Maahlas.

Maahlas tem apenas um trabalho, um único álbum intitulado “Nightmare Years”, álbum do qual saiu em 2014 via independente.

Nightmare Years conseguiu ser receber excelentes elogios da mídia e foi considerado por alguns, um dos melhores lançamentos do ano de 2014 e isso não é pouca coisa, principalmente para uma banda que está lançando seu primeiro trabalho.

A banda conseguiu puxar o Black Metal que sempre fez da Noruega muito forte, e junto do Black Metal a banda misturou com o Progressive Melodic Death Metal e com isso a banda conseguiu criar uma sonoridade muito diferente e sempre digna.

Uma mescla um tanto interessante que consegue fazer sempre uma sonoridade diferente nas músicas, passando por vários momentos de melodia e brutalidade e intensidade, sempre trazendo tudo que tem em cada gênero.

 Sun of the Summerian é a música que começa o álbum e ela já deixa nítido a força da banda, uma bateria que traz absolutamente tudo do Black Metal antigo, uma bateria rápida e um tanto seca e por mesclar com o Melodic Death Metal, a banda ganha à ajuda do pedal duplo, a guitarra trabalha sempre de forma cadavérica e rápida, dando uma atmosfera de ótima qualidade, o vocal puxa o lado do Melodic Death Metal que torna tudo ainda mais interessante pelo fato de não ficar cansativo e a melodia está sempre viva.

A False World começa com uma cadência um tanto maior e consegue puxar uma atmosfera mais para o Death Metal, uma música mais cadenciada, uma melodia destruidora e pesada que consegue trazer a obscuridade por todo segundo, o vocal está mais puxado para o gutural mais fechado, trazendo ainda mais do Death Metal, uma música melhor que a outra sempre fazendo do álbum realmente um dos melhores lançamentos de 2014.

Morning Light é uma das faixas que consegue trazer perfeitamente a mescla entre tudo que a banda juntou, o Progressive com o Melodic Death Metal e o Black Metal, tudo isso junto para fazer uma música fundamental dentro do álbum, realmente o trabalho do vocal também ajuda, pois ele consegue mudar perfeitamente o peso e a técnica junto dos instrumentos, uma música impecável, a bateria não aposta o tempo todo em um pedal duplo muito destruidor, mas pega o ritmo seco do Black Metal em alguns momentos, e aposta bastante no blast beat, a guitarra consegue cair de ritmo e trazer o Progressive Metal muito facilmente, uma qualidade impecável.

Não é para menos que a banda conseguiu ter um álbum considerado um dos melhores lançamentos de todos do ano de 2014, o álbum consegue apresentar uma sonoridade muito diferente e ainda assim não fugir de nenhum dos gêneros que escolheu seguir, uma banda que tem excelentes músicos, Cüneyt Çağlayan consegue fazer um trabalho perfeito com o baixo e a guitarra, sempre conseguindo deixar a guitarra rápida sem sair do Black Metal, mas conseguindo também trabalhar perfeitamente com o Death Metal que tem um ritmo mais pesado e cadenciado, e sempre claro, deixando o baixo nítido até as últimas, uma banda que sabe trabalhar da melhor forma possível e que conseguiu realmente fazer um dos melhores álbuns.

An Ancestral Memory é uma música que traz quase que totalmente seu lado Death Metal, a banda consegue puxar uma atmosfera do clássico Symphonic Black Metal, mas o que realmente prevalece é o lado do Death Metal, um lado de destruição e um vocal destruidor, com um gutural seco que consegue lembrar bastante o vocal do Nomad, banda Polonesa de muito respeito.

An Ancestral Memory ainda conta com uma parte de melodia e voz de peito, uma parte grudenta que com toda certeza ficará em sua mente por muito tempo.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a faixa “Simulacrum of Reality” que encerra o álbum com muita força e destruição, uma velocidade infinita na bateria que consegue destruir tudo e um vocal ainda mais rasgado puxando o que existe de melhor no Black Metal, um encerramento muito digno para uma banda digna.



Postado por: Renan Martins

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Human Filleted: Blunt Force Embludgeonment



Brutal Death Metal


Conhecer um gênero pela banda errada pode causar grandes danos em seu seguimento dentro do gênero, mas se você quer conhecer mais a respeito do Brutal Death Metal, conhecendo diretamente o underground, a melhor dica possível é a banda Human Filleted.

Human Filleted consegue trazer a podridão da alma de canibais com uma sonoridade extremamente pesada e honrando a bandeira do Brutal Death Metal.

Com três álbuns e um Split logo no começo da carreira, a banda conseguiu trazer toda a sua fúria em seus álbuns, um melhor que o outro, mas o que chama mais atenção é o “Blunt Force Embludgeonment” que saiu via Sevared Records.

Sevared Records aparece marcado em grandes bandas desse mundo brutal, duas outras bandas que são do underground aparecem Putrid Pile que consegue fazer uma destruição gigantesca tendo apenas um membro na banda, e também Viral Load que tem uma sonoridade destruidora e muito sangrenta.

A primeira música do álbum Blunt Force Embludgeonment é a “Bag Of Meat”, uma música que começa o álbum muito violentamente e diferente de algumas bandas de Brutal Death Metal, essa aposta em um vocal um pouco mais aberto, conseguindo trazer uma sonoridade não cansativa, a guitarra tem a qualidade rasgada e em alguns momentos ela traz o riff de forma mais bruta, uma forma de fazer a primeira música excelente, uma música que não deixou faltar nada desse mundo sangrento.

Não demora muito para a faixa título chegar, e ela sendo a segunda música do álbum, ela consegue continuar na brutalidade da faixa anterior e o espírito de dor continua pairando sobre o som da banda, a bateria apresenta uma cadência um tanto maior, mas não sai do Brutal Death.

Bodily Liquefaction começa muito rasgado, uma bateria totalmente seca que parece uma metralhadora, uma bateria que consegue trazer a atmosfera total da música, uma banda que se preocupa em fazer do som o mais pesado possível e ela consegue.
A densidade que traz o baixo da banda é incrível, ele consegue completar todos os espaços que poderiam ficar faltando, um álbum excelente para começar a escutar o Brutal Death Metal já sem frescura e com muito sentimento.

Uma música que consegue trazer um vocal muito mais pesado, puxando inclusive um pig squeal é a “Cum Soaked Autopsy” que tem uma velocidade atordoante e consegue depois cair em seu ritmo e apresentar a brutalidade junto da bateria que trabalha com o pedal duplo, uma música excelente, provavelmente uma das que mais consegue mostrar o sentimento de destruição e de carnificina.

Boa parte das bandas que seguem por fazer o Brutal Death Metal acabam fazendo uma sonoridade extremamente extrema e cansativa, mas isso não é o caso dessa banda, uma banda que consegue explorar o que tem de melhor em sua guitarra, o que tem de mais pesado e violento em seu baixo, o que tem de mais podre, seco e rápido em sua bateria e o que tem de mais profundo do gutural, um gutural que ganha apoio em determinadas faixas como “Cunt”  que aparece o vocal mais rasgado, um drive muito bem trabalhado, dando uma sensação de podridão para a música.

Hooker Cooker é uma música especial dentro desse álbum, o motivo é que ela é feat. Damian Leski que é o vocalista e guitarrista da banda Gorgasm, uma consagrada banda de Brutal Death Metal.

E para encerrar isso tudo, aparece à banda Putrid Pile que não poderia faltar nesse álbum, uma banda que como já tinha comentado uma sensacional banda do mundo do Brutal Death Metal.

A música Mechanized Slaughter que carrega o feat. Shaun LaCanne do Putrid Pile, essa é uma das musicas mais Brutal Death Metal que tem dentro do álbum, realmente uma arma que a banda conseguiu usar da melhor forma possível, o pig squeal utilizado nessa música é realmente destruidor e supera as expectativas.



Postado por: Renan Martins