sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dead Holland: Black Tide



Slamming Brutal Death Metal


Slamming Brutal Death Metal, a vertente que conseguiu um espaço absurdo dentro do metal e cada vez consegue mostrar que sua potência precisa ser respeitada.

A banda Dead Holland é realmente uma das que consegue trazer um som destruidor para o campo do Slamming Brutal e consegue trazer com muita qualidade e um dos fatos que consegue fazer a banda ser um pouco diferente das outras é saber utilizar o gutural extremamente fechado junto do pig squeal nos momentos certos e também utilizar um pouco do breakdown.

Em seu trabalho intitulado “Black Tide” a banda já conseguiu mostrar toda a sua monstruosidade com um som extremamente carregado, um som que consegue furar sua mente e fazer você sentir o seu lado mais insano ganhando vida.

A primeira faixa intitulada “Black Tide” tem uma sonoridade excelente que traz logo de cara o titulo do EP e não deixa em momento algum o lado Slamming ficar fraco, o som da bateria é extremamente pesado e a guitarra traz a atmosfera que consegue fazer você entrar na mente do torturador que está esperando pela sua alma. O vocal é de fato algo que faz a banda ser diferente, um peso absurdo e que consegue ser extremamente compatível.

Our Last Breath é talvez a melhor música do EP, uma faixa que consegue trazer a fúria e tem uma das melhores introduções que poderia ter uma musica de Slamming Brutal, com uma bateria bruta e um gutural logo de cara dando o “Oi” da fera brutal que está esperando para rasgar você em vários pedaços.
Faixa que consegue fazer você delirar com toda a qualidade possível, uma bateria que consegue sair da linha comum de sempre tocar blast Beat e consegue puxar uma quebra de ritmo em alguns momentos e utilizar o pedal duplo em outros, uma música para deixar o Slamming Brutal ainda mais incrível.

Se existe algum problema em escutar o Baixo em algumas outras bandas, em algumas outras músicas ou trabalhos de outras bandas de outros gêneros, não se preocupe, o Baixo tem muito poder dentro do Slamming Brutal Death Metal e a Dead Holland consegue trazer um campo muito amplo para ele explorar e logo na terceira faixa, a música intitulada “Torture” a banda deixa o baixo ganhar a frente e fazer uma introdução destruidora.

Torture apresenta também uma qualidade muito destruidora no vocal, uma banda que consegue juntar tudo da melhor forma possível, a destruição é garantida com a Dead Holland.

Um ponto sempre muito importante para mostrar é que para alguns o Slamming Brutal se torna uma vertente de apenas fazer um som extremamente pesado, mas não é bem assim, claro que o peso é extremamente importante, afinal estamos falando de Slamming Brutal, mas não é apenas tocar de qualquer forma e fazer um som pesado, não é bem dessa forma. Existe uma técnica, uma criatividade, uma alma que consegue transmitir o sentimento de fúria e destruição para conseguir fazer um trabalho bem feito, um trabalho ótimo, e a Dead Holland sabe fazer isso da melhor forma possível.

Anesthesia é uma das faixas que a banda consegue apresentar o pedal duplo e fazer ele da melhor forma possível, uma forma matadora e com muita adrenalina, uma musica ótima e um EP nota 10, e para terminar deixo a mensagem da D.H que diz:

“I see Dead People”.




Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sigfadhir: O pai da vitória no folk metal paulistano.



Uma banda incrível e de qualidade impecável aparece com sua Demo intitulada "Galdra Smidr" e felizmente o G.Grind conseguiu uma entrevista com essa banda que faz um trabalho extremamente digno com o melhor Pagan Metal possível.

Entrevista por: Caterine Souza

Sigfadhir: 

Vocalista: André Frekihugr
Baixista: Felipe Malavazzi
Guitarrista: Nickolas Vicentini 
Guitarrista: 
Fenris Fenrir
Baterista: Dubh Vandræðaskáld 



Gênero: Pagan Folk Metal


Caterine 1: Olá, Sigfadhir! Agradeço em nome do G.Grind, a oportunidade de entrevistá-los. Sigfadhir é um nome diferente e que significa, segundo o blog da banda, “pai da vitória”, ou seja, um nome que chega quase a exigir certo respeito por quem o pronuncia. O que levou vocês a escolhê-lo? E, uma dúvida minha, qual é a pronúncia correta de Sigfadhir?

Felipe: Realmente o nome tem um grande peso para nós, devido à tudo que ele representa. A escolha veio da mitologia Nórdica, em referência ao Deus Odin. O que nos levou ao nome Sigfadhir, veio de toda a nossa filosofia de vida que realmente é baseada no Paganismo, todos os membros da banda adotam princípios vindos das antigas religiões, a mensagem que passamos através das músicas vem desses ideais e temos forte influência da mitologia nórdica e consequentemente do Asatru, então o nome acabou sendo uma escolha natural. Agora a pronúncia... seria assim: CigFóder (o Ó é meio que um A mais fechado...), mas todo mundo diz Cigfadir, sem problemas!

Caterine 2: Pelo que pesquisamos, o logo da Sigfadhir teve algumas alterações desde quando a banda foi formada, certo? Embora a essência pagan / viking metal ter sido mantida, como é adequar essa “marca” ao som que vocês fazem?

Felipe: Nós acreditamos de verdade que os símbolos pagãos carregam algum tipo de poder consigo, e por este motivo os usamos em nosso logo. A trollkors representa bem isso, é a nossa proteção, nosso estandarte diante das batalhas que enfrentamos como banda. A mudança em usar letras no lugar das runas foi uma decisão de todos, já que a ideia é trabalhar nos sons um paganismo mais "raiz", sem muitas nomenclaturas, sem se prender apenas à cultura e espiritualidade nórdica.

Caterine 3: Cada um de nós carrega influências de tudo que vivemos e isso é algo ainda mais forte quando se trata de música. Quais referências de som, cada um de vocês trouxe/traz para a banda?

Dubh: Sempre apreciei muito as músicas tradicionais dos países nórdicos, com suas flautas, fiddles, músicas vocais, etc. E venho de uma banda de Black Metal (Black Achemoth). Acredito que misturo as duas coisas como influência.

Fenris: Minhas influências são bem variadas quanto a estilo. Mas posso dizer que minhas principais inspirações vêm de Dissection, Bathory, Agalloch, At The Gates, Hypocrisy, Carcass, Vintersorg, Storm, Summoning, Finntroll e muitas outras coisas. Também ouço um pouco de música erudita.

Felipe: Fora as bandas do gênero mesmo como Bathory, Ensiferum Moonsorrow, Menhir, Heidevolk e mais uma porrada aí... eu tenho bastante influência de Death e Black Metal e de outros estilos bem diferentes, ouço muito muito som folk e procuro muito ouvir músicas tradicionais de vários países - inclusive o Brasil - ouço muito Zé Ramalho, Raices de America, Almir Sater, Yann Tiersen, Altai Kai entre outros.

André:
Minhas influências nas criações da banda são principalmente de bandas como Otyg, Bathory, Storm, Tuatha de Danann, Kampfar, entre muitas outras, mas no geral, eu gosto de sertanejo raiz, musica clássica, musica tradicional Celta e Escandinava, rock psicodélico dos anos 70 e músicas com instrumentos bizarros.

Caterine 4: A temática, unida a sonoridade, é imprescindível ou fica tudo meio “vazio”. Como é o processo de construir a temática da Sigfadhir? 

Felipe: Na verdade é tão natural que nem precisamos construir nada! Hahahaha. Temos bastante afinidade quando o assunto é paganismo, somos bastante integrados nisso, não há discussão. Alguém chega com uma melodia, outro chega com uma letra, todo mundo gosta, fazemos alguns (muitos, rs) ajustes e a mágica acontece.

Caterine 5: Algo que encontramos ao pesquisar sobre a banda é que, inicialmente, o nome era Drunkagård com histórias de trolls, brigas de tavernas e bebedeiras para preencher as músicas. Como foi essa transição para a Sigfadhir “atual”?

Felipe: O Drunkagård foi um projeto que não deu certo... Antes desse projeto eu (Felipe) tinha com o André uma banda cover de Ensiferum, que foi o início de tudo. A banda não deu muito certo e o André me chamou para esse projeto, a ideia era ser um som mais descompromissado.... Acabou não indo para frente por falta de pessoas querendo tocar... Então ficamos muito tempo parados. Quando o André conheceu o Dubh, ele me ligou e falou: “Cara! Consegui um baterista, vamos voltar a tocar!” então na verdade foi um começo e não exatamente uma transição. Estávamos mais empolgados do que quando o Drunkagård começou, agora de forma mais séria e com uma proposta definida.




Caterine 6: Ainda sobre a temática, o paganismo e a mitologia como temas centrais da Sigfadhir formam algo muito interessante e que me trazem duas perguntas, quase dúvidas mesmo: vocês enfrentam alguma dificuldade por conta de estarem num país majoritariamente cristão? E quanto às crenças individuais de vocês, elas acabam influenciando as letras?

Felipe: Sobre cristãos, não temos problemas com isso. Claro que não dá para ignorar a raiva quando se olha para o passado e se vê quanta merda eles fizeram, empurrando suas crenças goela abaixo dos povos antigos. Isso é um lixo! Mas nos dias de hoje são eles de lá e a gente de cá. Não perdemos tempo falando mal deles, preferimos contar sobre as coisas da nossa própria crença. Sobre nossas convicções individuais, elas influenciam 100% nas nossas letras, são nossa principal fonte de inspiração.

Caterine 7: A demo ‘Galdra Smidr’, lançada em 2011, traz um folk enraizado através dos instrumentos clássicos desse tipo de som como a gaita de fole, flautas como a Tin whistle, etc. Como foi compor e gravar este trabalho de forma independente? E quanto à arte de capa, simples, mas ainda assim, incrível?

Felipe: Foi extremamente divertido e trabalhoso ao mesmo tempo! Hahahaha. Quem já experimentou produzir ou participar da produção de um CD de forma independente sabe o que passamos. Tirando a bateria, gravamos todos os outros instrumentos/vocais em casa, foi um belo de um improviso! E nos orgulhamos disso! Diante das opções precárias que tínhamos conseguimos gravar uma ótima demo. É como falamos entre a gente: esse trabalho é um registro de como éramos no início e é importante olhar para trás e dar o valor ao esforço feito. A capa é a mesma coisa, saiu de uma brincadeira com uma foto tirada em Monte Verde/MG, no Pico do Selado. O que era um teste acabou sendo definitivo.

Caterine 8: Se fosse para eleger um símbolo para representar o metal underground acho que seria a fita cassette. Por que resolveram disponibilizar ‘Galdra Smidr’, pelo selo da Pagan War, neste formato mais “old school”? 

Felipe: Na verdade, foi uma proposta que nos chegou da Pagan War. Havia uma oportunidade de atingir o mercado europeu desta forma e a aceitamos. Não existe uma preferência da banda quanto aos formatos, nosso som sempre vai estar disponível como for possível, seja K7 ou mp3 (ou as duas coisas ao mesmo tempo).

Caterine 9: O primeiro show da sua banda favorita, você nunca esquece. Fico imaginando o primeiro show no qual a sua própria banda se apresenta. O primeiro show da Sigfadhir já começou com tudo, em 2011 no primeiro Odin’s Krieger Fest! Contem-nos um pouco desta experiência, por favor!

Felipe: Essa experiência foi inesquecível! Na verdade, a demo ‘Galdra Smidr’ surgiu por conta deste show hahahahaha. Fomos convidados para tocar nesta, que foi a primeira edição do OKF, e a aceitamos na hora!!! Porém, havia um pequeno detalhe: não tínhamos nenhuma música pronta! Hahahahaha Daí, corremos com as composições para tocar neste show, e foi aí que surgiram todas as músicas que estão na nossa demo! O show foi inesquecível, éramos bastante inexperientes, mas fizemos nosso melhor, e a galera curtiu bastante. Temos até um DVD com esse show completo, limitado a 3 cópias (só para os integrantes do show em questão - Dubh, André e Felipe) hahahahahaha.

Caterine 10: Vocês costumam tocar em festivais, como o Odin’s, Thorhammerfest, entre outros e em feiras como a Entre Mundos. Tocar em ambientes de mesma característica e até mesmo “misticismo” que a Sigfadhir traz é mais interessante para vocês?

Felipe: Sim, é sempre muito bacana tocar em festivais que carregam esta "mística" em sua aura, como a incrível Feira Entre Mundos, que acontece uma vez ao ano na cidade de Várzea Paulista/SP. Mas além destes festivais há espaço em outros eventos não temáticos, nos quais já tocamos com bandas de heavy, thrash, black metal, e fomos muito bem recebidos! A questão vai um pouco além do estilo do festival. É triste - mas necessário - afirmar que muitos produtores de eventos por aí não respeitam as bandas, fazem mil exigências para as bandas nacionais sem proporcionar o mínimo de estrutura e ajuda de custo, e BABAM OVO das bandas gringas... Mas como dito anteriormente, não perdemos tempo choramingando. Tocamos onde nos é oferecida a condição para tocar e fazemos o nosso melhor, sempre!

Caterine 11: Vocês são, com o perdão da palavra, fodas mesmo! No mesmo ano de 2013, a Sigfadhir abriu para os finlandeses do Turisas em Março e para os russos da Arkona em Novembro. Como foi dividir palcos com estas bandas incríveis?

Felipe: Não sei nem como descrever. As duas bandas são influências gigantes para a gente, eu (Felipe) particularmente sempre fui fã de Turisas e foi uma das primeiras bandas do estilo que tive contato. O Arkona também é uma banda muito foda e eu jamais imaginei que conseguiria vê-los tocando no Brasil, ter a oportunidade de abrir o show deles foi incrível. Foram duas experiências fantásticas para nós.

Caterine 12: Tanto ao vivo, como no YouTube, pude acompanhar a Sigfadhir tocando covers impecáveis de Bathory e Heidevolk. Como mesclar trabalhos autorais com músicas de bandas aclamadas, sem aquela comparação por meio do público com as faixas originais?
Felipe: Na verdade se você prestar atenção, os covers que fazemos são versões de músicas que admiramos muito, que são verdadeiras influências para nós. E elas têm as nossas características! Tanto é assim que as consideramos tributos, homenagens aos nossos "mestres". No início colocamos essas músicas para aumentar o tempo do setlist, já que só tínhamos 4 sons autorais. Mas hoje, mesmo com mais músicas próprias, ainda incluímos elas nos sets, sempre tentando um cover novo. É divertido para nós, e o público sempre aprecia.

Caterine 13: Como está a agenda da Sigfadhir  para este finalzinho de 2015? E quanto ao futuro, o que planejam e esperam?

Felipe: O Sigfadhir está sem shows previstos, nós estamos trabalhando nas músicas do álbum novo e pretendemos gravar em breve. Cada membro tinha algumas questões pessoais para se dedicar, então decidimos parar de tocar e nos focar nisso. A ideia é voltar nos próximos meses para os palcos com material novo.

Caterine 14: Para finalizar nossa conversa, gostaria de agradecê-los novamente em nome do G.Grind pelo tempo e disposição de vocês e deixar aqui meus desejos de sucesso e longa vida a Sigfadhir. O espaço final é livre pra vocês!

Felipe: Nós é que agradecemos pela oportunidade de poder contar um pouco mais sobre a gente e sobre os projetos para o futuro. Também queremos parabenizar o G.Grind pelo excelente trabalho com as bandas da cena underground, sucesso e longa vida pra vocês! Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre a gente é só acessar os links abaixo: 

https://www.facebook.com/Sigfadhir
https://sigfadhir.blogspot.com
https://www.youtube.com/channel/UCqYQvafyaHIN2fGqrId4diw




Postado por: Renan Martins

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Hateful Warfare: Scenarios of Execution




Death Thrash Metal

Novamente o Brasil aparece trazendo uma banda de Death Thrash Metal e dessa vez o nome é Hateful Warfare.

A banda tem apenas um lançamento que é o “Scenarios of Execution” que saiu de forma independente. O trabalho conta com 7 faixas e o puro som do Death Thrash.

A primeira música é intitulada “Ready for Disaster” que é uma introdução que deixa uma atmosfera no álbum e logo no fim da intro a banda colocou um pouco do instrumental que deixa uma curiosidade do que existe nas outras músicas.

Welcome to my Nightmare já começa e trazendo um som totalmente clássico do Death Metal antigo, mas a banda consegue colocar energia nas guitarras fazendo o lado Thrash Metal aparecer e o vocal consegue seguir a junção perfeita de ambos os gêneros.

O trabalho da banda é um EP, e ela consegue deixar ainda mais viva o lado Death Thrash, o vocal aparece sem colocar tanto peso, mas consegue colocar seu gutural de forma compatível com o instrumental e logo de cara na música Welcome to my Nightmare a banda já coloca um solo que consegue deixar com mais energia ainda.

Infernal War traz um lado mais Thrash da banda, um lado que trabalha com uma bateria mais seca, um vocal mais aberto e uma guitarra trabalhando sempre com um lado mais puxado pra energia que para o peso.

Hateful Warfare consegue deixar o som do Baixo bem vivo na música e isso é muito importante, poucas são as Demos que conseguem trazer o som de todos os instrumentos de forma impactante e compatível, e a  Hateful consegue deixar o som da guitarra bem nítido, o som do baixo bem nítido e o som da bateria e vocal também bem nítido e isso deixa o primeiro trabalho da banda ainda mais com pontos positivos.

Slaves of Christ é a faixa de número 4 da Demo e ela apresenta logo de cara um pedal duplo mais trabalhado, um pedal que consegue deixar uma atmosfera ainda mais interessante para a música e diferente das anteriores, essa música tem uma um lado que consegue trazer o caos para a vida e ela não deixa faltar o lado do Thrash Metal em momento algum, realmente uma banda que consegue juntar o Death Thrash Metal.

Bloody Night é o nome da faixa que aparece trazendo uma perfeita junção entre Death e Thrash Metal, a banda consegue colocar mais ódio nessa faixa e o lado mais caótico aparece fazendo essa ser a música para quebrar tudo ao seu redor.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Silence Lies Fear: A estrela que nasceu do Azerbaijão.



Silence Lies Fear, uma banda que conseguiu ganhar o amor das pessoas do mundo do metal com seu Melodic Death Metal muito bem feito, a arte da Entrevista é o novo trabalho da banda que é intitulado "Future: The Return", um excelente trabalho que deixa ainda mais impecável o mundo do Melodic Death Metal.




Caterine 1: Olá, Silence Lies Fear! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a vocês, em nome do blog G.Grind. Vejo que muitos grupos de metalcore criarem suas bandas com "nomes longos". É quase comum neste estilo de música. Qual foi a história por trásdo nome Silence Lies Fear?

Jakhangir: Querido, G.Grind, muito obrigada por fazer esta entrevista com a gente Pensamos que estamos numa pegada mais melodic death, puxada para o modern metal, do que uma banda de metalcore. E o nome da banda foi escolhido de forma muito espontânea, a gente até não se lembra como.

Caterine 2: O logo de vocês é incrível. Como foi desenhá-lo?

Jakhangir: Obrigado! Nós também gostamos muito. Ele foi feito pelo designer russo Maxim Kobzev.

Caterine 3: Cada banda tem suas histórias sobre quando estavam em formação ainda. Os primeiros ensaios e shows e cada membro tem sua parte nisso. Vocês podem nos dizer como a Silence Lies Fear foi formada?

Jakhangir: Nossa banda foi formada em 2008 por mim e por nosso baterista Asim Rahimov. Nós estudávamos na mesma escola e escutávamos as mesmas bandas de metal, então decidimos formar uma banda, tentando tocar e compor nossa própria música. Nós nunca tivemos contamos com mais membros na SLF, porque é realmente muito difícil encontrar membros permanentes em nosso país.

Caterine 4: E sobre suas influências musicais. Como elas trabalham na música?

Jakhangir: Nós sempre amamos bandas como In Flames, Dark Tranquility, Insomnium, Light This City e todas as bandas que tocam melodic death, então decidimos que queríamos tocar melodeath ao mesmo tempo que algumas coisas de heavy metal também.

Caterine 5: O blog Encyclopaedia Metallum mostra que a Silence Lies Fear tem como temática das letras amor, sentimentos e lutas interiores. Por que escolheram escrever músicas com tais temas?

Jakhangir: Esses são temas do nosso debut, pois já no segundo, a temática é mais sobre invasão alienígena, escravidão da humanidade e a mente humana. Então, como você pode ver nós tentamos cobrir tópicos diferentes em nossas músicas. Isso é fundamental para nós!

Caterine 6: Vocês são do Azerbaijão e como a maioria das bandas do mundo, Silence Lies Fear tem músicas em inglês. Por que escolheram não cantar em sua língua materna?

Jakhangir: Inglês é a língua universal, assim todo mundo pode entender nossas músicas. 

Caterine 7: Algumas pessoas denominam esse estilo modern melodic death e algumas apenas preferem chamar de melodeath ou metalcore. Como misturar esses dois subgêneros tão bem quanto vocês fazem?

Jakhangir: Não tem realmente segredos ou algum tipo de manual para misturar estilos e gêneros de música. Apenas tente e tente de novo até que consiga o que quer.

Caterine 8: Nós pesquisamos sobre a banda e descobrimos que a Silence Lies Fear participa de alguns festivais. O que poderiam dizer sobre a cena local do metal por aí? Ela é unida?

Jakhangir: A situação com a cena local é muito triste porque nós não temos nenhuma.

Caterine 9: Alguma curiosidade pessoal que tenho é: vocês enfrentam algum tipo de preconceito ou desconfiança das pessoas por serem do Azerbaijão?

Jakhangir: Sim, algumas vezes isso ocorre, mas não nos perturba nem um pouco. Nós não estamos atrás de sucesso fácil.

Caterine 10: Há diferenças entre a Silence Lies Fear de 2008 para hoje, musicalmente falando?

Jakhangir: Sim, em ambas a partes técnicas e de composição.

Caterine 11: O álbum ‘The Storm Looming Ahead’, lançado em 2012, é uma obra prima. Eu o escutei e fiquei meio boquiaberta pela riffzera, as intros incríveis de cada faixa e pela música final terminar em sons de tempestade. Qual foi a inspiração de vocês para trabalhar num projeto tão foda quanto esse? E sobre composição, gravação e mixagem?

Jakhangir: Este foi nosso primeiro álbum full-length, então tentamos dar nosso melhor. Todas as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas por nosso baterista Asim Rahimov. Foi seu primeiro trabalho como engenheiro de som.

Caterine 12: ‘Future: The Return’ foi lançado recentemente neste ano e algumas pessoas o compararam ao estilo que faz o Dark Tranquility. Como foi produzir este álbum?

Jakhangir: ‘Future: The Return’ também foi produzido por nosso baterista Rahimov e por mim, mas a mixagem e masterização foram feitas pelo grandíssimo engenheiro de som dinamarquês Jacob Hansen em seus estúdios

Caterine 13: Como está a agenda da Silence Lies Fear para o fim de 2015? E sobre o futuro da banda, o que planejam?


Jakhangir: Nós temos planos de lançar nosso terceiro álbum em 2017 e por agora temos planos de mudarmos para um dos países europeus e continuar com nosso som.

Caterine 14: Para terminar nossa conversa, eu gostaria de desejar meu melhor à vocês todos e para a banda, é claro. Esse espaço final é para vocês, Silence Lies Fear!

Jakhangir: Muito obrigado novamente por suas palavras! Nos realmente gostamos! Desejamos tudo de melhor para todos os metalheads do mundo e agradecemos a todos que nos apoiam. Stay metal, pessoal!



Entrevista feita por: Caterine Souza

Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Espera XIII: Uma esquadra no imponente oceano do underground



Uma nova entrevista e agora com a banda Espera XIII, uma ótima banda que sempre apresenta um trabalho muito bem feito e uma entrevista também muito bem feita da garota Caterine.


Caterine 1: Olá, Espera XIII! Primeiramente, gostaria de agradecer em nome do G.Grind, a oportunidade de entrevistá-los. Pelo que pesquisamos, Espera XIII é um acrônimo para Extra Sensory Perception Era XIII. Por que da escolha deste nome? E quanto ao XIII?

Ereon: Obrigado pela atenção e interesse com nossas bandas locais, isso fortalece a cena e incentiva os músicos. Parabéns a todos por essa consciência! No início não existia esse acrônimo, depois de 3 anos com o projeto já batizado de ESPERA XIII que eu o descobri e adotei. Antes disso, o nome foi retirado de uma das embarcações da frota de P. A. Cabral que se chamava Espera. E XIII, pois eram treze embarcações na esquadra. Extra Sensory Perception foi adotado depois por ter total sintonia com nossos ideais.

Caterine 2:  A temática dentro de uma banda é extremamente importante. Quais os pilares que sustentam o enredo da ESPXIII? Certamente, o logo é intimamente ligado com o contexto, certo? Como foi criá-lo e, eventualmente, melhorá-lo?

Ereon: Uma embarcação que se afasta de sua frota e navega para outra dimensão em busca dos mistérios ocultos do universo. A ficção gira em torno deste pilar, basicamente. Exatamente, o logo é uma caravela que havia desenhado e depois foi aperfeiçoada por Christophe Szpajdel. O símbolo de nossa barca.

Caterine 3: A banda até agora tem todos os seus trabalhos idealizados e produzidos por Renan Brito, ou seja, tudo começou como uma one-man band. Como foi a decisão de escolher e anexar os tripulantes certos a este navio?

Ereon: Foi um processo lento e cauteloso. Não digo que nosso som seja tão complexo e tão difícil de tocar, mas sim, exige músicos de nível elevado. Desde o início o Edu Ayres assumiu o posto de baixista e também braço direito. A missão era encontrar um baterista e um guitarrista. Em 2012 fizemos o primeiro recrutamento onde fizemos algumas jams com nossos amigos Rafael Leme e Paulo Cypriano, porém descontinuamos. Em 2014 achamos nossa formação atual e com algumas mudanças e ajustes nós a consolidamos em um quarteto. Tenho muita gratidão a todos desde o início, especialmente com Rubstein e Gabriel por terem uma experiência conosco nessa última formação.

Caterine 4: Ainda que não tenham composto nenhum trabalho juntos até agora, como as influências musicais de cada um no grupo colaboram enquanto Espera XIII?

Ereon: Ao vivo. Cada um põe seu gosto musical na interpretação ao vivo e acho isso bem legal. Deixar livre para eles moldarem a execução como preferirem. E em um futuro próximo teremos composições em conjunto!

Caterine 5: ‘Demo Escàndalo’, lançado via independente em 2011, foi o primeiríssimo trabalho. Como foi compor, gravar e etc?

Ereon: Foi maravilhoso produzir essa demo. Era um projeto novo saindo do papel, eu tinha uma energia gigante pra fazer tudo! Compor ela foi como uma libertação, pois eu senti a vibe de ter um projeto solo, ter a total liberdade de fazer tudo do jeito que eu quisesse. Gravar foi extremamente trabalhoso, pedi pro Niko Teixeira, de Taubaté, gravar a bateria e o resto dos instrumentos e voz gravei com o Jeff Hita (Spreading Hate). Depois eu “mixei” bem porcamente e lancei na internet.

Caterine 6: ‘Thy Great Expedition’ fora uma obra que inicialmente encarei como um álbum, até que numa entrevista percebi que o tratavam como uma segunda demo. Sendo um trabalho tão incrível, por que decidiram manter como demo?

Ereon: Ok, fica entre nós, eu chamava de álbum também. Mas pela péssima qualidade de produção, gravação e mixagem eu alterei a denominação para “segunda demo”

Caterine 7: Agora, pergunta à todos os integrantes individualmente, como foi tocar com a Espera XIII pela primeira vez lá em Junho /2014? E como é tocar hoje?

Edu: Tive a oportunidade de participar desde os primeiros ensaios, e o sentimento de dar vida a um projeto no qual eu já era fan foi fantástico. Nos shows atuais, o sentimento só tem evoluído, pois estão cada vez mais sinérgicos e profissionais.

Fernando: Muito melhor, a gente vai ganhando mais espaço, tocando em lugares bons e deixando de lado oportunidades ruins, acho que o show de lançamento do ‘UAL’ foi um marco que subiu muito o nível das nossas apresentações.

Pietro: Ao entrar na banda tive que aprender um repertório consideravelmente grande tendo em vista que na época a banda estava com uma serie de shows agendados. Foi tudo muito corrido. Hoje me sinto mais seguro e familiarizado com as músicas e com os caras.

Caterine 8: Já sobre ‘Unexpected Austral Lights’ , lançado em Março/2015, o mais “inesperado” para mim é ver o quanto ele solidificou o som identidade da banda, unido complexidade conceitual extrema do álbum. Como foi criar tal projeto?

Ereon: Foi à obra mais difícil e intensa da minha vida até o momento, é até tenso lembrar, pois tiveram momentos de muita angustia. Mas foi criado com muita paixão. Iniciei em 2012 as composições desse play, em 2013 gravei tudo, em 2014 mandei para mixagem e só em 2015 saiu o formato físico. Foi uma grande e inesquecível expedição, sem dúvidas.

Caterine 9: Vocês realizaram um show para o lançamento do ‘UAL’, em Maio no Espaço Som, São Paulo. Como descrever a sensação de tocá-lo na íntegra ao vivo? E como sentiram que o álbum ali exposto foi recebido pelo público?

Ereon: Missão cumprida! Fazer um show com todas as músicas foi um projeto complexo a parte. Grande mérito aos músicos da ESP, pelo grande trabalho que realizaram para executar o play inteiro naquela noite. Algumas músicas não foram criadas para tocar ao vivo, é o caso da ‘The Giant’. Não iremos tocá-la ao vivo novamente. Não tão cedo. O público curtiu, apesar de que estávamos um pouco nervosos com a coisa toda, todos curtiram e elogiaram a apresentação.

Caterine 10: Resenhas e recomendações feitas por sites, zines e vlogs grandes como Metal Media, Whiplash, Roadie Crew e Dewwytto (Planno D, no YT) tem composto o rol de reviews da Espera XIII. Como este feedback é encarado?

Ereon: Positivamente. Tenho consciência de que são pessoas lutando pela cena nacional, dando apoio moral e incentivando os músicos a continuarem em suas missões. Todo feedback que temos sobre nosso trabalho é valorizado quando há respeito.

Caterine 11: Quais são os planos e como está a agenda para a reta final de 2015?

Ereon: Sei que ainda há muito para se trabalhar na promoção de nosso álbum. Ainda estamos devendo um clip e uma Austral Lights Tour. Temos datas que ainda não foram fechadas, em breve anunciaremos em nossa página!

Caterine 12: Uma frase definindo o que almejam do futuro da Espera XIII?

Ereon: Compor músicas cada vez melhores e espalhar o interesse nos assuntos ocultos e esotéricos da humanidade.

Caterine 13: Para fecharmos a entrevista, gostaria novamente de agradecê-los pelo tempo e consideração de vocês em falarem conosco do G.Grind. Desejo-lhes sucesso infinito para os próximos milhares de léguas marítimas que a ESPXIII tem pela frente e deixo este espaço final livre com vocês.

Ereon: Obrigado pela atenção e mais uma vez ao blog G.Grind. Desejamos sucesso infinito para vocês igualmente. Sejam bem vindos à nossa Aliança os que se interessarem em conhecer mais nosso trabalho! É só acessar um dos links a seguir. E para adquirir nosso merch é só entrar em contato em nossa página:


 facebook.com/ESPERAXIII
esperaxiii.bandcamp.com
youtube.com/user/esperaxiii




Entrevista feita por: Caterine Souza


Postado por: Renan Martins

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Grethor: Cloaked in Decay


Blackned Death Metal


Grethor, a voz de uma criatura que paira no inferno.

Cloaked in Decay é o nome do álbum da banda Grethor que conta com o vocalista Marcus Lawrence, um vocalista que consegue fazer uma sonoridade perturbadora com seu gutural que em alguns momentos fica agudo e em outros fica mais grave.

O trabalho da banda é um EP e ele saiu via Independente em 2015 e conta com uma arte de capa magnífica.

Um bom trabalho sempre apresenta uma arte de capa impecável, uma arte que consegue sempre apresentar aquilo que o álbum quer dizer, quer gritar, o espelho da alma dos músicos, e nesse momento a arte mostra a obscuridade de cada um.

A primeira faixa do EP é intitulada “Wraith” e a sua introdução já deixa o clima um tanto diferente, mas logo depois a banda mostra que seu Blackned Death Metal está vivo e a bateria aparece trabalhando de forma rápida e trabalhando muito bem com os pratos, trabalhando em uma destruição sem fim.

Colocando ainda mais fúria em seu trabalho aparece a música “Misery of Ignorance” que tem um vocal logo de cara mais pesado e consegue deixar tudo mais interessante, a bateria continua trabalhando de forma muito rápida, mas dessa vez quem ganha ainda mais espaço é o pedal duplo que consegue ser destruidor.

Um ponto muito importante da banda é que ela consegue mostrar todos os lados do seu som, consegue colocar tanto o lado do Black Metal quanto o do Death Metal, e quando ambos estão juntos tudo fica ainda mais interessante, a música fica mais brutal, ganha mais poder e você consegue entrar na atmosfera destruidora que a banda está criando, Misery of Ignorance é um exemplo ótimo de como juntar o gutural fechado com um vocal mais aberto que consegue trazer a dor para a vida.

Com o título de “Somnia Malum Infinitum” a música não poderia deixar de ser carregada e ela consegue apresentar um lado mais cadenciado do som da banda, um lado que consegue mesmo sendo mais cadenciado, consegue te deixar dentro da obscuridade do Black Metal que a banda tanto cria e com isso você nota que o álbum vai ficando cada vez melhor e cada vez mais interessante.

Sempre é bom escutar uma banda que consegue deixar todos os instrumentos vivos, o baixo conseguimos escutar perfeitamente, sempre aparece deixando tudo muito denso e com muito poder. A guitarra consegue criar uma atmosfera carregada para a música que faz você entrar mais ainda na atmosfera que a banda cria, e o vocal junto da bateria que é extremamente rápida consegue fazer o lado do caos e do inferno, os berros são realmente muito bem colocados nas músicas.

Para encerrar o EP aparece a música “Monody for Artemis 2015” que tem um vocal que lembra muito o Depressive Black Metal, mas que conseguiu combinar perfeitamente, encerrando da melhor forma possível o EP por ser uma música com uma melodia mais grudenta, um trabalho bom da banda Grethor.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Hybrid Nightmares: The Third Age


Progressive Black Metal


Austrália, sempre tão incrível e provando sua qualidade musical aparece a banda Hybrid Nightmares.

Black Metal sempre será um gênero impecável que sabendo explorar você vai conseguir tirar um som muito potente, mas quando você junta o Black Metal com o Progressive Metal, você consegue fazer a alma de quem escuta seu trabalho ir para o inferno e para o céu na mesma faixa.

Ainda não existe uma quantidade absurda de bandas de Progressive Black Metal, mas o pouco que tem, sabe trabalhar muito bem.

Hybrid aposta em seu ultimo trabalho, um EP intitulado “The Third Age” que tem uma potente forma de abraçar todos que estão escutando as musicas muito bem pensadas e muito bem criadas, e logo de cara a banda mostra que seu trabalho vai ser ótimo logo pela arte de capa. Uma arte de capa que consegue fazer você entrar no clima das músicas e de fato, esse EP é ótimo.

A primeira faixa é intitulada “Ash and Bone” e ela já começa com 10/10 de nota, porque a música é uma perfeita junção entre o Progressive e o Black Metal, o poder que essa banda consegue mostrar é muito interessante, infelizmente essa banda ainda não dominou o mundo, mas ela tem uma qualidade muito incrível e vai conseguir crescer cada vez mais com suas músicas e a Ash and Bone é uma prova de que qualidade a banda tem de sobra.

The Purge tem uma introdução que consegue lembrar bastante o Black Metal mais antigo trazendo uma obscuridade muito grande para o som, o vocal da banda apresenta um Harsh Vocal, nada extremamente rasgado, que é um ponto muito válido para muitos. A bateria da banda consegue ser destruidora e o pedal duplo apresenta a violência linda que consegue deixar a música ainda mais completa, ainda mais marcante.

Hybrid consegue com esse trabalho mostrar que a sua qualidade é muito grande, uma banda que consegue trabalhar com 5 membros e fazer um som destruidor e muito inteligente, sem falar que a banda tem um baterista que tem como nome “Batman” então é claro que a banda vai conseguir ser uma das melhores no que faz.

Juntar o Progressive com o Black Metal te deixa muito confortável para conseguir explorar músicas de 9 minutos iguais a “Our Star May Fade” que consegue trazer um som que faz a junção incrível de ambos os gêneros, e se você está pensando que a música vai ficar cansativa, que vai ser chato ou algo desse tipo, você está totalmente enganado porque essa música é incrível, talvez uma das melhores que tem no EP e esse EP apresenta de fato uma qualidade incrível e ele sendo o segundo trabalho da banda em 2015.

Hybrid Nightmares provou com seu ultimo trabalho, que qualidade não falta e que seus músicos são ótimos, a banda que vai conseguir crescer mais ainda seu nome e o Progressive Black Metal.



Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Morthur: Demo



Death Metal


Morthur, nascendo com músicas destruidoras com muito peso.

Essa semana nós do G.Grind recebemos o contato da Sangue Frio Produções dispostos a divulgar
um material que, ainda não está pronto, mas já está um tanto concluído. Por isso temos a honra de dizer que recebemos com exclusividade esse trabalho e devido à qualidade decidimos falar sobre
o que temos aqui.

O Death Metal finalmente apareceu por aqui e dessa vez ele é representado pela banda Morthur que consegue com seu trabalho mostrar uma qualidade muito boa e bem rústica, clássica do Death Metal antigo, mas com uma atmosfera mais puxada para o momento de hoje em dia do caos.

Apresentando sempre uma bateria muito rápida à banda consegue começar já metendo o pé na porta com a música “Demonized” que conta com a clássica forma de riff’s do Death Metal e também com uma bateria muito rápido que não deixa em momento algum faltar o ódio, o vocal apresenta seu gutural e logo a banda deixa claro que não vai faltar fúria e peso em seu som.

Essa Demo tem uma qualidade excelente, ela carrega o ódio de cada músico e isso falta muitas vezes em outros trabalhos de outras bandas, o som consegue ser destruidor do começo ao fim, mas sempre apresentando uma qualidade muito interessante.

Extremely Against The World aparece trazendo um som mais rápido que a música anterior, mas consegue ainda mostrar uma melodia muito interessante que fica na sua cabeça por tempos, uma música que consegue dar uma qualidade para a Demo ainda maior, o vocal apresenta uma forma de fazer o gutural que mesmo saindo um som um tanto baixo, ele consegue ser extremamente compatível com a forma que o baixo está trabalhando.

Um dos pontos mais positivos dessa banda é que ela consegue trabalhar sempre explorando bastante do Death Metal que esta criando e nunca deixa nenhum instrumento sumir dentro da música, é muito fácil notar todos os instrumentos, bateria, baixo, guitarra, tudo trabalhando da melhor forma possível, o baixo aparece trazendo uma atmosfera muito destruidora que consegue deixar tudo ainda mais pesado, a bateria é uma violência pura que consegue fazer da música ainda mais completa e apostar em um pedal duplo que consegue ir em uma velocidade incrível é uma forma ótima de conseguir deixar sua música ainda melhor.

Immortals, essa é uma das melhores, ou a melhor faixa dessa Demo, uma música incrivelmente bem feita, uma musica que logo de cara já mostra uma fúria absurda, uma forma de mostrar a bateria em sua velocidade extrema, porém, ela fica ainda mais interessante quando o vocalista deixa o gutural para o mundo e ele junto fica junto da bateria e consegue destruir tudo, uma música muito boa, de instrumental impecável, falando de Death Metal, realmente essa banda tem tudo para crescer cada dia mais.

O trabalho da banda é de fato algo ótimo, uma dica excelente para quem quer conhecer bandas novas de Death Metal, principalmente do cenário nacional, ou então para você que fica sempre falando que não existe mais bandas boas de Death Metal no Brasil, Morthur aparece trazendo em sua Demo um trabalho pensado, um trabalho que consegue trazer sua fúria e peso que todo Death Metal precisa ter para ser muito bom.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Diabolical Funeral: Queime a Igreja



Black Metal


A forma clássica de fazer um Black Metal ainda está viva, e a banda Diabolical Funeral mostra isso da melhor forma possível.

Criada em 2009 a banda apresenta uma sonoridade totalmente rústica do clássico Black Metal, e direto de Joinville, Santa Catarina a banda formada por Mantus Razuno, Lord Abadoon, Lord Satã mostra sua força e fúria em seus lançamentos.

A banda conta com apenas dois lançamentos, um EP intitulado “A Morte dos Santos” que saiu em 2015 via independente e lançou também um álbum do qual é intitulado “Queime a Igreja”, álbum que também saiu em 2015 e também saiu via independente.

Queime a Igreja é um álbum forte, letras fortes e com uma curiosidade no vocal, ele não apresenta o Harsh Vocal rasgado, a voz é um tanto rasgada sim, mas não ao extremo igual o Black Metal de outras bandas, e também é cantado em português que deixa a dificuldade ainda maior do seu som, mas a banda consegue criar de forma ótima seu som.

A primeira música é intitulada “Tiros na Face de Cristo” que é (só pra começar leve) uma música que em seu instrumental consegue mostrar bastante do Black Metal com uma guitarra totalmente rápida em seus riff’s, a bateria apresenta também uma característica ótima em um pedal duplo muito bem trabalhado que consegue dar um som ainda mais completo para o som, um som que começa o álbum da melhor forma possível.

Continuando o som da banda sem perder tempo, Diabolical Funeral coloca a faixa “Sangue Anal” sendo a segunda música do álbum e ela apresenta uma introdução muito característica do Black Metal e a velocidade da música consegue criar a atmosfera de caos que principalmente pelo fato da bateria estar violenta e tudo trabalhando da melhor forma possível.

Massacre Infernal é uma faixa de melodia interessante, conseguimos notar os pratos da bateria trabalhados da melhor forma possível e a bateria também apresenta um pedal duplo de velocidade incrível, algo que ao vivo deve ser destruidor, a atmosfera que a banda consegue criar com letras tão vivas da morte de Cristo e isso consegue fazer você entrar no cenário que a banda cria, um cenário de fogo e dor, em que Cristo está sofrendo em um fogo sem fim que faz sua pele virar pó.

Música de número 4 no álbum, música intitulada “A Honra da Batalha” é uma música que pode ser chamada de “balada” do álbum, mas você sabe que Black Metal até em suas baladas a obscuridade vai reinar, e com a D.F não é diferente.

A Honra da Batalha consegue trazer um pedal duplo que não para em nenhum momento, e ele consegue deixar a música com uma qualidade ainda maior, as guitarras são trabalhadas de forma melódica e um tanto dramática que consegue acompanhar o vocal e criar uma estrutura que consegue ser diferencial no álbum, uma música realmente que consegue ficar na sua cabeça por ser bem diferente das anteriores, uma música bem diferente dentro de um álbum de morte.

Mostrando uma mudança na linha das músicas, aparece também uma música um tanto diferente, não extremamente diferente, mas o que muda e isso fica muito bom, porque da uma atmosfera diferente, é o vocal, que na música “A Morte dos Santos” aparece trazendo um vocal bem mais grave que nas anteriores.

A Morte dos Santos é uma música que consegue deixar o álbum ainda mais obscuro, com uma sonoridade mais carregada e combinando perfeitamente com o som da bateria que sempre tem seu ritmo muito rápido.



Postado por: Renan Martins

domingo, 30 de agosto de 2015

D.A.M: Relação com o ocultismo e a música clássica.



A banda D.A.M mais uma vez conseguiu arrumar um espaço em sua agitada carreira para fazer uma entrevista com o G.Grind e aqui está essa ótima entrevista.


Caterine 1: Olá, galera. Primeiramente, muito obrigada por cederem um pouquinho do tempo de vocês para esta entrevista. Ao procurar informações sobre a banda nos deparamos com o fato de que a banda era um projeto solo do Guilherme Alvarenga, certo? Como que foram então os processos de escolha dos demais membros?


Alvarenga: Foi um equilíbrio entre afinidade e capacidade técnica, as músicas do D.A.M são bem difíceis então o nível precisa ser alto para entrar na banda. Entretanto apenas isso não basta, ter vínculos de amizade e pensar de uma maneira parecida rumo a um objetivo em comum são cruciais para uma banda, sem isso a banda fica estagnada!


Caterine 2: Todos nós carregamos como exemplo aquelas bandas que nos afetam desde sempre. Quais são as influências musicais de cada um de vocês e como isso influenciou as composições para o D.A.M?


Alvarenga: As composições do D.A.M tem como diferencial em relação Às outras bandas o fato de tudo ser escrito por uma única pessoa, isso afeta a sonoridade pois traz um controle e unidades gigantescos, é uma simetria muito forte! Tive como principais influências meus estudos na faculdade de música e muitas bandas como Nightwish, Wintersun, Children of Bodom e mais uma lista gigante haha.


Caterine 3: A mistura entre a agressividade do death metal com técnicas de música erudita se fez, sem dúvidas, uma boa ideia. Isto ocorre naturalmente nos processos de composição?

Alvarenga: Sim e não! Sim porque é muito espontâneo em aplicar determinados tipos de técnicas para mim e não porque algumas dessas técnicas exigem um certo planejamento para que soe equilibrado então não é “natural”.


Caterine 4: Cada álbum se apresenta diferente dos anteriores seja na mistura de vocais limpos com guturais e harsh ou mesmo na velocidade e cadência das faixas. Entretanto, no caso do D.A.M o teclado bem destacado é como uma marca da banda em qualquer de suas músicas. Como é encaixar perfeitamente todos os demais instrumentos a ele?


Alvarenga: Fico surpreso com sua pergunta pois para mim as estrelas do D.A.M são as guitarras haha, sempre que componho penso muito nelas gosto muito da sonoridade! Quando apenas uma pessoa pensa e compõe é mais fácil pois você vai pensar em cada instrumento como uma parte de um todo sem necessidade de “adaptar” os instrumentos para que soem equilibrados pois isso é planejado do começo!


Caterine 5: Ainda sobre detalhes, observando as artes de cada uma das capas dos álbuns do D.A.M percebo um padrão peculiar: o piso quadriculado em todas elas. O que isso significa?


Alvarenga: Gosto muito de xadrez! Hahaha! Bom, faz parte dos mistérios do D.A.M essa resposta, tem haver com equilíbrio!


Caterine 6: Uma particularidade minha é ser aficionada por logos de banda e pelo modo como são elaborados. Podem nos contar como foi criar o logo de vocês?


Alvarenga:
Dei aula de composição para um grande amigo meu Rafael Torres. Ofereci dar um ano de aula para ele em troca da primeira capa o EP Possessed. Achei que o logo estava incluído mas não estava haha daí ofereci um intensivo de contraponto para ele em troca do logo. O logo reflete as características do D.A.M, desde o significado do nome até a relação com o ocultismo e a música clássica!


Caterine 7: Com relação à aceitação, como o público da região encara o som que vocês fazem?


Alvarenga: É uma novidade muito grande para eles ainda, mas em geral o povo curte e fica muito impressionado, em geral acham que somos de outro país!


Caterine 8: E internacionalmente?


Alvarenga: Muito boa, recebemos muitos e-mails, fotos e mensagens do pessoal elogiando e pedindo shows na terra deles! São bastante atenciosos!


Caterine 9: Quais são os planos para esse segundo semestre de 2015?


Alvarenga: Lançar o Novo EP Premonitions..., e fazer a turnê na América do Sul começando na Argentina dia 14 de Novembro!


Caterine 10: E para fechar, agradecemos mais uma vez a oportunidade de conversar com o D.A.M e deixamos este espaço livre com vocês.


Alvarenga: Gostaria de agradecer o espaço e o apoio de sempre dado a nós pelo G.Grind e convidar os leitores do blog a conhecer nossa página no facebook e nosso videoclipe “Reborn from the Shadows”. Obrigado pelo apoio de todos!




www.facebook.com/dametalband

Entrevista feita por: Caterine Souza

Postado por: Renan Martins

terça-feira, 21 de julho de 2015

Siren Scream: Empire of Lost Souls



Deathcore


O nível de One Man Band é realmente incrível, esse mercado tem crescido de forma impactante e defendo e a qualidade dos trabalhos são realmente excelentes.

Uma One Man Band que aparece trazendo um trabalho que deveria ser exemplo para todos é a Siren Scream, um projeto que mostra que a realidade de chegar a realizar um sonho pode ser real, mas para isso você vai chorar sangue, e do sangue nasce a mais gratificante das sementes.

Em seu pouco conhecido trabalho, o músico Eugene Belov, um homem de criatividade muito boa, consegue colocar em pratica toda a sua capacidade musical, criando uma sonoridade impecável e destruidora.

A primeira faixa do seu trabalho de apenas 4 musicas é intitulada “The Day the Earth Stood Still” e ela tem uma linha um tanto mais eletrônica, mas consegue ainda ficar dentro do mundo do Deathcore, a introdução é surpreende porque se você acha que vai ser totalmente instrumental você está enganado, ela conta com vocal e um vocal da melhor qualidade.

Um dos grandes problemas é que eu nunca vou ver essa banda ao vivo, primeiro porque não é tão conhecida, segundo porque é uma One Man Band, mas creio que só esse álbum já vale a pena por completo, porque realmente apresenta um trabalho da melhor qualidade.

Project [Kleopatra], um nome magnífico para uma música, um nome que consegue combinar com a sonoridade da música, a linha de Deathcore do projeto é muito bem pensada, muito bem montada, uma guitarra que consegue fazer peso e melodia rapidamente, uma bateria que consegue ir de algo mais marcado como um simples momento de pedal duplo, que consegue é claro, combinar perfeitamente com a música, ou então, uma velocidade muito intensa conseguindo trabalhar e explorar tudo que tem de melhor na bateria.

Esse projeto nasceu na Rússia, e a Rússia tem sempre apresentado excelentes nomes do Metal, ganhando um espaço, pelo menos para mim, em no Melodic Death Metal com excelente linha de guitarras e vocal e uma bateria sempre muito bem trabalhada, e a criatividade do projeto Siren é realmente muito compatível com o cenário da Rússia de Melodic Death Metal que é sempre explorando o máximo possível dos instrumentos para criar uma sonoridade sempre muito boa.

É realmente impressionante a capacidade de um único músico construir um álbum tão bem feito, tanto é verdade que se escutar a música “Empire of Lost Souls” você consegue imaginar que ela foi tocada por uma banda de 5 pessoas ou mais, pela capacidade instrumental de todos os instrumentos e do vocal também, uma música impecável, uma qualidade excelente.

Empire of Lost Souls apresenta uma bateria com um pedal duplo extremamente rápido, um pedal que consegue ser destruidor e que consegue esmagar tudo pelo seu caminho, uma guitarra que consegue trazer um pouco do Technical Death Metal em alguns momentos e isso é genial, poucas bandas conseguem fazer isso, um Deathcore tão bem feito, ainda mais se tratando de apenas um membro.
O gutural consegue mesclar perfeitamente com um timbre mais rasgado, uma forma mais podre do som, mas isso não deixa a música ruim em momento algum, ela se torna ainda mais completa.

Para fechar o álbum aparece a música “We Are Creating Way” que para ser bem sincero, tem tudo para ser a melhor do álbum, a melhor pela qualidade que apresenta no vocal que consegue explorar muito bem o peso do gutural e do restante dos instrumentos que tem uma energia incrível e peso para construir a fúria dentro da mente de todos.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Kill Robot Kill: Aeon of Damnation



Deathcore


Criar uma arte de capa é sempre a melhor forma de começar um álbum, e a banda Kill Robot Kill aprendeu isso logo de cara.

Essa banda apresenta para o mundo uma forma de Deathcore com o peso do Death Metal em alguns momentos, criando uma sonoridade extremamente agradável dentro da destruição do Death Metal que é sempre uma coisa magnífica e com o Deathcore que traz a energia da alma nova.

A primeira música é logo de cara uma forma de criar a atmosfera mais obscura possível para o álbum, o teclado sendo colocado em prática da melhor forma possível, um cenário totalmente tenebroso em que sua alma está caminhando por um labirinto e encontra seus piores pesadelos, mas o pior de todos é conseguir olhar para seu reflexo e no espelho e notar que você está morto.

Still the Ashes Reveal é a música que começa com a pedrada sem piedade, o vocal dessa banda prova que a mescla entre o Death Metal e Deathcore é real, o vocal rasgado consegue dar uma podridão para a música que é totalmente necessária, a bateria rápida consegue criar uma energia muito impactante na música e consegue fazer todos tirarem o chapéu para essa magnífica arte criada por essa banda.

Com uma introdução tão bem feita, tão bem pensada para criar o medo em quem escuta, a banda consegue logo em seguida puxar a total adrenalina dentro da alma de cada um, uma que consegue logo de cara ganhar todos os que escutam esse trabalho excelente criado pela K.R.K

Se a faixa Still the Ashes Reveal  já começa no grito, começa puxando mais o Deathcore, então a faixa seguinte intitulada “Eclipse” começa puxando o Death Metal, com um gutural muito profundo que consegue calar a boca de todos que um dia duvidaram da capacidade dessa banda incrível que consegue usar de forma extremamente inteligente a sonoridade do teclado.

Eclipse é a faixa que deixa claro para todos que a banda sabe apostar em coisas novas, sabe utilizar novos instrumentos e sair do mesmo, sabe criar uma base diferente, sabe também destruir tudo, uma música que consegue ganhar o respeito de qualquer pessoa.

Um ponto muito importante e interessante é que essa banda pode muito bem agradar a todos que escutam um bom e bem feito Symphonic Black Metal, uma vez que a banda tem um lado meio puxado para a melodia obscura do Symphonic Black Metal, conseguindo com isso puxar a alma de todos para as musicas da Kill Robot Kill.

Fear Makes the Wolf Look Bigger é um excelente exemplo de atmosfera Symphonic Black Metal, ela tem uma capacidade de colocar as sombras em sua mente e tem uma impactante bateria que consegue puxar um prato da melhor maneira possível, trabalhando todos os instrumentos da forma mais criativa possível, uma qualidade impecável dessa banda é que o baixo consegue aparecer da forma mais excelente possível, ele não fica escondido, uma guitarra que consegue puxar um peso excelente e melodia excelente também, criatividade não falta para essa banda.

Já que é para criar medo então esta no momento de nascer a música “Enter: The Devil” uma música de outro planeta, realmente a melhor música do álbum, pela capacidade, pela agressividade e pela magnífica forma de ser cantada e com a alma que ela chega para todos, uma música que não deixa faltar nada.

Enter: The Devil é o exemplo de como fazer uma música de outro nível, uma forma me mostrar para todos que o peso não precisa ser repetitivo e que a junção do Deathcore com o Death Metal é genial se conseguir trabalhar com ambos e essa banda não só consegue, ela faz tudo isso de forma extremamente divina.

Kill Robot Kill, uma banda que consegue fazer a destruição ser ainda maior com o Deathcore.



Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Despot: Pictures of the Void



Black Metal


Despot, o rústico Black Metal está vivo.

Finalmente a banda conseguiu lançar seu novo trabalho, e dessa vez ele traz uma qualidade ainda melhor e com a alma do Despot que sempre é magnífica.

A forma que a musica é feita sempre será interessante, guitarras trazendo os riff’s rápidos do Black Metal, sempre gritante, sempre bem pensando e bem rústico, mas sem deixara criatividade de lado, uma bateria trabalhando sempre muito rápido e conseguindo apresentar tanto um lado mais denso, quanto um lado mais aberto dos pratos lembrando as obras magníficas da Noruega e um vocal que consegue criar uma atmosfera excelente.

De forma surpreendente,  o EP intitulado “Pictures of the Void” saiu via independente e conta com 4 faixas, todas elas excelentes e mostrando da forma mais digna o Black Metal nacional.

Começando com a música “Bound Forever” a atmosfera é gritante, o vocal mais fechado deixa um clima mais pesado e mais suspeito, mas a qualidade é totalmente BM e não falta nada, a guitarra deixa viva o ar antigo do som desse gênero de pura intensidade, você consegue entrar em um mundo de literatura destruidora de florestas e torres, algo bem pensando por um artista que consegue fazer um EP melhor que uma banda de 7 membros.

Bound Forever tem um impacto muito grande, logo a primeira faixa já aparece trazendo uma musica tão bem pensada, tão Black Metal, e ainda para deixar tudo melhor, a bateria conta com um pedal muito bem trabalhado, o vocal não abre tanto para ser cansativo, um EP que começa da melhor forma possível.

Continuando sem piedade, Pictures of the Void traz uma excelente musica intitulada “Artifact” que tem uma introdução bem melancólica, mas que era necessário ter, uma introdução clássica do Black Metal mais clássico possível, uma musica que limpa a alma e deixo claro que essa musica não é instrumental, então ela consegue ser ainda mais interessante.

Artifact conta com uma bateria tão bem pensada quanto a musica anterior e todos os outros trabalhos do Despot, uma bateria que sabe respeitar o clima das músicas, uma música realmente sensacional, provavelmente a melhor faixa do EP e da banda, ela é muito bem trabalhada, os pratos trabalhados da melhor forma possível, a guitarra aparece ao fundo criando uma linha gritante que consegue dar uma atmosfera perfeita, uma atmosfera de caos e de poesia ao mesmo tempo, a musica conta com um vocal também um tanto mais fechado em alguns momentos, dando um clima mais tenebroso.

Despot nasceu e vive em Minas Gerais, e esse lugar do Brasil tem que ser estudado, porque tem muitas bandas de Metal nascendo e sempre todas de qualidade excelente, e a prova disso é essa que faz uma musica melhor que a outra Despot, não se pode deixar de olhar para MG, sempre aparecendo ótimos nomes na musica, principalmente Metal.

Provavelmente a música que consegue trazer um lado mais Black Metal que todas as anteriores é a “Bastard Hive” que tem uma energia muito rústica que consegue lembrar a época das poucas notas e corpse paint na floresta da Noruega, essa música apresenta um ar mais ácido no vocal, um Harsh Vocal mais aberto um pouco que consegue combinar perfeitamente com a música.

Para encerrar aparece a “A Sick Man's Dream” que brevemente digo que é excelente e tem uma atmosfera excelente, da melhor forma que poderia ser e a banda conseguiu crescer muito com esse EP que contem apenas 4 músicas, mas a qualidade das 4 estão muito bem trabalhadas, tudo muito bem pensado.

A arte de capa desse EP é muito bem feita, uma cor que lembra muito o Despot, uma cabra deformada, dando origem para outra cabra saindo de seu rosto, uma arte impactante que consegue ser tão boa quanto o som, realmente um trabalho completo e que faz do underground nacional ainda melhor.



Postador por: Renan Martins

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Lelahell: Al Insane... The (Re)Birth of Abderrahmane


Death Metal


Argélia, um país que você pode pouco comentar, mas existe uma força muito grande que está vivendo nesse país.

Lelahell, a banda que consegue mostrar que seu impacto é bem maior do que você pode imaginar, uma banda que consegue fazer um Death Metal de uma qualidade excelente e que não deixa faltar nada.

Al Insane... The (Re)Birth of Abderrahmane é o título desse álbum magnífico da banda, esse é o segundo trabalho da banda, o primeiro trabalho é intitulado “Al Intihar” um EP de ótima qualidade que saiu em 2012.

Não existe uma forma certa de fazer a música para ela sempre ser magnífica, mas essa banda sabe criar uma linha brutal de suas músicas, exemplo disso é a segunda faixa intitulada Al Intissar.

Al Intissar tem um poder impressionante, uma música que consegue mostrar um lado muito bem trabalhado da bateria, e antes de qualquer coisa é sempre bom dizer que a banda são apenas três membros e o baterista SlaveBlaster é um Satã tocando a batera, uma velocidade impressionante em seu pedal, uma música que consegue fazer seu peito explodir de tanto ódio que ela consegue transmitir.

Brutalidade nunca tem fim com essa banda, mas uma brutalidade muito igual acaba fazendo o som ser cansativo, felizmente a banda não é assim, e ela consegue trabalhar bem com o que tem em mãos.

Voices Revealed é uma música que consegue mostrar um lado mais seco da banda, um blast beat trabalhando com o vocal gutural criando uma atmosfera de puro caos, uma coisa muito importante nessa banda é que o baixo é um instrumento que consegue aparecer, ele não fica escondido, você consegue sentir o peso dele na música por completo, e essa faixa ainda conta com um momento de melodia com uma guitarra que consegue criar um momento de brilho dentro da escuridão.

Seguindo ainda na ordem do álbum, a faixa “Kalimet Essir” que é a verdadeira alma diabólica da banda, uma música que consegue trazer para o planeta uma atmosfera dos ventos da profunda e esquecida terra dos condenados.

Kalimet Essir tem uma bateria que consegue ser muito rápida com o pedal, sempre você vai notar um pedal duplo de extrema velocidade, mas o SlaveBlaster sabe trabalhar muito bem com o restante da bateria, os pratos são sempre bem explorados, sempre da melhor qualidade e conseguindo dar um ar bem mais impactante para a música, e a guitarra que consegue fazer um peso absurdo em determinados momentos aparece trazendo um solo de ótimo bom gosto e que consegue fazer a música ser ainda mais completa, uma música nota 10 de uma banda que consegue seguir a nota da faixa.

Chega em um momento da vida em que você conhece muitas bandas, muitas músicas, tudo fica um tanto igual ainda mais no Metal que consegue sempre fazer uma música parecida uma com a outra muito por causa dos subgêneros, mas isso não acontece com essa banda, Lelahell consegue mostrar que da brutalidade pode existir a criatividade, um impacto no mundo que consegue mostrar para a sociedade que se você quer algo, não espere por Deus, crie seu caminho e construa seu império.

Am I in Hell? É uma faixa que tem um cenário totalmente “do inferno” a bateria totalmente rápida e castigando os pratos com a fúria, uma música melhor que a outra e essa consegue puxar um lado totalmente obscuro da banda, uma faixa que consegue criar um lado de atmosfera totalmente destruidora da banda.

Para encerrar o álbum aparece a música “Mizmar” que começa deixando a guitarra brilhar, e depois aparece a bateria quebrando tudo e arrastando sua alma para o mundo de Lelahell, uma música perfeita para encerrar o álbum, uma música digna de uma banda digna.



Postado por: Renan Martins

domingo, 29 de março de 2015

True: O Caos do Metal Nacional


O Brasil esta vivo no mundo do metal, e ele aparece com a band True, uma das forças obscuras que consegue mostrar toda a alma de um bom Death Metal com uma pegada também no mundo do Thrash Metal.

Death Thrash Metal



Caterine 1. True é uma banda curitibana que desde 2006 vem acrescentando ao metal brasileiro seu thrash/ death metal de qualidade. Que tal começarmos contando um pouco da trajetória de vocês no True até hoje?

Marcelo(True): A banda começou em 2006 e buscávamos dar continuidade ao que já fazíamos em outras bandas, mas de forma mais profissional e correta, com isso fomos recebendo o espeço que queríamos. Desde o inicio nunca focamos em tocar apenas na nossa cidade, sempre buscamos outros publicos e isso a gente mantém até hoje. 
Nesse trajeto tivemos a oportunidade de participar de grandes eventos, tocar com ícones do metal nacional e mundial, conseguimos um contrato com a gravadora Oversonic Music, para lança nosso primeiro CD aqui no Brasil, também lançamos material na Nova Zelândia pelo selo Satanica Prods e no Egito pelo selo Seth Productions.
Hoje estamos em processo de produção do nosso segundo CD e breve soltaremos um single desse material.

Caterine 2. Cada músico individualmente tem suas bandas e álbuns preferidos durante a vida. Como foi encaixar numa banda só as influências musicais de todos vocês? 

Marcelo (True): Acreditamos que toda experiência e influências, dentro do contexto, que adquirimos durante nossa vida é o que torna o processo de composição criativo e democrático. Toda nova proposta e analisada e discutida para agregar novos valores, respeitando a identidade musical já criada, mas buscando sempre um diferencial. Nossa meta é sempre um som inovador e com qualidade, não apenas o mesmo do mesmo.

Caterine 3. O thrash e death metal, como subgêneros distintos do metal, formam uma dupla interessante. Essas vertentes requisitam maestria para mesclá-las, algo que ocorre perfeitamente no trabalho de vocês. Como essa mistura se manifesta enquanto identidade da banda?

Marcelo (True): Isso é um fruto das nossas próprias necessidades e anseios, como ouvintes de Metal. Alguns integrantes curtem mais Thrash, outros mais Death ou Black, sendo assim, como a proposta é agregar todos esses valores para a criação de algo relativamente novo (relativamente no sentido que ninguém vai reinventar a roda, mas o Metal é um gênero que comporta bem influências de vários outros gêneros criando um universo de possibilidades), naturalmente nossa identidade surge nos processos de pré-produção.

Caterine 4. Quanto à construção da temática do True, a aura de caos que nos passam com o instrumental também ocorre nas letras?

Marcelo (True): Sim, principalmente no Riders of Doom. Escrevemos todas as letras mesmo sem um título definido, quando fomos juntando tudo e vimos o que tínhamos, não tinha como ser diferente, aquele material precisava dessa cadência e peso.

Caterine 5. Contem-nos um pouco sobre o processo de criação do full-length, ‘Riders Of Doom’, lançado em 2012.

Marcelo (True): Quando falamos disso poucas pessoas acreditam, mas as únicas coisas que tinhamos em mão no momento da assinatura do contrato era 1 música e algumas letras. Uma semana antes de gravar, nos reunimos no estúdio por 9 horas e criamos as bases das músicas, as letras a gente só escolheu no estúdio durante as gravações. Pode parecer estranhos, mas naquela época o nosso processo de criação era esse e sempre funcionou.
O disco foi gravado em São José dos Campos/SP, em Janeiro de 2012. Fizemos, eu e o Anderson, todas as captações em 5 dias. Eu (Marcelo) gravei os vocais, as guitarras e os baixos, o Anderson gravou as baterias e os 2 solos de guitarra do CD.

Caterine 6. Os fãs de metal, apesar de inúmeros, pouco confiam e apoiam uma banda em ascensão assim que a conhecem. Vocês tiveram dificuldades para trazer o som do True à cena local de Curitiba e região?

Marcelo (True): Sim, acredito que toda banda tem esse problema, mas desde o inicio nunca nos prendemos a cena local, sempre buscamos outro publico, outras opiniões que nos ajudassem nessa ascenção. É dificil participar de uma cena onde quase todos possuem sua banda e suas panelas.

Caterine 7. Vocês tiveram oportunidades de tocar em fests na região sul, como o Zoombie Ritual em SC e de abrir para bandas como a americana Testament. Como são essas experiências para a banda, essa questão de mostrar o trabalho de vocês ao lado de bandas já aclamadas?

Marcelo (True): Na verdade o show do Testament não rolou, naquele ano teve uma epidemia de H1N1 e os caras cancelaram a tour toda, mas nosso nome tá lá no flyer do evento!rs. Tocamos nos maiores eventos de SC, adoramos tocar lá, a receptividade é muito boa, dedicamos o ano de 2013 só para realizar shows nessa região e já estamos agendando outras datas ainda para esse ano.
Tocar com bandas conhecidas e poder se apresentar em grandes eventos é uma experiência foda, pesa no lado pessoal, onde vc é fã de determinadas bandas, ter acesso as bandas e também pesa no profissional, que é muito gratificante poder falar que tocamos no mesmo evento que eles, saber que nosso trabalho proporcionou isso é muito bom.




Caterine 8. Ainda sobre essa questão de reconhecimento, vocês tiveram o EP ‘Welcome To Chaos’ por selos neozelandês e egípcio, também cederam entrevistas à site britânico e tiveram oportunidade de tocar no gigantesco W:O:A Metal Battle. Poderíamos então dizer que tem um potencial público internacional?

Marcelo (True): No WOA Metal Battle fomos finalistas aqui em Curitiba e por pouco não participamos da final nacional, tivemos uma ótima repercussão, conseguimos vários shows decorrentes dessa exposição. E isso ajudou para conseguir fazer esses lançamentos e entrevistas na gringa. 
A receptividade do nosso som lá fora é muito boa, muita gente curte nosso trabalho, uma pena que ainda não conseguimos concretizar a tão esperada tour gringa, mas uma hora chega!

Caterine 9. O clipe oficial para a faixa ‘Forget In Hatred’, lançado em Junho de 2013, ficou incrível, nos contem um pouco de como foi gravá-lo.

Marcelo (True): O clipe foi planejado por um bom tempo, a produção e tudo que envolve deixamos a cargo do Felipe. A gravação foi de forma independente, como quase tudo na nossa cena, tivemos a ajuda de grandes amigos para conseguir finalizar o processo todo, desde a locação, cenário, equipo, captação.. tudo. 
O resultado final ficou muito bom e esperamos gravar mais de um clipe para o próximo trabalho.

Caterine 10. Procurando informações sobre o True na Internet, encontramos a matéria na revista porto alegrense, ‘Revista da Cerveja’, sobre a cerveja sob o nome da banda que estavam produzindo em meados de 2012. Produzir música sob a identidade forte do True não bastou, uma bebida forte também tinha de ser produzida (risos). Como foi esse projeto inusitado de vocês?

Marcelo (True): A ideia da cerveja meio que explodiu ao mesmo tempo para diversas bandas, a função básica dela é arrecadar fundos para custear a banda, ao menos no nosso caso. Mas não poderíamos lançar qualquer material, prezamos pela qualidade e por isso convidamos nosso amigo de longa data, Rafael David, que é um grande cervejeiro aqui de Curitiba e região para desenvolver a nossa receita. Ele aprovou a ideia e a gente a cerveja. 
A procura pela TRUE Black Ipa é bem grande, mas só comercializamos em nossos shows ou aqui em Curitiba.

Caterine 11. Pelo que se acompanha no canal do True no Youtube, vocês estão em processo de pré-produção. Há expectativas para um novo material da banda já estar disponível para apreciação dos metaleiros em pouco tempo, então?

Marcelo (True): Iniciamos o processo de pré-produção em Janeiro desse ano, após um período de discussões e analise para estabelecermos nossas metas. Com a saída do baterista Anderson Soares, sentimos a necessidade de repensar como soaria nosso novo álbum. Isso devido ao fato dele, junto ao Marcelo Mattos, serem os criadores e do Riders of Doom. Surgiu então a oportunidade de todos atuarem na criação do novo álbum, pois Eu e o Felipe entramos na TRUE após a finalização do Riders e além de instrumentistas todos são compositores também. Esse evento gerou uma avalanche de novas ideias e percebemos que precisávamos registrar e gravar esse trabalho o quanto antes. Estamos trabalhando muito nas novas músicas e pretendemos entrar em estúdio já no inicio do segundo semestre.

Caterine 12. Se o passado da banda está marcado por grandes eventos dos quais fizeram parte, o futuro certamente estará. Como vai a agenda de shows do True para 2015?

Marcelo (True): Bom, 2015 começou com a preparação do nosso 2º álbum, por hora estamos envolvidos com todo esse processo (composição, gravação, arte e distribuição) e vem nos tomando muito tempo. Pretendemos finalizar esse processo ainda no 1º semestre desse ano, em paralelo já venho negociando algumas datas para essa nova turnê, que deve começar por SC no 2º Semestre.

Caterine 13. E para finalizar, gostaríamos de agradecer a disposição de vocês para conversar conosco sobre o trabalho incrível que tem feito como banda e deixar os comentários finais como espaço livre pra vocês, certo?

Marcelo (True): Gostaríamos de agradecer a todos que respeitam a cena! Isso que mantém a parada de pé ainda. A vocês pelo espaço e pela oportunidade de divulgar ainda mais o nosso trabalho e aos nossos amigos e nosso publico!





Entrevista feita por: Caterine Souza
Postado por: Renan Martins

terça-feira, 17 de março de 2015

Oral Fistfuck: Spiritual Sickening



Brutal Death Metal


O Brutal Death Metal aparece trazendo uma lição muito válida para todos.

A lição é simples, nunca pular uma música de menos de 1 minuto. Nunca pular uma música curta porque se for Grindcore provavelmente o álbum todo vai ser com músicas curtas e se for Brutal Death Metal a banda provavelmente fez ou um instrumental extremamente rápido que consegue arrepiar sua alma, ou algo aterrorizante com a atmosfera.

Oral Fistfuck é uma banda que apresenta seu trabalho da melhor forma possível, e mostra que 2015 será o ano da brutalidade.

Spiritual Sickening é o nome do álbum dessa banda que é uma máquina de devorar almas, o álbum saiu via Rising Nemesis Records e consegue mostrar que o ano tem tudo para ser o ano em que o underground do Brutal Death Metal vai crescer e se tornar ainda mais sólido.

Rising Nemesis Records apresenta Spiritual Sickening e Rebirth the Metal Productions apresenta Homicidal Parasites da banda Macabre Demise que é talvez o melhor lançamento até o momento do universo extremo.

Começando o álbum do Fistfuck com a música “Sickening” que é a prova viva da atmosfera fazer a diferença no começo de um álbum, a atmosfera consegue deixar o clima totalmente brutal e fazer com que você consiga criar o cenário em sua mente da forma mais viva possível, quase sentindo o sangue em suas mãos você está quando começa a segunda música.

Nemesis é o nome da segunda música que consegue mostrar uma forma demolidora de criar o som, a banda consegue buscar no inferno a alma mais esquecida e colocar ela na mesa para torturar o máximo possível, a bateria é realmente uma arma muito rápida da banda, um pedal duplo que consegue criar um buraco negro de tão rápido que é o seu som, a guitarra consegue criar uma euforia dentro do caos, uma música extrema do começo ao fim, o vocal é extremamente fechado, em alguns momentos parece ser mentira o que o vocalista consegue fazer com sua voz de tão fechado que se torna o som.

Colocando tanta potência logo de cara no álbum dificilmente não agradaria o fã desse gênero, mas se você esta conhecendo agora o Brutal Death Metal não se assuste, esse gênero é o puro relato de uma carnificina.

 Transcend The River Of Blindness And Feed’em With Your Puking Hate é o pequeno nome da música seguinte e ela consegue ser tão impactante quanto o nome, a banda consegue apresentar uma característica muito interessante, pois mesmo que não saia do Brutal Death Metal, ela ainda pega um pouco, bem pouco, mas que é uma das características principais do outro subgênero, que é o Technical Death Metal, a banda puxa para essa música a guitarra gritante que consegue deixar o som mais ácido ainda, a velocidade da bateria é realmente um crime, essa banda tem músicos excelentes, Tobi é um baterista de tirar o fôlego, realmente sua técnica é impressionante, tão impressionante quanto o vocalista Gabriel que consegue fazer o som mais absurdo do mundo, se existe uma barreira entre o impossível do peso vocal, ele realmente chegou nela ou quebrou a barreira, realmente faz uma técnica de ótima qualidade.

Quando você escuta a música “The Juggernaut” você consegue sentir que você acabou de amarrar alguém em uma mesa e vai arrancar cada pedaço dela da forma que mais dolorosa possível, mas alem da mente que fica viva com esse trabalho, a banda apresenta a sensacional linha do som do baixo que consegue fazer a música ser diferente, mesmo puxando muito do extremo, a música se torna impactante.

Improvise For Imperfection é uma das melhores músicas do álbum com toda certeza e ela mostra isso logo de cara com a técnica do baterista e sua criatividade que consegue puxar tudo que tem em seu instrumento para fazer o melhor possível para o som.

Realmente 2015 vai ficar marcado por esses lançamentos sensacionais de Brutal Death Metal e talvez esse ano se torne o ano da coroa sangrenta.



Postado por: Renan Martins

domingo, 15 de março de 2015

Macabre Demise: Homicidal Parasites



Brutal Death Metal


Macabre Demise uma das melhores bandas de Brutal Death Metal da atualidade.

Toda a brutalidade possível foi colocada nas músicas desse novo álbum da Macabre Demise  que é uma das mais potentes bandas do Brutal Death Metal.

O álbum é tão completo que pouco consigo escrever a respeito, mas começando sem frescuras, o álbum tem uma arte de capa magnífica, uma arte que consegue mostrar logo de cara que vai ser um trabalho da melhor qualidade.

A primeira música do álbum intitulada “Homicidal parasites” começa com um som totalmente pesado, totalmente bruto, uma bateria que é rápida e tem uma qualidade impecável, conseguindo apostar em um pedal duplo da mais pura fúria, uma guitarra que aparece criando um riff muito denso, muito pesado e que consegue em alguns momentos puxar algo mais melódico dando um tom de euforia para a música, uma forma impecável de começar o álbum.

Perverse torture é a segunda música do álbum e ela aparece ainda mais puxada para o lado clássico do Brutal Death, com uma bateria totalmente rápida e forte que em alguns momentos fica seca, o baixo aparece nitidamente na música conseguindo dar uma potência muito impactante no som, uma banda que faz o mundo da tortura se tornar um paraíso ao escutar o álbum “Homicidal Parasites” como trilha.

Essa banda pode ser considerada uma das melhores por vários motivos, primeiro sem deixar dúvidas é pelo fato de que ela não fica apostando em um Brutal Death Metal repetitivo, ela consegue puxar o máximo possível de criatividade para fazer um som que não é apenas pesado, mas também de qualidade, segundo ponto é que ela consegue fazer uma destruição de outro mundo com a bateria que é extremamente rápida e de ótima qualidade, consegue criar a destruição com o baixo que aparece lindamente nas músicas fazendo sua alma tremer e com a guitarra a banda consegue puxar a energia de estar esmagando a cabeça de uma vítima, então é muito difícil essa banda não ser considerada uma das melhores.

Resurrection of the walking dead tem uma velocidade impecável na bateria que consegue trabalhar com os pratos sem deixar faltar nada, a música tem apenas 2 minutos, mas ela tem a capacidade de fazer um furo em sua mente e trazer o seu pesadelo mais antigo para a vida.

Outro fato muito interessante dessa banda é que ela não é feita por 5 pessoas, para falar a verdade ela é feita por apenas uma, exatamente, uma pessoa que consegue criar a destruição em um planeta todo.
Andreas Rieger é o nome desse talento puro que consegue fazer o sangue ser a arte mais viva em todos nós.

Contando como um ponto extremamente positivo para a banda é que ela não tem um som totalmente fechado, ou seja, o vocal da banda consegue fazer um gutural um tanto mais aberto e um tanto mais destruidor, você consegue captar a raiva e a podridão da alma do músico, realmente Andreas Rieger  consegue puxar a linha das one man band da melhor forma, junto com bandas como Viral Load e Putrid Pile, mas claro que a qualidade desse álbum que já faz 2015 começar da melhor forma possível está impecável, uma qualidade de produção de tirar o fôlego e com músicas que conseguem fazer o Diabo tremer.

Back from the dead é uma das faixas que traz o lado cruel de cada pessoa, uma música que consegue ser impecável, e do underground nasce a banda que provavelmente tem o melhor lançamento desse ano até o momento, superando até o gigante Hate da Polônia com seu álbum “Crusade:Zero” que saiu via Napalm Records.

Se existe uma lição que você deve aprender com o Brutal Death Metal é nunca pular, apagar ou não escutar a música que tem menos de 1 minuto, prova disso é o encerramento desse álbum que consegue arrancar sua cabeça do lugar e te jogar no chão.

A música “Bloodbath” tem apenas 59 segundos e são 59 de pura loucura, de muito poder, de muita insanidade e a bateria é totalmente destruidora, o vocal nem preciso comentar, um dos melhores vocais do Brutal Death Metal.




Postado por: Renan Martins