domingo, 21 de dezembro de 2014

H5N1: A Time of No Tomorrows



Death Metal


H5N1, uma nova forma de ver o mundo do Death Metal, uma banda brutal que consegue trazer em seu som uma sonoridade totalmente saturada e com muito poder.

A banda não se preocupa em trazer um som totalmente limpo com guitarras gritantes, mas sim o peso que prevalece, uma forma de fazer você entrar dentro do escuro e sentir sua mente te metralhar com todo o terror do mundo.

Em seu álbum intitulado “A Time of No Tomorrows” que saiu via independente contem uma sonoridade destruidora, um urro diabólico que consegue fazer ter a vontade de entrar no mundo tenebroso criado pela banda.

Começando o álbum já com muito empenho na brutalidade do Death Metal mais puro possível, a banda aposta na faixa “Biochemical Warfare Kvlt” que tem uma introdução de uma conversa e logo após as vozes se tornam um tanto robóticas e a bateria aparece com muita destruição um pedal duplo digno do Death Metal e a guitarra totalmente saturada, uma sonoridade que lembra as Demos do bom e clássico Black Metal, uma sonoridade totalmente rustica, mas que consegue trazer o Death Metal da melhor forma.

Biochemical Warfare Kvlt foi uma excelente aposta para começar o álbum, mas uma boa aposta sempre tem que ter uma continuação tão boa quanto ou até melhor, e a banda não errou nisso, pois escolheu a música “Desanguination” que consegue mostrar muito a sonoridade do baixo, um instrumento que tem total força na banda, ele consegue construir um monstro dentro da sonoridade, uma música muito mais bruta quando ele é explorado da forma correta e isso a banda nunca erra.

Ministry of Supreme Hemorrhagic Revolution começa de uma forma totalmente Death Metal, uma sonoridade totalmente puxada pela guitarra distorcida e com um tom de destruição, a bateria aparece aos poucos e consegue trazer a força, a vida, a juventude e a destruição com o pedal que é sempre muito bem explorado e com os pratos que tem muito para deixar a banda cada vez melhor, isso sempre é bem interessante dessa banda, ela nunca deixa faltar nada do mundo do Death Metal, a música apresenta uma bateria muito mais preocupada em trabalhar com os pratos e isso deixa ela um tanto diferente das outras do álbum.

Embracing the Pandemic Principle a música que faz totalmente a diferença dentro do álbum, o motivo disso é que ela mostra algo diferente de todas as outras, não só na introdução, mas por um completo, a introdução da música tem muito talento, uma sonoridade inexplicável que consegue fazer você olhar para o paraíso e ver ele abrindo as portas, mas quando você menos espera, o oceano começa a se tornar ainda mais pesado e você consegue ver sua alma sendo carregada para o inferno, o fogo se torna cada vez mais ardente, cada vez mais destruidor, o vocal consegue trazer a brutalidade, a obscuridade do Death Metal, um gutural totalmente fechado que consegue ser muito compatível com a sonoridade do baixo que tem um poder absurdo, uma guitarra que consegue mostrar para todos que sua força está viva e que ela faz total diferença e a bateria consegue expandir ainda mais a sonoridade com um pedal sempre bem trabalhado e trabalhando com os pratos da melhor forma possível.

H5N1 consegue entrar no cenário do Death Metal e com ele trazer uma forma diferente de mostrar que a qualidade do álbum não interfere muito quando a banda tem a técnica e tem a brutalidade necessária para mostrar que o sentimento conta bem mais.

Com muito empenho a banda consegue colocar o nome do Canada, um país adorável que consegue se tornar cada vez mais frequente no mundo do Metal, nomes como Cuff, H5N1 devem ser lembrados quando o assunto for Death Metal do Canada.

Para encerrar o álbum a banda escolheu a faixa “A time of no tomorrow” uma música que consegue trazer o Death Metal da melhor forma, um bateria rápida, um pedal bem trabalhado, um vocal que consegue mostrar a brutalidade que existe dentro da alma do vocalista e uma junção entre o baixo e guitarra que faz total diferença para a música ser ainda mais destruidora, encerrando o álbum da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

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