quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Morost: Solace in Solitude


Death Groove Metal


Dentro do mundo do Death Metal alguns subgêneros começaram a ganhar um reconhecimento maior e um deles foi o Progressive Death Metal.

Com esse Progressive Death Metal nascendo cada vez mais forte com bandas da melhor qualidade, o mundo conheceu a banda Morost que carrega a bandeira da Eslovênia, deixando ela muito forte com essa banda magnífica.

A banda é bem recente, por bem recente quero dizer que ela é de 2010 para frente e a banda após 4 anos de muito treino e foco conseguiu lançar o álbum “Solace in Solitude” que é o primeiro álbum da banda e que saiu via independente.

O álbum conta com uma sonoridade muito clássica do Progressive só que de uma forma um pouco mais carregada, uma forma que consegue trazer a alma da banda junto com todas as faixas.

Logo na primeira faixa intitulada “Introversion” a banda começa com um instrumental da melhor forma possível, uma guitarra totalmente perturbadora que te faz entrar em um mundo que resgata todos os seus pensamentos mais esquecidos, mais amedrontadores e isso tudo sem deixar faltar nada, o baixo aparece criando uma atmosfera ao fundo da melhor qualidade possível fazendo sue corpo cair em um oceano de lágrimas.

Human Debris é a segunda música do álbum e é uma música que já começa mostrando mais o lado Death Metal da coisa, a música começa com um gutural potente e que encaixa perfeitamente na sonoridade dessa faixa e no fim da faixa anterior que é no caso o instrumental perfeito para abrir o álbum, a velocidade da música está sempre no tom perfeito, nada muito extremamente rápido, mas tudo com muita pegada, tudo com muita violência e a guitarra consegue criar uma potente estrutura que faz a música ser cada vez mais sólida.

Essa banda tem um diferencial de conseguir pegar um peso bem sólido, uma sonoridade muito densa e construir algo muito melódico que permite uma quebra de ritmo sem deixar faltar nada e consegue também colocar momentos de pura melodia deixando a música sem peso, mas com um toque tão bem feito, tão bem criado que tudo ao certo fica excelente e a banda consegue grudar todas as mentes no álbum que é realmente sensacional.

A Predicament In Time apresenta um começo mais puxado para o Progressive Metal, uma guitarra muito bem trabalhada no riff e sempre puxando energia, mas logo depois aparece o vocal destruidor com um gutural da melhor forma possível, um gutural que consegue destruir e quebrar todas as barreiras, uma música que se torna melhor a cada momento, uma bateria que trabalha todo momento praticamente com os pratos e isso consegue transformar a música de forma ainda mais impactante, realmente essa banda consegue nesse primeiro álbum superar as expectativa e criar um som magnífico que não deixa em momento algum você criticar algo criado por ela.

Thorp Afield aparece com a mescla perfeita de ambos os gêneros, tanto o Progressive Metal quanto o Death Metal, você consegue notar o gutural sempre potente e sempre conseguindo construir uma sensacional atmosfera, uma bateria que consegue ser tanto do mundo do Progressive quanto do mundo do Death Metal, o baterista tem uma técnica muito boa e consegue executar as músicas da melhor forma possível, uma bateria que te faz entrar na música cada vez mais e sempre trabalhando muito bem com os pratos.

Se você espera por um som de muito peso e que aparece o baixo da melhor forma possível então você esperou pela música “Mitos” que é a música talvez com o maior nível de brutalidade e de fúria da banda, não deixa em momento algum ficar nenhum instrumento fora, o diferencial dessa banda é o conjunto perfeito, é como se tudo fosse funcionando da melhor forma possível sem deixar faltar nada e sem deixar que um fique mais potente que o outro, essa é a provável melhor música do álbum.

Morost escreve seu nome na bandeira de seu país e mostra ao mundo a potência do Progressive Death Metal com toda a técnica do mundo fazendo com que esse álbum seja lembrado nesse ano e no futuro.




Postado por: Renan Martins

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