terça-feira, 30 de setembro de 2014

Temple of Void: Of Terror and the Supernatural


Death Doom Metal


O pouco falado Death Doom Metal tem conseguido chegar com ótimas bandas, e uma delas é a Temple of Void que aparece carregando a bandeira dos Estados Unidos.

Temple of Void tem uma carreira um tanto curta, com poucos lançamentos, o segundo lançamento da banda é o álbum intitulado “Of Terror and the Supernatural” que saiu em 2014 via Rain Without End Records.

A banda consegue com esse lançamento mostrar o quanto ela conseguiu crescer nos últimos anos, como ela conseguiu destruir com tudo com esse lançamento que faz do Death Doom Metal ainda melhor.

A primeira música do álbum é intitulada “Embalmers Art” começa com a sonoridade clássica dessa mescla do Death Metal com o Doom Metal, uma guitarra suja que consegue criar sempre uma sonoridade pesada e sempre muito carregada, o baixo que consegue aparecer com uma propriedade tão gigante que faz a música ser totalmente outra, um instrumento que não deixa em momento algum faltar nada, a bateria tem uma propriedade muito grande e consegue dar um ritmo de dor para a música, uma faixa impecável para começar o álbum.

Com uma faixa tão bem feita o álbum não poderia ir ficando mais chato, e a banda consegue sempre renovar seu som, sempre fazer uma sonoridade impecável, e nesse caso ela apostou pra música “Savage Howl” que é a seguinte, uma sonoridade um pouco mais elétrica em seu começo, uma sonoridade que aposta em riff’s rápidos e dignos do Death Metal, mas tudo com uma atmosfera muito Doom Metal, o vocal consegue fazer a sonoridade ser ainda mais carregada, um gutural de outro mundo, uma voz que consegue fazer o inferno ser ainda mais quente, uma voz que consegue trazer a noite para perto do Sol, consegue fazer da alma uma linda poesia que esconde os mais claros olhos da Morte.

Beyond the Ultimate tem uma lentidão bem maior, essa lentidão é muito conhecida no mundo do Death Doom Metal, ela aparece sempre com impacto, e essa música consegue mostrar o quanto a banda está mais madura, o quanto a banda cresceu musicalmente, todos os músicos conseguem construir tudo de forma simples, mas mesmo assim o som fica excelente, o vocal é totalmente gutural e um gutural que consegue ser cada vez mais pesado, cada vez mais profundo tornando a música cada vez mais soturna, a guitarra consegue criar um peso absurdo com o seus riff’s da melhor qualidade que consegue trazer tudo do Death Metal e não deixar nada faltar do Doom Metal, e mesmo se em algum momento faltar o Doom Metal da parte da guitarra, o baixo aparece e traz o Doom Metal para a sonoridade, então a banda consegue mostrar que está em perfeita linha.

Temple of Void é um excelente nome dentro do mundo do Death Doom Metal, se você está curioso, ou está querendo começar a conhecer mais e mais do gênero, estão essa banda é uma excelente dica, uma dica underground que consegue mostrar sem medo o que é criar algo diferente dentro de um gênero muito carregado.

A arte de capa é muito bem feita, uma arte impactante que consegue  mostrar um lado que sai um pouco do comum, comum que está entre fazer uma arte de florestas em preto e branco, a banda cria um desenho muito bem feito apostando em cores não tão vivas, mas todas de formas muito bem pensadas, as cores conseguem dar um tom calmo para a banda, mas um tom calmo que tem uma atmosfera pesada, então isso mostra realmente o que vai ser encontrado nesse magnífico álbum.

Exanimate Gaze é uma música que a banda aposta mais no lado do Death Metal, uma sonoridade carregada e com uma melodia do Death Metal mais antigo, uma música que consegue fazer o álbum ser ainda mais impactante, ainda mais magnífico.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a faixa “Bargain in Death” que é uma música de 10 minutos.
Essa faixa conta com uma bateria seca e que trabalha muito bem com os pratos, uma bateria que tem um som de fúria e guitarras criando uma atmosfera do caminhar da morte, tudo combinando da melhor forma possível, tudo combinando da forma mais magnífica possível, 
Temple of Void um nome que nasce no Death Doom para conquistar o mundo.




Postado por: Renan Martins

domingo, 28 de setembro de 2014

Hecate: Ultima Specie



Brutal Death Metal


Da noite nasceu o Black Metal, e do sangue poluído nasceu o Death Metal, e no Death Metal a banda Hecate consegue trazer uma sonoridade impecável que mostra a fúria e o impacto tremendo de uma sonoridade amedrontadora.

Hecate conseguiu com seu EP intitulado “Ultima Specie” mostrar uma sonoridade impecável, infelizmente a banda só tem um trabalho, então acabamos ficando na espera querendo mais e mais das músicas dessa excelente banda, mas esse EP mostrou algo muito interessante da banda.

Ultima Specie mostrou que a banda tem um potencial dos maiores para conseguir chegar ao topo do mundo do Brutal Death Metal.

Cada música do álbum, cada riff, cada gutural, tudo está no álbum da forma mais pensada possível e mais brutal possível, e a banda aposta em uma mensagem direta que consegue te fazer entrar em um mundo de pura fúria.

A primeira faixa é intitulada “Anneliese” que é uma faixa introdução bem curta que é apenas uma forma de deixar uma atmosfera ainda mais impactante, ainda mais macabra, a sonoridade dessa banda não deixa faltar nada.

A segunda música já aparece com muito impacto, muita violência.
Intitulada “Ultima Specie” a música não deixa faltar absolutamente nada, ela consegue mostrar uma bateria totalmente bem construída, uma bateria que não tem piedade e consegue construir uma base de fúria no fogo, a velocidade dos riff’s da guitarra também é excelente, todos trazendo um peso absurdo, um peso que consegue mostrar ao mundo quem essa banda é, e o que ela tem de melhor, o vocal é algo de outro mundo, um gutural da melhor qualidade que consegue te fazer entrar em um mundo deturpado, um mundo em que você quer pintar tudo com o sangue de suas vítimas.

Senza Pieta é uma música de outro mundo, realmente essa banda ganhou seu espaço no underground e consegue mostrar ao mundo porque a Itália é tão potente no mundo do Metal independente do gênero ou subgênero.
Senza Pieta tem um vocal mais rasgado, um vocal mais perturbador, uma sonoridade ainda mais impactante, o gutural aparece fazendo uma mescla mais que perfeita de ambos os vocais, a sonoridade consegue se tornar cada vez mais pesada e o baixo aparece trazendo uma sonoridade de morrer, uma sonoridade que carrega sua alma para o lado mais macabro possível, querendo que você pratique todos os tipos de crimes, uma banda que consegue ter um dos melhores EP’s que já escutei em minha vida, o guitarrista apresenta toda a sua técnica e sua brutalidade conseguindo fazer toda a diferença na música.

Raza Odiada é o fruto do ódio, uma bateria totalmente seca digna do Brutal Death Metal da melhor forma possível, uma banda que consegue fazer o mundo mudar, realmente essa banda entra para o top 10 de revelações do mundo do Metal, uma sonoridade que está alem do comum, uma bateria totalmente seca que consegue fazer sua alma entrar no ritmo perturbador da morte, uma sonoridade que não deixa em momento algum você fechar seus olhos e o solo de bateria é realmente destruidor, uma sonoridade que você sente o mundo ser totalmente mais brutal.

A banda é tão destruidora que ela consegue colocar cada vez mais potência, o urro do Diabo não seria tão potente quanto o do vocalista “Anti Christian” na música Indignati.
Indignati que é uma das melhores músicas do EP, um EP que consegue entrar quase que literalmente no coração de todas as pessoas que escutam as músicas dessa banda, você escuta e o sangue na mesma hora começa a escorrer pelas mãos de todas as pessoas, o mundo será pintado de vermelho e o cheiro de sangue estará pra sempre no planeta.

A música que marca o encerramento da Resenha é a “Bestia Quieta” , uma música que tem uma sonoridade um tanto diferente, não diferente no sentido de sair do Brutal Death Metal, mas sim no sentido de ter uma lentidão maior, a banda aposta na sonoridade da densidade clássica do Death Metal, uma banda que mostrou que a Itália está mais do que bem representada e essa banda merece conquistar muito mais do que só um mundo, uma banda onde todos os músicos conseguem colocar seu ódio e sua fúria merece ter o nome escrito na eternidade do Metal extremo.




Postado por: Renan Martins

sábado, 27 de setembro de 2014

Phobiatic: Fragments of Flagrancy



Technical Death Metal



Uma excelente banda que apresenta um impecável e tradicional Technical Death .

Phobiatic tem uma potência e uma criatividade muito interessante de ser explorada, o motivo é que a banda tem músicos da melhor qualidade e um vocalista que também consegue mostrar que a banda é completa e isso faz a banda brincar com os instrumentos fazendo um som totalmente profissional e totalmente próprio, mas sempre pegando tudo que tem de melhor no Technical Death Metal.

A banda apresenta uma carreira com poucos lançamentos até os dias de hoje, porem, o último álbum que é intitulado “Fragments of Flagrancy” que saiu via Unundeux mostrou que a banda não esta ligando pra poucos lançamentos, a quantidade de lançamentos não está ligada com a qualidade da banda.

Uma das formas mais incríveis da banda mostrar toda a sua potência é logo de cara com a música “Bugging Operation” que é uma música que consegue captar tudo que tem dentro do mundo do Technical Death Metal, quando digo que tem tudo do mundo do Technical Death eu realmente estou falando que a banda consegue colocar as guitarras da forma mais gritante possível, da forma mais melódica também, a bateria sempre rápida e criando um grande impacto para o mundo.

Downward Spiral é uma música que a banda consegue colocar uma guitarra totalmente impactante trabalhando  da melhor forma possível com o baixo que consegue aparecer nitidamente, isso é algo realmente admirável nessa banda, ela consegue jogar a sonoridade do baixo para os ouvidos de todos da forma mais nítida possível, da forma mais impactante possível, a bateria faz com que tudo que tenha em seu caminho seja totalmente destruído, e o vocal não deixa em momento algum faltar fúria, a arma que é a voz nunca fica falhando, a potência do gutural é realmente magnífica, a banda sabe trabalhar com o que tem e faz isso tudo parecer ser tão simples, uma música sensacional que marca esse álbum da melhor forma possível.

Ripped To Shreds a música que consegue carregar muita energia, muito caos, a banda consegue colocar muito caos em seu som e isso é excelente, pois não deixa em momento algum o som ser cansativo, você fica sempre em uma tormenta, sua alma começa a tremer e a música começa a tomar conta da sua mente, uma faixa realmente de muita energia, muito impacto e com muita técnica.

Algo muito interessante dessa banda é que ela consegue expandir sua técnica em todas as músicas e conforme você vai escutar o álbum você consegue perceber o quanto é absurdo o sentimento da banda, a fúria fica nítida, a bateria fica cada vez mais pesada e mais grave, uma batida que não te deixa focar no que vai acontecer em seu futuro, uma guitarra que aparece sempre criando uma atmosfera de caos, como se o mundo estivesse sendo destruído, como se tudo de ruim estivesse acontecendo na humanidade, uma forma de mostrar que em cada minuto nós nos tornamos cada vez mais insignificantes, apenas poeiras dentro de um universo tão vasto, uma banda que sabe trabalhar da melhor forma possível com músicas realmente bem feitas e todas com a potência que deveria ter, uma música melhor que a outra fazendo esse lançamento ser lembrado na carreira da banda, a arte cinza nunca foi tão impactante.

Suitable Method é uma faixa que continua mostrando totalmente a potência da banda, a guitarra criando uma impecável linha, a bateria consegue em todas as músicas mostrar seu lado mais impecável, mas nesse é algo realmente absurdo, a sonoridade dela consegue ser totalmente destruidora, totalmente bem feita, a sonoridade consegue melhorar em todos os momentos.

Em um álbum tão bem feito é complicado apontar a melhor música, mas a faixa Suitable Method é realmente muito bem feita e ela não sei se é a melhor, mas é uma das que mais consegue agradar pela quantidade de riff’s melódicos juntos ao peso absurdo criado pela banda, uma música impactante que consegue fazer o álbum ter uma ótima continuidade, um álbum excelente que merece e que conseguiu muito respeito no mundo do Technical Death Metal mesmo saindo esse ano.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Irina Sidenko


Dehydrated
Russia


A Russia sempre foi um tanto peculiar, mas quando se trata de Metal o país realmente sabe fazer as músicas.

Uma das bandas que consegue mostrar todo o peso do seu trabalho e do gênero que está seguindo é a Dehydrated, essa banda tem muita criatividade e muita energia e algo sensacional, uma mulher no vocal.

Se você está imaginando que essa banda tem uma mulher no vocal apenas pelo fato de ela ser linda, que de fato ela é, e que ela vai cantar com voz de peito, então você está totalmente enganado.

A dona da voz mais profunda que a do Diabo, a Irina Sidenko mostra ao mundo que a potência das suas cordas vocais estão muito alem do que você imagina, e ela consegue ter uma sonoridade que combina perfeitamente com o instrumental, uma voz bruta com um gutural da melhor qualidade e gritos marcantes que fazem do seu trabalho algo realmente muito bem feito, muito diferente e muito único.


A banda Dehydrated tem uma quantidade de lançamentos muito interessante, mas o álbum que mais criou impacto, o álbum que mais fez a sonoridade da banda crescer foi o “Zone Beneath the Skin”, esse álbum tem uma potência genial, uma sonoridade que faz você grudar na banda e querer escutar mais e mais do trabalho dela, a sonoridade não fica fraca em momento algum, e a linda Irina consegue fazer seu trabalho da forma mais brutal, da forma mais completa possível.

Irina Sidenko é um exemplo vivo de que as mulheres conseguem ganhar espaço dentro do mundo do Metal cada vez mais, e isso é excelente, essa vocalista consegue alem de colocar muitos vocalistas pra trás com tanta brutalidade, consegue também mostrar que o urro do Diabo não seria tão pesado quanto o dela.





Postado por: Renan Martins

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gory Blister: The Fifth Fury



Technical Death Metal


Itália, magnífica e impecável Itália, que sempre consegue trazer nomes excelentes para o mundo do Metal, principalmente quando o assunto é um Metal mais extremo.

No caso, a banda Gory Blister aparece trazendo uma sonoridade impecável dentro do Technical Death Metal e sua criatividade parece não ter fim.

Uma das coisas mais chamativas no mundo do Technical Death Metal é a composição sempre muito rápida e muito complicada que faz o músico chegar ao seu extremo em todas as faixas.

Gory Blister consegue trazer em seu álbum intitulado “The Fifth Fury” que saiu via Sliptrick Records, uma sonoridade extremamente bem feita, extremamente bem construída e sem deixar faltar nada, uma vez que essa banda consegue carregar uma qualidade destruidora em todos os instrumentos, todos os membros têm muita capacidade e muita técnica.

A primeira música que é intitulada “Psycho crave” já começa com uma forma muito melódica, uma forma muito bem feita de fazer música, uma guitarra nasce do infinito e consegue mostrar todo o lado atmosférico que a banda colocou em sua introdução, porem, logo depois entra todo o instrumental e a guitarra começa a apresentar o que está mais de costume dentro do Technical Death Metal que é a qualidade rápida e esmagadora que tem na composição gritante da banda, uma música excelente.

Um começo dessa forma o álbum não poderia ficar fraco e deixar a desejar, então a banda destruiu tudo que tinha pela frente na música “Thresholds” que é uma música excelente muito digna do mundo do Death Metal puro, a bateria tem uma pegada bem mais voltada para o lado do Death Metal antigo que carrega uma sonoridade bem mais seca e marcada na bateria e sempre um tanto seca, o baixo aparece de forma muito nítida na música e você se tem algum problema para escutar esse instrumento magnífico você está pronto para começar a escutar, porque nessa música ele aparece de forma muito fácil e consegue modificar totalmente o som, o som consegue ganhar mais peso, consegue ganhar mais ódio, mais obscuridade.

Ainda mostrando um ódio muito grande e uma quantidade bem grande de energia, a banda aparece dessa vez carregando uma bateria seca só que com um baixo ainda mais denso, ainda mais completo, a banda está realmente surpreendente nesse ultimo álbum da carreira e com muito poder a banda aposta em uma mescla de vocal, o drive que antes aparecia de forma extremamente rasgada acaba perdendo um pouco do espaço e o gutural que é tanto bem vindo no mundo do Death Metal aparece sem deixar nenhuma sombra que diz que o talento da banda é pouco, a qualidade dessa banda é realmente surpreendente.

Algo muito interessante nessa banda é que ela aposta muito no vocal mais rasgado, o vocal mais destruidor que traz também mais energia, o vocal lembra bastante o Harsh Vocal em alguns momentos, e se você está procurando uma banda para começar no Technical Death Metal essa banda é uma excelente dica, pois ela não tem medo de arriscar e ela consegue colocar tudo de forma bem feita e até simples, a calmaria consegue ser mesclada com a brutalidade, a tenebrosidade aparece e consegue trazer a sonoridade ainda mais bem feita, ainda mais completo, tudo que existe no universo dessa banda foi muito bem montado e hoje a banda pode pegar os frutos sem medo, porque o som está realmente impecável.

The Fifth Fury não é apenas um lançamento impecável, ele também consegue colocar na carreira da banda uma música que é extremamente marcante, marcante porque tem tudo de melhor, a música “Devouring me” tem uma guitarra que aparece ao fundo criando quase um lado mais Progressive Death Metal em sua introdução, a bateria aparece rápida e destruidora, tudo sem deixar nada para trás, uma das bandas que merece ser aplaudidos de pé.
O gutural aparece novamente e dessa vez ele aparece mais denso, aparece menos, mas o fato dele aparecer menos é que faz dele especial nessa banda, uma música que realmente é extrema do começo ao fim.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a música “The grey machinery” que é uma música destruidora, ela consegue encerrar esse álbum que é carregado de fúria e destruição, com muita energia e técnica, mostrando o motivo pelo qual essa banda merece ser lembrada, deixando claro que essa banda tem o álbum impecável que é o “Earth-Sick” que saiu via Bakerteam Records, a banda é realmente sensacional.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Hortus Animae: Secular Music



Progressive Black Metal


O Black Metal conseguiu ganhar muito espaço na cena do Metal mundial com as bandas fazendo um som cada vez mais potente e cada vez mais impactante, e esse gênero deixou muitos subgêneros que conseguem trazer uma quantidade muito grande de qualidades e de peso.

Um dos subgêneros de Black Metal que mais conseguiu ganhar espaço ultimamente foi o Progressive Black Metal que traz bandas como, Chiral, Paths e outras, mas uma que aparece trazendo uma sonoridade excelente e ainda seguindo bastante com um potente Progressive Black Metal é a banda Hortus Animae.

Em seu álbum intitulado “Secular Music” que saiu em 2014 via Flicknife Records a banda já começa da melhor forma possível que é apostando em uma arte de capa excelente, uma arte que mostra que a banda não tem medo de tentar colocar algo um tanto fora do Black Metal.

A primeira música do álbum é intitulada “God and His Disgusting Children” e essa música começa muito rápida e mostrando muitas coisas diferentes, a primeira é a bateria que tem um peso um tanto diferente do Black Metal, talvez pegando algo mais Death Metal muito pelo fato de trabalhar junto com o baixo que consegue transmitir uma excelente e potente sonoridade e não deixa nada fraco, a música apresenta também um vocal muito bem feito, um Harsh Vocal que não é tão rasgado e que consegue transmitir a raiva da melhor forma possível, o vocal consegue ser bastante trabalhado e ele sai do Harsh Vocal e vai para o gutural que consegue dar um peso ainda maior, um peso ainda mais impactante e mais obscuro para a música.

Blood of the Earth - The Truth Against the World é a música que aparece logo depois da primeira e ela tem uma sonoridade mais que impecável, a cena da Itália realmente é surpreendente essa banda apresenta uma coisa que poucas bandas sabem trabalhar da melhor forma possível, essa banda apresenta uma voz de peito que combina perfeitamente com a sonoridade e isso monta um cenário mais que perfeito em tudo, e isso é realmente único, a banda lembra um pouco a sonoridade do Vesania, lendária banda Vesania liderada pelo magnífico Orion, mas claro que a banda consegue manter sua própria identidade, uma magnífica banda que não deixa em momento algum a música se tornar chata, em momento algum a música se tornar repetitiva.

Outro ponto que aparece muito interessante nessa banda é que ela consegue deixar o lado do Black Metal muito nítido e ainda com isso não sumir com o Progressive Metal, ela consegue mesclar ambos da melhor forma possível e fazer uma sonoridade tremendamente bem feita, totalmente bem construída, totalmente bem formada, uma banda que sabe o que fazer e na música “Dystopian Apocalypse” ela mostra um teclado ao fundo que faz totalmente a diferencia, um teclado que mostra um lado mais castelo das trevas, um lado mais clássico ainda, a música consegue ser totalmente cadavérica, totalmente Black Metal cru e ainda consegue ter sua mágica, consegue ter sua beleza, sua sonoridade impecável, sua sonoridade que faz o mundo acolher da melhor forma possível o Progressive Black Metal que em momento algum perde a potência e só consegue fazer o mundo ser melhor com tanta qualidade, com tanto empenho e tanta criatividade que só essas bandas conseguem ter.

The Poison of the Nāga é uma das faixas que apresentam um lado mais místico da banda, a voz de peito é trabalhada da melhor forma possível e o teclado aparece com muito destaque e isso traz ainda mais tenebrosidade pra sonoridade da banda, uma sonoridade que consegue ser muito bem construída, uma música que consegue transmitir muito sentimento dentro da loucura da noite.

Chamber of Endless Nightmares é uma música bem diferente, o vocal dela está diferente lembrando um pouco a sonoridade do Vesania também, mas claro que a banda tem o lado mais Progressive Black Metal, mas nessa música ela aposta em um Black Metal excelente que consegue fazer o mundo tremer, uma sonoridade impecável que não deixa em momento algum faltar nada.

A Itália realmente mostrou seu valor com a potente sonoridade dessa banda, Itália que sempre traz excelentes bandas, principalmente no Death Metal, mas sua construção é impecável, quando o assunto é criar algo voltado para a arte o mundo tem que olhar para a Itália com todo o respeito do mundo, esse país sempre consegue surpreender com algo impecável e bem feito.




Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Innsmouth: The Shadow Over Innsmouth



Technical Death Metal



A linda bandeira da Dinamarca aparece no mundo do Technical Death Metal representada pela banda Innsmouth.

Innsmouth lançou um álbum realmente de tirar o fôlego em 2014.

Esse álbum que é intitulado “The Shadow Over Innsmouth” tem uma arte clássica do mundo do Technical Death Metal, tudo muito bem feito, tudo muito bem focado e cores muito bem trabalhadas, tudo ajudando para o álbum ser o melhor possível, e um álbum que começa com a arte de capa excelente, então não poderia ser ruim.

A primeira música do álbum é intitulada “Vomiting A Hole In The Soul” e essa música já começa alucinante com uma guitarra muito gritante e muito digna do mundo do Technical Death Metal e claro, tudo que tem na banda tem que seguir o Technical Death Metal e assim acontece, o vocal é excelente e consegue destruir tudo que está em sua frente, uma banda que não deixa faltar nada e a bateria nasce sempre da melhor forma possível, uma forma bem destruidora e com muita violência.

Começando com uma música tão impactante não seria possível o álbum ter uma seqüência fraca e de fato ele não tem, uma música excelente vêm logo em seguida.

Intitulada “Dreams Of Drowning” a música começa um tanto mística puxando os livros do submundo e se você tem alguma dificuldade para escutar o baixo na banda então com essa música, esse álbum para falar a verdade, você vai deixar de ter esse problema, o trabalho que o baixo faz é de outro mundo, uma impactante forma de criar, uma forma destruidora que não deixa em momento algum faltar nada, uma música consegue ser melhor que a outra, e o vocal consegue sempre mesclar o peso absurdo do seu gutural excelente com o rasgado do drive quase puxando um Harsh Vocal.

Ritual Of Chud é uma música que aparece sendo totalmente importante no álbum, claro que todas as músicas tem uma grande importância no álbum, mas essa no caso tem uma energia muito grande mesmo sendo totalmente quebrada, a bateria aparece com o pedal duplo e isso ajuda muito a banda conseguir colocar toda a sua potência, a guitarra ainda parece gritante, mas dessa vez ela foca bastante nos riff’s mais impactantes, a quebra no ritmo ainda consegue fazer a música ganhar mais peso, o baixo da banda é totalmente atordoante, uma sonoridade que faz você imaginar uma parte do Oceano se abrindo e deixando a sonoridade do absurdo nascer, uma banda excelente que não deixa faltar nada em seu som, uma banda que tem a potência e a criatividade sempre para criar tudo do bom e do melhor para seu álbum.

O impacto da sonoridade dessa banda é realmente admirável, a guitarra aparece sempre muito bem trabalhada, sempre conseguindo te levar para o mundo mais Technical Death Metal possível, o baixo é realmente de outro mundo, uma forma de quebrar tudo que existe, uma música melhor que a outra e conseguindo sempre mostrar seu valor, a banda tem uma potência gigante e não tem como você escutar o álbum e ficar esperando mais, porque ele sempre surpreende, a banda não é extremamente conhecida em todas as partes do mundo, porem ela tem uma sonoridade que faz o mundo cair aos seus pés, um Technical Death Metal mais denso, com um andamento rápido, porém que não tem uma seqüência cansativa, a sonoridade é bem feita, tudo muito bem criado, tudo muito bem pensado, esse é o som dessa banda magnífica que mostra o motivo da Dinamarca ser um nome que aparece cada vez mais no Metal.

Clatu Verata Nictu é uma música que mostra um lado diferente da banda, a potência do vocalista é realmente algo digna, algo que faz você querer escutar cada vez mais do trabalho da banda com todo o foco possível, e essa música tem uma sonoridade mais Brutal Death Metal o vocal está extremamente fechado e isso é destruidor e conforme você vai escutando você vai conseguindo entrar na mente mais perturbadora possível, o mundo começa a ser uma grande vítima da sua tortura que está ganhando força junto da música.

Para encerrar o álbum a banda escolheu a música “The Shadow Over Innsmouth” que é uma música impecável.
Um álbum tão impactante e incrível não poderia ter um termino fraco, e essa banda consegue mostrar que com ela não tem falhas, e a sonoridade só fica melhor, e essa ultima música apresenta uma bateria totalmente destruidora que consegue construir um mundo diferente e trabalhando sempre com os pratos da melhor forma possível, um termino para o álbum da forma mais digna possível.





Postado por: Renan Martins

domingo, 14 de setembro de 2014

Ofdrykkja: A Life Worth Losing



Depressive Black Metal


Uma das bandas que consegue trazer a mais impactante forma de fazer o Depressive Black Metal aparece com um novo álbum, dessa vez a obra prima é intitulada A Life Worth Losing.

A Life Worth Losing saiu via Temple of Death Productions e essa banda conseguiu mostrar sua qualidade de forma tão magnífica, mostrar que a dor é algo real e que quanto mais você sente isso, mais você pode usar ela para criar coisas magníficas e marcantes.

Começando o álbum com a música “A life worth losing...” a banda apostou em um instrumental impecável que não deixa o sentimento de euforia sozinho nunca, a alma começa a se deparar com seus próprios medos e sem deixar nada para trás ela começa a ferver e conforme a música vai acontecendo você vai se sentindo dentro do mundo criado por essa banda que é uma das mais, isso claro, se não for a mais insana do Depressive Black Metal.

Livets dystra gång é uma faixa que consegue puxar tudo que existe de mais clássico dentro do Depressive Black Metal, uma forma cada vez mais impactante de fazer as músicas, o trabalho de cada instrumento consegue te carregar para um mundo particular, a bateria tem um andamento até que um tanto rápido para um DSBM e consegue com isso dar um tom ainda mais corrido pra vida, como se todos os momentos estivessem sumindo bem diante de seus olhos, bem diante da sua alma, a guitarra consegue criar uma atmosfera totalmente eufórica como se você estivesse perdido o ultimo momento perto de alguém que você tanto gosta e agora você está se deparando com ela morta em um caixão carregando apenas o fardo de que você chegou tarde demais.

Urban enlightenment of desolation consegue ser ainda melhor que a música anterior, a guitarra nela criada é sensacional, a voz aparece em um tom de voz de peito, como se a voz estivesse saindo de sua mente dizendo o quanto você está sofrendo e o quando você está sendo carregado por onde anda, a sonoridade da música é impecável, tudo muito bem feito, tudo muito bem criado e bem pensado, essa música é cantada de forma mágica e tudo fica muito bem criado, a voz consegue combinar perfeitamente com o instrumental, uma música que faz o álbum ser ainda melhor.

Essa banda consegue mostrar a força do Depressive Black Metal da Suécia, uma banda que não deixa faltar absolutamente nada, você consegue sentir toda a emoção, todo o sentimento, todo o segundo que a lágrima escorre de dor ou euforia, de emoção ou de loucura, tudo muito bem construído e muito diferente, realmente a Suécia consegue cada vez mostrar que é um dos melhores países para fazer Depressive Black Metal, realmente uma banda excelente com um instrumental e um vocal excelente de um país que mostra o porque é um dos melhores nisso.

Under my influence (Guided to damnation) é uma música bem mais pesada, bem diferente, um lado mais carregado e principalmente que deixa o baixo muito vivo, você consegue sentir o peso desse instrumento na música, as ondas criadas por ele fazendo da música algo realmente absurdo de destruidor, uma banda que realmente não deixa nada de fora.
Nessa faixa o vocal está totalmente rasgado, isso é muito interessante, pois consegue mostrar o lado mais Black Metal da banda, mas sempre trazendo a melancólica, sempre trazendo o lado mais soturno da alma.

Voltando totalmente para o lado Depressive Black Metal a banda aposta no som da “Ensam kvar efter dödens år” para fazer o álbum ser carregado novamente, e a banda consegue com muita facilidade.
A guitarra é sempre muito bem trabalhada, sempre tem uma técnica e uma sonoridade excelente, a voz que nasce da mente é sempre impactante, uma voz que consegue trazer a sonoridade triste, os gritos conseguem ser ainda mais perturbadores, como se fosse uma alma acordando depois de anos e lembrando que seu maior castigo é ainda estar vivo, lembrando que seu maior medo está sendo acordado e que você ainda está de pé.

Começando com um violão, a música “Västerås” tem uma sonoridade impecável, tão triste quanto poderia ser a noite que somos deixados na eternidade.
A música conta com a voz de peito e isso consegue fazer tudo ser ainda mais bem feito, tudo ainda mais impactante e triste, uma forma de mostrar ao mundo que a tristeza está viva e que ela tem muito poder no mundo, a bateria ao fundo dita um ritmo dos últimos  batimentos cardíacos do mundo, uma música impecável.

Bitterljuv nostalgi é a música escolhida pela banda para fazer o encerramento do álbum, e esse encerramento é realmente genial, uma música totalmente atmosférica que conta com um vocal, realmente um álbum que consegue mostrar toda a qualidade da banda, banda que sempre surpreende com suas músicas, e o Depressive Black Metal sempre consegue mostrar mais e mais sentimentos, sempre apresentando mais bandas e sempre de forma impactante.



Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Abigor: Leytmotif Luzifer




Black Metal


Black Metal que consegue trazer sempre bandas excelentes, dessa vez traz uma banda que tem uma carreira totalmente consagrada, mas infelizmente não é conhecida em todos os cantos do mundo como deveria realmente ser.

A sonoridade da banda é realmente muito bem feita, e ela tem uma quantidade muito grande de lançamentos, lembrando sempre que essa banda consegue lançar um álbum melhor que o outro e sempre em um tempo regular de espaço entre os álbuns.

O último lançamento da banda que saiu em 2014 tem uma sonoridade magnífica, mostrando que o Black Metal ainda está com toda potência do mundo e diferente do que muitos dizem, o Black Metal está sim muito bem representado.

Começando um álbum da melhor forma possível, a banda apostou para o álbum “Leytmotif Luzifer” que saiu via Avantgarde Music uma arte de capa sensacional que consegue trazer muita poesia e técnica de pinturas que fazem do álbum uma real obra prima, uma obra da melhor qualidade que merece vender muito e merece ter todo o reconhecimento possível.

A primeira música intitulada “Temptation I  - ego” começa de forma um tanto lenta, mas depois a bateria aparece criando uma sonoridade totalmente destruidora e o andamento da bateria lembra até o Black Death Metal, mas é apenas uma lembrança, a banda consegue apostar muito forte no que tem de melhor, uma sonoridade muito completa que faz todo momento um som absurdo, o vocal é totalmente rasgado em um Harsh Vocal da melhor qualidade, sempre no tom excelente e único para fazer o som não se tornar cansativo e a guitarra é um absurdo de tanta técnica e qualidade e criatividade em um mesmo instrumento, ela consegue fazer a música ser totalmente diferente, ela cria os gritos das almas que estão sendo raptadas pela banda em seu começo esmagador do álbum.

Temptation II – stasis é o nome da segunda e impecável música, uma música que já consegue mostrar uma bateria mais metralhadora que consegue te fazer lembrar o rústico Noruegues Black Metal, a guitarra sempre aparecendo da melhor forma possível trazendo uma técnica absurda, trazendo uma sonoridade de outro mundo, uma forma que mostra que a banda não deixa em momento algum a obscuridade morrer, a sonoridade do Baixo é realmente assustadora, a banda consegue transmitir todo o seu sentimento por esse instrumento impecável que carrega a escuridão com ele, uma escuridão sem fim que faz com que você consiga entrar no escuro e esquecido lado da sua mente, o lado mais podre possível.

Temptation III – akrasia é uma música de outro mundo, literalmente essa música mostra como é um julgamento dentro do inferno, ela tem uma sonoridade totalmente destruidora, você consegue através da sonoridade da guitarra a entrar no mundo do inferno e sentir o fogo tocando sua pele, tocando seu sangue e você consegue sentir a dor que é estar dentro das flamejantes e ardentes lavas do profundo abismo, não tem saída, apenas a dor é sua amiga, e você tem que conviver com isso pra sempre, sem deixar em momento algum faltar o desejo, sem não a dor se torna ainda pior.
A música tem uma construção excelente, a banda não pecou em momento algum nesse álbum, ela consegue sempre trazer o Black Metal da melhor forma possível e diferente do que você pode imaginar, ela não é cansativa e nem igual as outras, Abigor tem uma sonoridade própria, uma sonoridade que constrói um planeta totalmente destruidor, uma sonoridade que te faz entrar em um mundo do puro pecado.

Se você não conhecia nenhuma banda de Black Metal, ou se você tem alguma curiosidade em conhecer algo mais aprofundado, então essa banda é uma das melhores dicas, não só pelo fato de ter uma carreira muito bem feita dentro do Black Metal, mas também pelo fato da banda não ser em momento algum porca na sua sonoridade, ela consegue construir sempre tudo com muito empenho e muita criatividade.

Construindo talvez a sonoridade mais Black Metal do álbum, vem a música “Temptation V – neglect” que tem uma bateria muito rápida e trabalhando muito bem com o pedal duplo, mas não por todo momento, a guitarra consegue sempre trazer sua atmosfera totalmente perturbadora e claro que o baixo acompanha a bateria e consegue dar ainda mais peso e obscuridade para a sonoridade se tornar ainda mais impecável, impecável da forma que poucas bandas conseguem.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a faixa “Temptation VII – excessus” que é uma faixa muito atmosférica que encerra o álbum de forma longa e de forma totalmente perturbadora, uma música que deixa um tom totalmente soturno para a música, música que não é um instrumental, ela tem o vocal e bateria e tudo mais, um conjunto do que tem de melhor no inferno obscuro do mundo Abigor.




Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nuklear Frost: Subjugation



Black Metal


O Black Metal bem feito da banda Nuklear Frost consegue fazer qualquer pessoa lembrar os velhos tempos em que esse gênero era extremamente comentado, e essa banda consegue resgatar toda a potência e a intensidade desse obscuro gênero.

A banda tem uma quantidade pequena de lançamentos, mas dentro do Black Metal uma Demo tem um valor muito grande, a Demo mostra sempre o lado mais rústico e mais cru da banda, isso sempre consegue atrair olhares da forma mais impactante possível.

A banda não conta só com uma Demo, ela conta também com um álbum que tem por sinal uma arte de capa impecável e que consegue transmitir o terror mental que o som carregará que é o álbum “Subjugation” que saiu via independente.

A forma independente de ter saído essa obra prima do Black Metal mostrou que a banda não tem medo de fazer seu som,  e apostando fundo com todo o peso do mundo a banda conseguiu expandir seu som até os cantos do mundo.

Se você está esperando uma introdução para o álbum, algo instrumental, então você está certo em esperar, pois a faixa “Uranium Censer” é uma introdução excelente pro álbum, agora se você está esperando algo totalmente leve, uma atmosfera morta, pode deixar de lado, pois a banda vem com todo o lado macabro e traz sem nenhum medo a noite com ela e consegue fazer da sua mente, um terrível mundo pro pesadelo.

A segunda música não fica no instrumental, a segunda música é a “Theist Holocaust”  e ela já começa trazendo tudo o que você pode esperar do Black Metal, uma bateria muito rápida, uma guitarra totalmente rápida em uma freqüência alucinada, uma guitarra que consegue trazer o som cadavérico todo momento, uma bateria que conta também com um pedal duplo lembrando até o impecável e lendário Satyricon, o vocal é algo de outro mundo, uma potência dentro do Harsh Vocal que não consegue em momento algum deixar a atmosfera calma, e a proposta de trazer a morte mais viva está conseguindo tomar conta de tudo, um álbum que começa da melhor forma possível com uma música infernal e magnífica.

Na melhor veia Demonaz a banda consegue trazer a música “In the Name of Nothing” com uma levada totalmente monstruosa, uma guitarra totalmente criada no Gelo e sem deixar faltar nada a banda coloca um pedal duplo da melhor qualidade e faz um som totalmente destruidor, o Black Metal dessa banda é extremamente bem feito, não falta absolutamente nada, a potência é grande, a forma de fazer a música é tão impactante e parece ser tão fácil para esses músicos incríveis, essa banda realmente consegue fazer a atmosfera ser gigante e nessa música o gutural aparece e consegue fazer a sonoridade ficar ainda melhor, tudo combinando da melhor forma possível, poucas bandas de Black Metal hoje em dia conseguem seguir com tanta potência na sonoridade, e em momento algum a banda deixa a velocidade e o amor pelo ódio morrer.

A faixa “Vortex of Horror” não poderia ter nome melhor para um som tão atordoante e magnífico, a banda consegue trazer o Black Metal verdadeiro, com a guitarra fritando uma alma de tão rápido e sempre conseguindo trazer mais impacto, mais foco dentro do ódio e nada consegue fazer essa música ser ruim.
A potência do vocal é impressionante e consegue fazer a excelente mescla do gutural com o harsh vocal fazendo com que a música fique ainda melhor, uma música impecável que tem o esqueleto e o sentimento do Black Metal das antigas, só que um tanto mais bem feito.

Charnel Ditch é uma música que começa com uma atmosfera totalmente Black Metal, uma atmosfera que consegue te fazer imaginar pessoas usando manto preto em uma colina em que uma pessoa está amarrada em uma pedra pronta para ser cortada em várias partes enquanto o Deus da Lua está vendo tudo isso, uma música que tem um baixo impecável, um instrumento que se for bem trabalhado consegue mudar tudo, e essa banda consegue fazer isso da melhor forma possível, a velocidade da música não é tão grande, é algo mais lento, uma lentidão que coloca um sentido muito grande na música, tudo fica mais tenebroso com a lentidão da banda que consegue transmitir tudo para o mundo da forma mais única possível.

Para encerrar o álbum a banda escolheu a faixa “Become Death” que tem uma construção animal, uma guitarra totalmente magnífica que consegue fazer o pesadelo ser ainda mais real, uma forma que faz com que você tenha contato com outras vidas, outros mundos, uma música que não deixa em momento algum você ficar esperando mais do álbum, essa banda é surpreendente e uma das que conseguem trazer um dos melhores álbuns de 2014 sem deixar nenhuma dúvida que o Black Metal está vivo e está ainda mais cruel e obscuro.





Postado por: Renan Martins

domingo, 7 de setembro de 2014

Excessum



Lançado em 2005 via Deathstrike Records
(Death Redemption)

Black Metal

1. Ceremonial Blessings
2. Ritual Through Holy Blood
3. The Mournful Held Within
4. Death Redemption
5. Lies of the Deceiver
6. Creations (Of the Divine Architect)
7. Bleed Eternally

8. The Luciferian Flame




Postado por: Renan Martins

Excomulgación



Lançado em 2010 via Independente
(Larvario Antisemita)

Black Metal

1. Obertura / Muerte y Fuga en La Menor
2. Letanía a Luciferosatan
3. Salmos Herejes
4. Libre por la Esclava del Demonio
5. Libido Benedictino
6. Siete Alfileres en Mis Ojos (Cap. 1)




Postado por: Renan Martins

Exanimus



Lançado em 2007 via  The Kether Crown Production
(Black Prophet's Bible)

Raw Black Metal

1. In Eternal Rotten Bog Of Life
2. The Sizzling Rain
3. Transylvania (Mütiilation cover)




Postado por: Renan Martins

Exanimus



Lançado em 2009 via The Kether Crown Production
(Taste of Tragedy)

Raw Black Metal

1. Grim Awakening in the Abyss
2. The Last Prayer
3. In Eternal Rotten Bog of Life
4. Taste of Tragedy
5. The Return
6. And Funeral Again...




Postado por: Renan Martins

Ewiges Reich



Lançado em 2003 via Perverted Taste
(Thron aus Eis)

Black Metal

1. Einklang
2. Entarteter Geist
3. Im Verborgenen...
4. Thron Aus Eis
5. Zwischenstück
6. Im Zeichen Des Weltenwandels
7. Inferno
8. Geschenk Des Todes
9. Ausklang




Postado por: Renan Martins

Ewiges Reich



Lançado em 2011 via Eternity Records
(Blutsturm)

Black Metal

1. Einklang
2. Alpha und Omega
3. In blinder Wut
4. Der Schwur
5. Blutsturm II
6. Vorboten der Apokalypse
7. Von sterbenden Gedanken
8. Kalte Asche
9. Dezember Vollmond
10. Ausklang



Postado por: Renan Martins

Ewiges Reich



Lançado em 2001 via Dunkelwald Productions
(Ewiges Reich)

Black Metal

1. Intro
2. Feuer
3. Triumph
4. Umsonst Gelebt
5. Todessehnsucht
6. Ewiges Reich
7. Blutsturm
8. Schlachtruf
9. Mein Weg
10. Outro




Postado por: Renan Martins

Ewiger Hass



Lançado em 2010 via Horn Records
(Mordlust)

Black Metal

1. Peststurm
2. Mein Hass wird mich führen
3. Pain
4. Mordlust
5. Mörder
6. Menschenfeind



Postado por: Renan Martins

Ewigeis



Lançado em 2009 via independente
(Wolfsmond)

Black Metal

1. Wolfsmond
2. Existenzia Ad Absurdum
3. Wintergang




Postado por: Renan Martins

Ewigeis



Lançado em 2014 via Nebular Winter Productions
(Daupuz)

Black Metal

1. Daupuz
2. ...wie Schnee
3. Seelensplitter




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Ewige Wiederkehr



Lançado em 2007 via independente
(Heldenschicksal)

Black Metal

1. Einklang
2. Vom Traum großer Tage
3. Von toten Sternen
4. Zwischenspiel
5. Vom Lichtmenschen
6. Von der ewigen Wiederkehr
7. Zwischenspiel
8. Vom Heldentum
9. Vom großen Mittag
10. Ausklang



Postado por: Renan Martins

Ewig Finster



Lançado em 2012 via Razed Soul Productions
(Unterm Kreuze zum Sarg)

Black Metal

1. Leichenwahn
2. Selbstlos
3. Ewig Finster
4. Unterm Kreuze zum Sarg
5. Erblindet und erfroren
6. Hassduenen
7. Sterbhaftigkeit
8. Verfaerbung von Glaube




Postado por: Renan Martins

Ewig Finster



Lançado em 2009 via Occult Devotion
(Verborgen)

Black Metal

1. Bis zur schwarzen Ewigkeit
2. Alles vernichtende Finsternis
3. Calm Which Never Ends
4. Ritual der Selbsterkenntnis
5. Seelenklage




Postado por: Renan Martins

Evol



Lançado em 2012 via Forneus Records
(E.N.D)

Depressive Black Metal

1. Embracing the Deadline
2. Cheapthrill
3. E.N.D





Postado por: Renan Martins

Evohé



Lançado em 2005 via Oaken Shield
(Tellus Mater)

Black Metal

1. Intro
2. Through the Eyes of the Sky
3. Drawn in Fire
4. Frozen Fate
5. Terin'na
6. Tellus Mater
7. In Crowned Places
8. Interlude
9. Rotten Angel
10. Night



Postado por: Renan Martins

Evohé



Lançado em 2011 via Unlight Productions
(Annwvyn)

Black Metal

1. The Deluge of Genesis
2. The Cracks of Time
3. When the Winds Blow Over the Aging Skins
4. Hung at the Gates of Knowledge
5. Orb Tellurian
6. The Path of Awakening




Postado por: Renan Martins

Evocation of Despair



Lançado em 2012 via Urtod Void
(Auf ewig mit Dunklem vereint)

Black Metal


1. Sterbend die Wahrheit sehen
2. Elegy of Madness
3. Es schimmern schwarz die heim'schen Wälder
4. Possessed by Solitude and Void
5. Tormented by Devils




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Evocation


Lançado em 1996 via Independente
(Belial's Land)

Black Metal

1. The Morbid God
2. Dark, Flame and Blood
3. In the Circle of Devotion
4. Freezing War
5. The Sun of the Total Destruction
6. Crossing the Gate
7. Obscurity Worship
8. The Evocation




Postado por: Renan Martins

Dethroned Christ



Lançado em 2014 via Hammer of Damnation
(Only Death Shall Remain the World)

Black Metal 

1. Intro
2. Feed to the Lions
3. Necromancy  
4. Praises  
5. Master of Death
6. Fragments for a Dying World...  
7. Only Death Shall Remain the World
8. Under the Bridge of Hate (May the Weak Die on Cross) 

9. Outro


Postado por: Renan Martins

Dethroned Christ



Lançado em 2010 via Hammer of Damnation
(Roots of Ancient Evil)

Black Metal

1. The Return
2. Lycanthropy
3. Death Squadrons
4. Dethroned Christ
5. Prophecy of Neferti
6. The Art of War
7. Life After Death
8. Bael
9. Your Worst Nightmare




Postado por: Renan Martins

Dethroned Christ



Lançado em 1995 via independente 
(In My Journey to the Necromancy's Ritual)

Black Metal 

1. The Days of Apocalypse (Intro)  
2. Praises  
3. Total Perversity  
4. In Conspiracy with Satan (Bathory cover)
5. Necromancy
6. In Heatyhenish Blasphemy (In the Eternal Obscure Forest)  

7. Outro


Postado por: Renan Martins

Dethroned



Lançado em 1996 via independente 
(Corpus Dei)

Black Metal 

1. Reich Gottes  
2. Leere  
3. Der Gehörnte  
4. Brennende Kirchen  

5. Corpus Dei



Postado por: Renan Martins

Dethroned



Lançado em 1995 via Bombwrecked Harmony Records
(Finsternis)

Black Metal 

1. Chapter 1: Unterwelt (Intro)  
2. Chapter 2: A Dream of Darkness and Fear  
3. Chapter 3: My Silent Awakening  
4. Chapter 4: Finsternis  
5. Chapter 5: Winterfrost  
6. Chapter 6: Ingen Haapet Intet Foelelser  
7. Chapter 7: War in a Long and Silent Winter  

8. Chapter 8: In Nomine Lucifugum



Postado por: Renan Martins

Det Vidaapne Gap



Lançado em 2009 via independente
(The Temple of the Mind)

Black Metal 


1. Naar Solen Gaar Vekk  
2. The Temple  

3. Coda




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Detsörgsekälf



Lançado em 2014 via Apocalyptic Productions
(Abominations)

Black Metal 


1. Intro  
2. Abominations  
3. Slaughter into the Nest of Rats  
4. The Dark Light of the Last Horizont  
5. Of Blood and Iron  
6. Doctrine of Fear  
7. Mantle of Darkness  
8. The Mysterious Labyrinth of Death  

9. Outro



Postado por: Renan Martins

Disgorgement: Chamber of Depravity


Death Metal


Mostrando que ainda existe muita força e que ainda consegue ser um dos principais países do Metal extremo a Alemanha nasce novamente com a banda Disgorgement.

Disgorgement é uma banda extremamente desconhecida para a maioria, mas se engana quem acha que o som dela é fraco.

A banda realmente não tem uma quantidade gigante de lançamentos, mas ela mostra que isso não é necessário, ela consegue com apenas uma Demo intitulada “Exercised Fantasies” que saiu em 2008 e um álbum intitulado “Chamber of Depravity” que saiu em 2009 via Rebirth the Metal Productions a banda mostrou que a sua potencia é incrível e que seu nome merece ser lembrado.

Com o Chamber of Depravity sendo o foco, ele já começa com a música “Intro” que é uma faixa bem curta que tem um violão que mostra a calma dentro do pecado, uma forma de trazer a calma antes da dor, uma música excelente que faz do instrumental algo impecável dentro do álbum.

Logo em seguida nasce o terror sem piedade da música “Artifacts Of Abomination” que tem uma bateria totalmente rápida, um pedal duplo que não perdoa em momento algum, você consegue logo de cara notar que a banda é uma máquina das mais potentes e que não deixa em momento algum a potencia de lado, uma das melhores formas de começar o álbum, a potencia que está no vocal também é muito grande e muito compatível com a bateria que consegue trazer com um gutural muito potente o medo que nasce da alma, uma música incrível e bem feita, uma música que faz o álbum ter ainda mais impacto.

Se logo de cara temos uma introdução muito bem feita que consegue trazer uma alma bem atmosférica e uma arma potente na segunda música, então o álbum não poderia perder espaço, não poderia chegar e ficar fraco, e ele não fica fraco em momento algum.

Torments Of The Deceased é o nome da outra potente música que faz esse álbum ser incrível, mas dessa vez a música aparece ainda rápida, mas um tanto mais lenta que a anterior, essa música deixa nítido o lado macabro da banda, um lado em que você consegue se colocar no cenário da morte, morte que te faz querer torturar e vender os pedaços da sua vítima em um mercado totalmente sujo, uma banda impecável que faz do fogo a sua casa, uma música que tem muita potência em seus riff’s, a guitarra realmente consegue destruir e fazer que essa faixa seja algo impecável com tanta brutalidade em seus riff’s.

Todas as músicas desse álbum conseguem trazer a força e o lado Death Metal da melhor forma possível, mas a música “Inhuman” consegue mostrar o baixo da melhor forma possível, um baixo que faz com que você sinta a fúria nascer ainda mais potente, ainda mais violenta e a música tem um ritmo totalmente Death Metal antigo, mas conta com riff’s e pedal duplo da melhor forma possível, uma música que consegue mostrar o poder da Alemanha no mundo, um país que nasceu pra ser gigante, um país que nasceu pra ser lembrado de todas as formas.

Uma das coisas mais impactantes dessa banda é conseguir mesclar o gutural impecável que vai da parte mais profunda do mundo até o lado mais ardido de um drive muito bem feito, de um drive extremamente sensacional que consegue dar ainda mais forma de peso pra faixa que não fica nunca cansativa, a banda realmente é magnífica.

A música Ornaments Of Death consegue mostrar bem o lado de ambas as técnicas, mas ainda o gutural é predominante.
Essa  faixa consegue trazer o lado mais cru da banda, um lado mais puxado pras veias antigas do Death Metal e isso combinou perfeitamente, combinou da melhor forma possível, o baixo aparece com muita força e não deixa em momento algum o som ser fraco, sempre fazendo tudo ser mais impactante.

Where Your Gods Die começa de uma forma totalmente baixa e muito técnica, conforme a música vai acontecendo o som vai ficando mais impactante e quando chega o vocal ele predomina no drive rasgado em  um impacto muito grande com o sangue sendo jogado sem medo algum no olho de todas as pessoas, essa música é impecável, essa banda é realmente um orgulho para o Death Metal e para a Alemanha, Alemanha que consegue sempre superar sua potência e técnica lançando sempre algo mais magnífico e mais criativo, realmente um país único que nasceu pra ser lembrado.


Postado por: Renan Martins