sábado, 16 de agosto de 2014

Ichor: Depths



Death Metal/ Deathcore


Ichor, a banda que carrega a bandeira da Alemanha sem piedade, mostrando sempre a classe e a potência de um som impecável.

O Deathcore sempre conseguiu uma base de fãs grande, mas nunca conseguiu superar o Death Metal, quando juntou o Deathcore com o Death Metal à banda Ichor mostrou como conquistar o mundo com seu som diferente.

Em seu álbum intitulado “Depths” que saiu via Bastardized Recordings a banda deixou claro que a sonoridade seria esmagadora e bem feita.

Não existe uma formula para fazer o álbum dar certo, ou para fazer o álbum ser o mais pesado do mundo nem mesmo uma formula que mostra como ser o mais grudento do mundo, porem, um álbum bom começa sempre com uma excelente arte de capa, o motivo disso é que se a banda realmente está preocupada com o álbum ela fará dês da arte algo extremamente extremo e bem feito, uma arte que sempre consegue agradar e chamar atenção sem ser forçada, no caso, a arte do álbum Depths a banda conseguiu colocar uma cor azul que deixa uma atmosfera de fundo do Oceano, uma arte impecável que consegue fazer o álbum ter o melhor começo possível.

A primeira música pulando a introdução é a “Apophis” que é uma música que começa de forma violenta e rápida, mostrando todo o empenho e toda a técnica da banda, um Death Metal com Deathcore da melhor qualidade, se você tem algum tipo de preconceito com Deathcore então está é a banda que vai mostrar o lado bem feito do gênero, uma banda que merece muito espaço, sabemos que praticamente tudo que nasce na Alemanha e acaba saindo para o mundo tem muito impacto, muita força e musicalmente essa banda é uma máquina alemã de fazer pesadelos.

A música “Ra´iroa” começa sem deixar você respirar, seu peito já começa a sangrar quando escuta de tanta qualidade.
Ra´iroa começa com um urro totalmente profundo e pesado, a falta de piedade na alma é evidente e a banda consegue destruir tudo em seu caminho, uma música excelente que consegue te grudar mais ainda no caminho para amar o álbum, a banda quando aposta em uma bateria um tanto mais quebrada também acerta muito no gênero, uma forma sensacional de destruir tudo, a guitarra consegue criar sempre um ritmo rápido e melódico ao mesmo tempo, o objetivo da banda é juntar o Death Metal com o Deathcore, porem, o lado do Deathcore aparece com uma forma maior na sonoridade da banda, mas claro que o Death Metal não está morto, ele está apenas criando uma atmosfera no baixo em algumas músicas.

Falando em música mais puxado pro lado do Death Metal a banda apostou todo o seu lado Death Metal com a música “While Giants Sleep” que pode talvez ser considerada a melhor faixa do álbum, esse título não seria um absurdo, mesmo o álbum tendo uma quantidade muito grande de músicas excelentes e de riff’s que fazem você querer destruir tudo, essa música te consegue transmitir o ódio e consegue fazer o Death Metal aparecer da forma mais nítida possível em determinadas partes, claro que o Deathcore ainda manda, mas a banda consegue juntar ainda mais os gêneros nessa música e escolhendo sempre a ordem correta para fazer um álbum, essa música não poderia estar em outro lugar do álbum, ser a faixa de número 4 fez com que esse álbum ficasse ainda melhor, pois mostrou um lado mais diferente que consegue garantir o retorno das pessoas para escutarem o som dessa banda extremamente extrema.

Outra música que consegue mostrar um lado animal do álbum é a “The Beasts Approach” que tem uma sintonia excelente dos instrumentos, uma bateria extremamente rápida e seca que lembra o Death Metal mais clássico e o vocal que é um gutural excelente muda do gutural mais seco para um gutural ainda mais potente, um gutural ainda mais destruidor, quando você escuta essa música você consegue encontrar um buraco em sua alma, uma música que te faz entrar em um mundo totalmente diferente, um mundo em que você está caindo no seu profundo pesadelo e só tem um modo de sair de lá que é se tornando um pesadelo de alguém, uma forma realmente impecável de construir a música, a guitarra aparece criando riff’s excelente e um solo que faz total diferença na música, esse solo consegue fazer a música se tornar mais melódica e ainda mais agradável, a bateria consegue ganhar mais peso e mais velocidade conforme o tempo, uma banda que realmente não tem medo de soltar o braço e a perna para criar algo impecável, o baixo aparece ao fundo sempre criando a atmosfera atormentadora que ele tem poder de criar, a quebra de ritmo que acontece nas músicas fazem com que você consiga escutar de forma mais fácil o baixo e isso é realmente genial, pois a banda consegue mesclar realmente os dois gêneros que ela está com o foco de seguir e sem perder tempo ela consegue fazer com que você escute ambos sem um tampar o outro, ambos excelentes e sempre quebrando todas as barreiras.




Postado por: Renan Martins

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