quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Crescent: Pyramid Slaves



 Blackened Death Metal


Colocando como tema das letras o lado mais interessante possível da mitologia egípcia, certas bandas conseguiram ganhar muito destaque e isso apareceu tornando um grupo muito bem criado de bandas que conseguem fazer um som totalmente criativo e com muita poesia em suas letras, com muito conteúdo bem pensando.

As letras bem pensadas fazem com que essas bandas que apostam em falar de assuntos históricos ganhem certa fama por sempre trabalhar com um som diferente, toda a atmosfera conta e o trabalho nunca fica apenas nas músicas, a parte da arte de capa é o começo mágico de bandas que fazem esse tipo de letra.

Crescent é uma banda que consegue mostrar muito bem o que é começar um álbum da melhor forma possível com seu trabalho mais recente, o álbum intitulado “Pyramid Slaves” que tem dês da arte de capa até o ultimo riff tudo muito bem feito, muito bem construído, uma forma muito interessante é que a banda consegue transmitir o seu som sem deixar nenhuma falha, sem deixar com que em algum momento a música fique cansativa.

Saindo um pouco do lado Brutal Death Metal que ficou marcado com o Nile apostando nesse tema das letras, a banda Crescent mostrou logo de cara, logo na primeira música como fazer um som impactante.

Gates of the Sun é a primeira música, e muito diferente do que todos estão esperando a música não é um instrumental, essa banda não aposta nisso, a atmosfera do começo te faz entrar completamente em um cenário de deserto, um cenário totalmente seco ao mesmo tempo muito poético e quando entra o instrumental conseguimos notar a criatividade e capacidade da banda que faz da bateria uma espécie de tumba que consegue fazer Anubis sorrir, uma bateria eletrizante uma marca sensacional da banda, uma das coisas mais interessantes dessa banda é a parte um tanto separada dos instrumentos, no caso, o separado não quer dizer que todos estão tocando algo diferente, mas sim, que nenhum ofusca a sonoridade do outro, a potência não foge em momento algum de nenhum instrumento e se tem pessoas que tem dificuldade em escutar o som tremendamente turbulento do baixo está música consegue mostrar da forma mais clara possível como é potente o som desse instrumento impecável.

A segunda música começa de uma forma mais brutal que a anterior, a banda aposta com seu Blackened Death Metal em uma sonoridade que lembra até o puro e excelente Brutal Death Metal/ Death Metal tradicional, uma banda realmente excelente que merece ter muito reconhecimento pelo trabalho impecável que faz.
A segunda música intitulada “Ra-Men-Kheper” começa com uma força impecável e faz a bateria trabalhar na velocidade da luz, o pedal duplo da bateria consegue criar uma forma muito destruidora dentro do trabalho da banda, a guitarra dessa música consegue criar uma atmosfera muito interessante, ela faz com que você fique pulando da noite pro dia em sua mente enquanto você olha nos olhos do seu maior pesadelo, uma fumaça negra aparece olhando dentro de sua alma enquanto você tem que lidar com seu pior medo sozinho, o vocal dessa banda é impecável, um gutural de extrema potência que faz a atmosfera ser cada vez mais potente e quando junta todos os instrumentos e o vocal você consegue notar que a banda tem uma diferença muito grande das outras que estão seguindo nesse gênero, uma banda muito bem construída que mostrou o motivo de estar ganhando uma base de fãs sólida.

An Ode To Qadish é uma faixa que consegue transmitir algo muito importante, pois a banda aposta em fazer um Blackened Death Metal e a parte do Black Metal quase não aparece ao decorrer do álbum, a parte do Death Metal fica muito mais nítida, mas conforme você vai escutando você consegue encontrar certos momentos em que o Harsh Vocal, no caso, vocal do Black Metal aparece fazendo um apoio para o gutural e isso deixa muito diferente o som da banda, pois deixa um tom de dor e euforia na música, deixando ela cada vez mais excelente.

Falando em excelente a banda não poderia deixar de encerrar um álbum de tamanho impacto de qualquer forma, a música tem que ser a melhor, tem que ser a mais impactante, se de fato é a melhor é algo questionável, afinal, só tem música boa no álbum, mas a ultima música intitulada “Fallen Kingdom Of Men” é uma música que consegue fazer o álbum ter um fim clássico, um fim que surpreende pela incrível quantidade de atmosfera e peso, a banda não aposta no instrumental, todas as músicas são bem pesadas e bem construídas, uma banda realmente que tem tudo para conseguir fazer o país Egito crescer ainda mais no mundo do Metal carregando sempre esse tema magnífico que é a história e cultura desse lugar tão único.



Postado por: Renan Martins

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