sábado, 24 de maio de 2014

Sacristy: 4444



Do gigantesco e amplo cenário do Black Metal, nasceram várias bandas que conseguiram até hoje fazer história com sua música impactante e sombria.

Infelizmente não são todas as bandas que conseguiram uma grande repercussão, mesmo merecendo, pois a maioria tem uma sonoridade muito boa.

Uma das bandas que merecia ter um reconhecimento muito maior é a banda dos Estados Unidos “Sacristy”.

Criada em 1999 a banda conseguiu fazer uma carreira bem sólida, com 4 lançamentos, todos eles sendo álbuns, excelente álbuns, e hoje trarei o álbum “4444” para falar.

O último lançamento da banda, o álbum 4444 começa interessante dês da arte de capa, arte que capa que estampa uma espécie de espírito sendo sugado para o outro mundo, enquanto ele transmite uma aparência de dor e sofrimento, uma arte de capa realmente assustadora e muito, extremamente competente.

A primeira música do álbum começa com a “The Elemental Diffusion of Wisdom”, essa música tem um começo muito destruidor, ela começa com uma sonoridade totalmente rápida e muito esmagadora, ela traz a noite e te joga para um cenário, onde você imagina caminhar em um centro do inferno enquanto você vai sendo cercado por demônios, essa música não poderia ser melhor, sem dúvidas, a banda acertou muito em criar essa faixa, muito mesmo, foi a melhor forma de dar início ao álbum.

Puxando diretamente para a segunda faixa do álbum intitulada “To Gage the Heavens”, essa música já começa com a sonoridade mais crua do Black Metal, sem riff’s tão pesados, mas tudo puxado pro lado mais intenso.
A guitarra está em uma melodia muito incansável e cria uma atmosfera em momentos de apavoro e em outros momentos um tom muito épico, para construir um Black Metal da melhor qualidade, essa música conta com quebras de ritmo, ela começa bem mais rápida do que ela se torna ao decorrer da música.

A faixa três, lendária faixa número 3, e essa não é diferente, uma música sensacional com uma potência gigante que não para um minuto.
É muito importante falar do baixo dessa música, muitas pessoas tem dificuldade em achar o baixo na música, em distinguir o som dele mesmo que ele esteja nítido, mas no caso dessa banda, e dessa música, o baixo é muito nítido, ele representa o trovão que aparece ao fundo, e ele tem uma importância muito grande, pois ele cria a obscuridade em vários momentos, e no caso dessa música, tudo vira negro.

A faixa título “4444” vem com uma potência absurda, um caos total em seus riff’s, uma verdadeira obra de arte criada para ocupar um álbum que consegue suportar tamanha qualidade dessa música.
Não é fácil dizer qual é a faixa melhor do álbum, esse trabalho está realmente completo, está lindo do começo ao fim, a estética dele está perfeita, o trabalho da banda está impecável e é admirável a criatividade dos músicos para conseguir construir algo tão real e tão melódico ao mesmo tempo, a junção perfeita para uma noite mais intensa.

Mostrando mais o lado melódico vem a música “Venomous Skum”, que tem uma melodia muito soturna com a guitarra criando tudo que é de ruim em sua mente forjada ao mais puro caos.
Essa faixa se trata de um praticamente instrumental onde a guitarra entra em destaque e cria solos incríveis e rápidos ao ponto máximo, e a guitarra chora em uma noite de delírios.

The Void Between Nothing and Nothing essa faixa vem com uma sonoridade muito mais puxada para a “DEMO” do que uma gravação do álbum, porem é uma música excelente que mostra o lado mais cru ainda da banda, mais antigo, que da um toque em especial para esse álbum que está completo, e para encerrar o álbum vem a faixa intitulada “Suicidal Wood of Despair (Bonus Track)” essa música começa com toda a atmosfera possível, um som de água como se tivesse um barco navegando em uma água indo para a caverna que fica atrás das águas, e chegando lá ele se prepara para o ritual mais obscuro já feito. 
Não teria forma melhor para encerrar um álbum que essa sem dúvidas essa banda se superou e mostrou que o Underground esconde as melhores bandas de todos os gêneros.

Postado por: Renan Martins

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