sábado, 10 de maio de 2014

Ragestorm: The Thin Line Between Hope and Ruin



Com muito peso hoje não vamos ter o Black Metal, mas teremos o Death Metal, e ele vem de um dos maiores países dos últimos tempos no cenário mundial.

A Itália vem trazendo uma grande quantidade de músicos e artistas e bandas excelentes, e esse pais conseguiu crescer mais ainda com o lançamento mais recente do Fleshgod Apocalypse que pode ser considerada uma das mais completas atualmente, mas a Itália não se resume em apenas uma banda, e falando nisso vem à banda Ragestorm provando que a Itália está muito bem representada por todas as suas bandas.

Com um poder absurdo em todo seu instrumental e toda sua linha de vocal, a banda traz um Death Metal de destruir as muralhas existentes dos limites.

No álbum intitulado “The Thin Line Between Hope and Ruin” a banda provou que o seu talent e sua criatividade estão alem do comum, e que para fazer um som extremo não precisa ser repetitivo, precisa apenas ter vontade e saber usar isso ao seu favor, e a banda consegue fazer isso muito facilmente.

Começando com a faixa intitulada “The Meatgrinder Theory”, a banda já mostra seu lado brutal, e o motivo disso é que a música começa com um som de uma serra elétrica e logo depois entra o som do instrumental, uma bateria totalmente destruidora, uma bateria incansável que tem um pedal duplo excelente, esse pedal é formidável e dá um peso absurdo para a banda que não falha em sua criação.
O destaque não está apenas no pedal da bateria, essa música é muito alem disso.
Essa música conta também com uma guitarra muito interessante em um riff muito pesado e um baixo totalmente brutal que dita uma atmosfera muito obscura e cruel, o vocal muda do gutural extremo super fechado para o drive quase Harsh Vocal, e essa música alem de ser carregada, ela também tem quebras em seu ritmo, e isso deixa tudo mais interessante.

Seguindo esse álbum que começou da melhor forma possível com essa faixa genial, vem à faixa intitulada “Debt Ritual”.
Essa faixa é algo monstruoso, ela tem uma narrativa no começo como se o mundo estivesse em guerra e as cidades estivessem sendo evacuadas e você consegue se colocar em um cenário totalmente destruído com bombas explodindo ao seu redor, e com muito sangue por todos os cantos, e no caos sua alma se perde.
Essa música tem uma guitarra bem mais melódica do que a faixa anterior, ela conta com uma quebra de ritmo também, e diferente totalmente da primeira, ela não tem o Gutural extremo como vocal, ela tem o drive agudo que parece até o Harsh Vocal do Black Metal em alguns momentos.

Essa terceira faixa é diferente das duas anteriores, ela tem uma sonoridade bem mais rápida, ela já começa muito rápida e vai assim até o fim.
Intitulada “Polysilicotetrapropyvinylfluorethalene”, essa música apresenta um lado muito elétrico da banda, lembrando bastante o Thrash Metal, mas o que predomina ainda bem é o Death Metal, e o pedal duplo do Death Metal está na banda e consegue fazer um som como se o mundo estivesse sendo retalhado, como se tudo estivesse sendo esmagado enquanto fica em seu caminho.

Falando em faixa diferente vem a faixa de número 4, música intitulada “Moloch”, essa música é muito boa, e ela tem uma introdução bem diferente, ela não tem uma introdução já totalmente esmagadora, essa introdução é bem mais técnica e quando começa a música toda por completo, o ritmo não é tão rápido como as anteriores, mas não deixa de ser muito incrível.

E se você não ouviu ainda aquela música que vai testar o vocal realmente, aquela música que tem gritos e urros potentes, você vai se deparar com ela agora na faixa “Idiocracy”, essa música vem com um peso muito grande e no começo ela tem um grito sensacional, e esse grito da uma atmosfera totalmente caótica para a música, música que tem muita mudança de ritmo, mas não perde sua qualidade, mesmo assim, a banda consegue fazer o Death Metal dela da melhor forma possível.

Nunca duvide do potencial de uma banda italiana, elas são incríveis e surpreendentes, e a prova viva disso é a música “Hari Seldon's Speech” da banda.
Essa música é tão atmosférica, tão carregada, e tem uma sonoridade tão interessante que te faz entrar em um cenário quase que “Half Life”, é como se você estivesse acordado em um laboratório e estivesse ouvindo a voz do doutor que fez experimentos com você, e com isso você vai recuperando a memória e vendo que você está em outro mundo, e que não tem mais como voltar, a única coisa que pode salvar sua vida é ir até o fim, e lutar contra a morte.

Uma outra faixa muito interessante e já perto do fim do álbum, é a “Soldiers Of A Lost War”, essa música tem uma sonoridade diferente do Death Metal tradicional, e essa faixa vai para o topo e tem até breakdown, uma faixa excelente.

E para encerrar esse álbum que apresentou da melhor forma possível a bandeira de três cores da Itália vem a última música intitulada “Reaching The Impossible”.
Reaching The Impossible é uma faixa que já começa totalmente elétrica, uma excelente faixa que tira o fôlego, e passa do drive para o gutural, é a melhor forma possível de encerrar um álbum com essa qualidade.



Postado por: Renan Martins

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