sexta-feira, 9 de maio de 2014

Necrohell: Carpathian Nights



Com uma base genial eu escolho falar da incrível e impecável banda Necrohell.
Essa banda é uma junção de muito sentimento e muita qualidade e ela faz um som muito próprio, muito próprio mesmo, mas sem deixar o Black Metal de lado.

Exigindo muita atenção essa banda em seu lançamento intitulado “Carpathian Nights” apresenta um trabalho tão incrível, tão único tão completo que faz você tremer e querer ouvir mais de uma vez de tão real que é o Black Metal criado por essa banda.

Lançado em 2011 via Dark Side Records essa banda criou algo que era pra sair bom e saiu ainda melhor, e começando o álbum com a faixa intitulada “Acid Vision Of His Palace” a música já deixa totalmente o ar de destruição e euforia vivo dentro da sua alma, a banda canalizou tanta energia negativa quando foi criar esse álbum que ela conseguiu transmitir isso muito facilmente, e o álbum tem muita técnica e por mais que seja um Black Metal único que traz a raiz do Old School, ele não deixa de lado todo o lado melódico também, e fica muito evidente o Melodic Black Metal em algumas passagens, a guitarra em sua completa criação é muito rápida e consegue criar uma atmosfera turbulenta na mente.

A música seguinte é a tão aguardada música “faixa título” que todo mundo sempre aposta ser a melhor do álbum, mas nesse caso é diferente, é difícil apontar a melhor música do álbum assim tão rápido, mas é uma excelente música sim, ela tem uma melodia muito frustrante, é como se você estivesse em uma noite triste e estivesse tomando uma decisão muito difícil se vai continuar vivo ou não, e com muita agonia no coração você abre a porta do seu carro, dirige sem rumo para o fim do planeta e quando chega perto do nada você sai do carro sem saber onde você está e atira em sua própria boca, acho que esse é o retrato mais real que eu posso imaginar da construção dessa música.

A faixa seguinte à música de número três tem um começo eletrizante que lembra, ou melhor, mostra o verdadeiro Black Metal mais uma vez, o vocal dessa música é totalmente rasgado, um Harsh vocal em um tom muito seco que faz parecer que a pessoa está sussurrando em seu ouvido, essa música se torna ainda mais incrível pelo fato de ela ter pedal duplo, e a guitarra fazendo um riff que cria notas mais agudas e depois muda rapidamente para notas mais graves faz com que você se sinta em um local totalmente escuro, provavelmente dentro de uma casa abandonada onde tudo está quebrado, e a pouca luz que existe é da lua que está fácil de observar pelo fato da casa estar destruída e quando você menos espera uma quantidade gigantesca de corvos começa a voar ao seu redor criando uma nuvem negra de pássaros.

A seguinte faixa intitulada “Dead Black Funeral” é bem diferente das anteriores, é muito interessante falar sobre isso.
São poucas as bandas que conseguem mudar um pouco em suas músicas, a maioria segue um padrão do começo ao fim, criando uma sonoridade bem repetitiva para o seu álbum e você escuta todos os álbuns da carreira e parece que você está ouvido uma música por horas, mas isso não acontece com essa banda, a banda Necrohell tem uma sonoridade bem única e quando ela tenta atacar, ou seja, quando ela tenta modificar seu som, apostar em algo mais melódico ou mais cadenciado ela não erra, e nessa faixa ela acertou.
A sonoridade dela no começo é bem mais lenta, é uma sonoridade bem mais complexa e essa música conta até com solos de guitarra, mostrando que a aposta em coisas novas é sempre valida se estiver sendo executada por alguém que sabe fazer o que está na proposta.

Uma música bem diferente das anteriores, mas bem diferente mesmo é a “Offspring Of A Divine Orgy”, a faixa de número 6 do álbum.
Essa música ela tem uma bateria mais cadenciada e uma guitarra muito rápida nos riff’s, e o vocal é muito mais poético e sentimental, e sim, isso é possível de ser feito mesmo se você estiver fazendo Harsh Vocal, e é incrível como a banda conseguiu acertar nisso, mostrando mais uma vez que ela é uma banda bem diferenciada.

E falando em cadência, não posso deixar de falar da penúltima música desse álbum, a faixa que é intitulada de “Thy Infernal Majesty” é de fato sensacional e muito mais cadenciada que as anteriores, a bateria é muito mais cadenciada e a guitarra também.
Essa música não tem aquela troca frenética de notas que existe nas músicas anteriores, ela é mais cadenciada em seu completo.
E para encerrar esse álbum sensacional de uma banda difícil de falar pela tamanha qualidade, foi escolhida a música “38 Xiliosta (38 Millimeter) (Adiexodo Cover)” essa música é incrível e conta com um banho único totalmente atmosférico e uma guitarra que não para um minuto, ela cria tanta melodia nessa introdução que é um absurdo, mas essa música é sensacional e encerra o “Carpathian Nights” da melhor forma possível, encerra o álbum com a cara da banda, com muita técnica e muita potência.




Postado por: Renan Martins

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