terça-feira, 20 de maio de 2014

Hyperborean: Mythos of the Great Pestilence



A Noruega de fato teve muita importância para o cenário do Black Metal, talvez o país de maior importância, mas um país que vem trazendo excelentes bandas do cenário underground e com os mais variados subgêneros é a Suécia.

Suécia, esse magnífico país traz uma banda que é sensacional até o ultimo suspiro.

Hyperborean essa banda que pouco se fala que poucas pessoas conhecem infelizmente, pois a banda tem uma sonoridade incrível.
Essa banda tem uma sonoridade muito interessante, e muito soturna.
Poucas são as vezes que você consegue escutar um Melodic Black Metal ou um Experimental Black Metal de qualidade completa que mantém o Black Metal real ainda vivo, e nesse caso a Hyperborean consegue de forma muito simples trazer isso, uma melodia de extrema importância com o Black Metal real.

A banda tem uma carreira com excelentes lançamentos, e já tem bastante tempo de atividade, atividade que teve início em 2000.

Seria impossível falar dessa banda e não falar do álbum “Mythos of the Great Pestilence”, álbum mais recente da banda e que surpreendeu á todos com a qualidade excelente e amedrontadora.

Na primeira faixa intitulada “Hail Dystopia”, a banda já deixa claro que certas coisas do Black Metal cru, Black Metal antigo não vai mudar, exemplo excelente é a bateria que continua rápida e muito potente com o pedal duplo incrível, o vocal é excelente um Harsh Vocal em um tom excelente demonstrando totalmente todo o sentimento do músico, isso é genial e entra em uma combinação perfeita com o instrumental em geral.
E se você esta achando que a banda vai ter um Melodic Black Metal cansativo sem força, você se engana, pois a melodia está na guitarra totalmente rápida com riff’s obscuros e que constroem uma verdadeira poeira do caos na mente de todos.

A segunda faixa intitulada “The Great Pestilence”, começa com um tom de obscuridade muito maior, esse tom de obscuridade é construído pela guitarra que com um som progressivo só que muito distorcido cria uma euforia na noite mais densa.
O vocal dessa música consegue abrir um mundo totalmente diferente, ele mostra o impactante Harsh Vocal de ódio e te coloca em um cenário completamente destruído onde você caminha em uma noite correndo de sombras que ditam o ritmo do seu verdadeiro pesadelo.

Seguindo no álbum por ordem, a faixa de número três é sempre a querida dos álbuns, a faixa que tem uma sonoridade diferente, um impacto profundo e que consegue te prender para ouvir o álbum todo, e isso é colocado em prova com essa banda que mostra que essa terceira faixa intitulada “Bring Forth the Dead Man” é uma música genial provavelmente a melhor do álbum.
Bring Forth the Dead Man não tem só uma atmosfera obscura, ela consegue mudar muitas vezes o ritmo dela, em certos momentos ela está mais rápida com a bateria destruindo tudo que existe em sua frente, em outros momentos você se depara com uma música mais rápida ainda e sem falar do vocal que é excelente, nessa música apresentando um lado ainda não conhecido, uma espécie de Harsh Vocal muito mais fechado criando quase que um gutural, essa música é sensacional.

Falando em música sensacional, não poderia ficar de fora uma música tão marcante quanto a faixa intitulada “Änglamakerskan Hilda Nilsson”, essa música é uma pedrada na nuca de todos os que um dia duvidaram dessa banda que hoje mostra a sua qualidade de forma impressionante.
Essa faixa é muito criativa, ela muda muitas vezes também de ritmo e consegue te fazer entrar em todos os sentimentos possíveis enquanto escuta, mas o maior deles é o de euforia dentro de um caos.
O vocal dessa música está sensacional, mais pesado e ao mesmo tempo ele consegue demonstrar toda a sua dor, é uma verdadeira obra prima.

E mudando o mundo por completo vem a música “On the Nature of Mankind”, essa música é uma verdadeira mudança real no que você estava acostumado até então no álbum, mas isso não é pra musica toda, ela tem de fato uma atmosfera um pouco menos carregada, mas ela tem o mesmo tom de Black Metal das anteriores, o motivo dela ser tão diferente é a introdução criada pelo violão que espanta pela qualidade e que deixa muito camuflado a potência da música, deixando mais vivo ainda o lado poético dessa magnífica banda.

Um álbum excelente não poderia terminar de forma ruim, e prova disso é a música “(Don´t Fear) the Reaper” que foi a escolhida para encerrar essa verdadeira obra prima que eu realmente admiro.
A qualidade dessa música é gigantesca, ela começa com riff’s muito melódico e não tão carregado, é tudo muito poético e ao mesmo tempo muito bem feito, essa banda se superou e fez a Suécia se tornar ainda maior no cenário do Black Metal.




Postado por: Renan Martins

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