terça-feira, 13 de maio de 2014

Draugadróttinn: Where The Sea Gives Up It's Dead



Com essa proposta incrível de falar do underground eu não posso deixar de falar de certas bandas.

E procurando sempre trazer o material mais impossivelmente conhecido para todos, eu preciso falar da minha querida banda que tem uma sonoridade incrível que é Draugadróttinn.

O som dessa banda é algo muito incrível e peculiar ao mesmo tempo, peculiar não por ser ruim, mas sim por ser algo extremamente único e diferente de tudo existente, prova disso é que ela tem como foco em algumas músicas o violão, e faz um som tão melancólico, tão impecável e tão impactante ao mesmo tempo em que consegue surpreender á todos.

E começando a falar do álbum magnífico intitulado “Where The Sea Gives Up It's Dead” ele tem uma arte de capa fantástica, algo único, de tocar a alma, e igual à sonoridade.
A arte de capa é algo pálido, um retrato de guerreiros na neve indo à busca da glória, e como não amar isso em tamanha melancolia?
A forma que a arte de capa consegue ilustrar a dimensão do sentimento demonstrado no álbum é algo sensacional.

E falando da primeira faixa, magnífica primeira faixa intitulada “The Sun of the War-Gods”, essa música tem uma introdução muito única.
A introdução dessa música começa com um violão melancólico, extremamente melancólico que traz uma narrativa da saga na ilha do gelo.
O cenário construído pela banda é de enquanto toca essa linda canção a neve vai caindo e deixando o mundo cada vez mais branco por estar coberto de gelo.
O vocal dessa banda é algo perturbador, porem, ao mesmo tempo combina perfeitamente com a melancolia da banda, é uma verdadeira potência junto de uma tristeza que vem direto da alma, algo muito real, não tem nada de mentiroso nesse álbum, é tudo feito pela mais pura calmaria da alma transmitida pela guitarra em junção da bateria com o baixo e do desespero transmitido pelo vocalista em seus berros extremamente agudos que parecem ecoar em um mar de neve sem fim.

A segunda faixa do álbum vem com uma duração bem mais reduzida que a faixa anterior, essa música tem apenas 6 minutos, que é o tempo normal de uma música, mas a anterior tinha 11 minutos, e são 11 minutos muito bem distribuídos, sem deixar nada fora do lugar, sem deixar pontas soltas, um som muito bem construído e muito bem executado, mas falando da segunda faixa intitulada “He Himself Inspired the Terror of Ships”, essa faixa tem uma melancolia tão grande quanto a anterior, só que nessa a tristeza consegue ganhar mais destaque, um destaque bem avançado, e essa tristeza tão carregada na guitarra com esse toque fúnebre carrega sua alma para chorar junto dessa canção tão bem composta.
O vocal dessa música tem uma potência muito grande, a forma aguda de o vocalista demonstrar sua dor ficou perfeita em todas as faixas, uma música que atinge a alma muito facilmente e consegue fazer você sentir o feeling dos músicos dessa banda tão triste, porem com muito brilho e técnica.

Algo muito interessante desse álbum, é que a banda conseguiu trazer uma sonoridade muito única que expressa toda a dor da alma em um puro Depressive Black Metal sem deixar um lado em destaque, a banda conseguiu colocar perfeitamente a quantidade melancólica junto com a quantidade de Black Metal Old School dando vida, para esse formidável trabalho.

A seguinte faixa é como se fosse a trilha sonora da morte, ela não tem um toque de melancolia, ela tem um toque de euforia mental de pura tristeza antes de um possível suicídio, essa banda traz uma sonoridade tão única que é espantoso o fato de poucas pessoas conhecer o trabalho dela.
Into the Waves Below a faixa de número 3 do álbum te joga em um cenário como se tudo estivesse dando de errado na sua vida e você acabou de perder algo muito importante para você que mudaria sua vida para sempre, e com as lagrimas escorrendo de dor em seu rosto você anda cambaleando pela rua enquanto chove e você molha eu corpo que já anda sem esperança, onde você termina se entregando aos braços quentes da morte que te leva para um sono profundo e eterno.

E para encerrar esse álbum que está muito acima do nível de muitas outras bandas do Depressive Black Metal, vem a maior faixa do álbum que é intitulada “Escaped to Endless Rest”, essa música de 11 minutos e 18 segundos tem uma guitarra ao fundo que consegue dar um tom muito confortável para a mente enquanto  o vocal transmite toda a agonia possível da alma, é sem dúvidas uma obra prima esse trabalho, um álbum que faz uma banda para muitos desconhecida se tornar algo gigante, um lançamento da melhor qualidade colocando o nome Draugadróttinn no topo das melhores.




Postado por: Renan Martins

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