quinta-feira, 1 de maio de 2014

Deathrow: Gateways to Oblivion




A Itália sempre apresentou uma grande capacidade musical, e é incrível como praticamente todas as bandas desse lindo país consegue trazer uma sonoridade de muita classe, muita técnica e muito particular com toda a criatividade e técnica.

Dentro do Gênero do Black Metal, a Itália também apresenta grandes nomes, mas o underground dela é o interessante, e as bandas escondidas nas sombras trazem uma incrível sonoridade, um bom exemplo disso é a banda Deathrow, essa banda é tão única quanto uma chuva que cai em um dia frio e lava sua alma depois de muito sacrifício em vida.

No álbum “Gateways to Oblivion” lançado em 2008 à banda apresenta uma sonoridade tão mágica que faz o mundo conhecido se tornar uma grande névoa de sentimento e logo na primeira faixa intitulada “A Lifeless Tomorrow”, a banda já deixou evidente o quanto é carregado seu trabalho, e muito sentimental também.
A introdução dessa linda canção conta com um toque muito melancólico que é uma verdadeira trilha sonora do despertar de uma alma inquieta e triste, a melancolia colocada nessa música só não é maior que a dor transmitida pelo vocal que assim que começa espanta com tantos gritos e com a tamanha potência contida neles, essa faixa é muito interessante, pois ela tem uma duração de 10 minutos, e se você acha que isso é um defeito, pois muitas bandas se perdem nisso, você está enganado, isso não acontece com o Deathrow, nem com essa música sensacional que tira o fôlego de qualquer um.

Logo depois dessa música tão extensa e carregada, vem uma faixa tão boa quanto, mas que explora outro tipo de sentimento, outro tipo de qualidade.
Intitulada “Hatred” a música traz uma introdução com a mesma construção da anterior, só que com uma sonoridade diferente, mas o destaque na guitarra é parecido, só que dessa vez a dor não está em meio da melancolia, a tão carregada melancolia foi trocada pela obscuridade sem fim carregada nessa música.
É impossível você imaginar a perfeição para todas as pessoas, até porque a perfeição pode ser atingida individualmente, e nesse caso a banda conseguiu atingir, essa música tem um sentimento de euforia onde você se encontra caminhando em um labirinto escuro sem saber por onde você está andando nem para onde você está indo, sabendo apenas que seu futuro não pode ser pior que seu momento atual, e assim você corre, você acelera, você tenta de tudo para acalmar a dor e a euforia que bate em seu peito, mas a única forma de atingir a calmaria é gritar até sua própria morte, a cada batida do coração é uma batida de dor e raiva que faz com que a escuridão se aproxime mais de você.
O vocal nessa música está sensacional, um Harsh vocal totalmente agudo, mas na medida certa, sem deixar que fique cansativo, uma grande potência em forma de agonia.

Eu sempre digo que um bom trabalho começa com todos os detalhes, dês da escolha da arte de capa, até a cor que vai ser a arte de capa, e esse álbum é perfeito de uma forma tão particular que ele supera um mundo e cria um universo próprio para ele, falta palavras para descrever o que realmente esse álbum tem a oferecer, e falando em escolha correta de arte de capa, a banda acertou muito na escolha da arte desse CD.
Uma figura totalmente fúnebre, com 3 cadáveres um em cada cama, e o tom melancólico e ao mesmo tempo obscuro meio pálido com um tom meio roxo, ficou perfeito, a capa perfeita para o trabalho o trabalho perfeito.

A terceira faixa intitulada “The Seed of Solitude”, é uma verdadeira obra prima, começando com uma sonoridade um pouco mais em alerta, porem com uma atmosfera muito focada no esquecimento da alma, e superando a linha entre a perfeição e o impossível, a banda conseguiu chegar no topo, distante de tudo, e perto do nada, a banda se tornou com nesse lançamento um estilo de vida, um sentimento.

A faixa seguinte de número 4 do álbum intitulada “Grey Eyes”, é uma verdadeira poesia da euforia da mente de uma pessoa que está já no estado de loucura e segue prestes a se jogar para o abismo que engolirá sua alma, a escuridão em volta dessa música é incrível, e diferente das músicas anteriores, essa faixa tem uma batida mais pesada, um ritmo mais marcado e quando entra o vocal a banda se torna obscura, sombria e matadora, uma verdadeira lamina que parte a alma em vários pedaços, a bateria em um ritmo muito interessante, faz o ritmo de um coração batendo de dor, e a guitarra junto do baixo cria a atmosfera de dor e morte.

Para encerrar esse álbum que é praticamente um mundo de sentimentos e de poesia, foi escolhido a faixa de maior duração com 13 minutos.
Intitulada “Luci ed Ombre”, a música apresenta uma voz ao fundo como se alguém estivesse sendo torturado, e estivesse muito perto da morte que procurou durante tanto tempo, essa foi a forma mais digna de terminar esse álbum, ou melhor esse turbilhão de sentimentos colocados de uma forma genial em um lançamento impecável que surpreende todas as pessoas com tamanha criatividade e qualidade, e surpreende ainda mais quando você fica sabendo que o Deathrow é constituído por apenas um membro.




Postado por: Renan Martins

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