segunda-feira, 19 de maio de 2014

Artep: Thy Will Be Done on Earth as Is Done in Hell




Após anos e anos de um Black Metal cru, onde tudo tinha que ser muito cadavérico e muito rasgado, criou-se um grande campo para a chagada de novos gêneros, no caso, subgêneros.

E em uma quantidade gigantesca, e sim, gigantescos mesmo, muitos subgêneros nasceram, entre eles o Melodic Black Metal, Symphonic Black Metal, NS Black Metal, Depressive Black Metal, Atmospheric Black Metal, Black Death Metal e todos eles com bandas excelentes e que hoje tem um respeito gigantesco dentro do Metal servindo de exemplo para todas as bandas.

Uma das bandas interessantes que conseguem apostar em fazer um som antigo, no caso, Black Metal rústico, mas que também consegue ao mesmo tempo criar uma atmosférica mais moderna lembrando bastante o Melodic Black Metal e o Symphonic Black Metal é a banda Artep.

Essa magnífica banda que aposta em letras falando das trevas, anti cristianismo, guerras e mortes, tem uma sonoridade muito particular, em seu álbum intitulado “Thy Will Be Done on Earth as Is Done in Hell” começa com uma faixa sensacional que é um instrumental muito perturbador e muito atmosférico.

Birth Of The Antichrist, esse é o instrumental de apenas 1 minuto que começa esse álbum tão bem feito.
Essa música é perturbadora do começo ao fim, e ela tem uma qualidade excelente, pois ela cria todo o cenário da banda, como se fosse uma trilha sonora de pura euforia em um castelo negro onde todos os guerreiros estão prestes a lutar pelas suas almas, mas poucos sabem que todos estão mortos e que a alma deles pertence ao Satã.

Se você é uma pessoa que se preocupa com um arranjo mais bem construído, ou então uma guitarra mais melódica, ou um teclado ao fundo criando uma atmosfera rica em perturbação, ou se você for uma pessoa que esta totalmente preocupada com o vocal que tem costume do no Black Metal ser super-rasgado em um Harsh Vocal profundo, você pode ficar tranquilo, pois essa banda consegue juntar tudo isso nesse álbum e fazer as músicas mais interessantes e com a cara própria do Artep.
Antichrist é uma música que vem mostrando tudo isso, ela mostra a bateria rápida com direito ao pedal duplo, lindo pedal duplo que consegue dar um peso e uma brutalidade ao mesmo tempo, e isso não é muito comum de ser visto em um Black Metal que aposta na sonoridade crua também.
O vocal é sensacional, um Harsh Vocal muito agudo, muito bem feito com muita tenebrosidade e técnica, e se faltava o solo da guitarra, não falta mais nada, pois a banda traz o solo sensacional da guitarra que cria uma ponte entre o obscuro e o poético.

A terceira faixa é sempre considerada a melhor do álbum, no caso, é muito difícil dizer qual é a melhor do álbum, afinal, essa banda é completa, mas sem dúvidas essa música tem uma qualidade muito interessante.
O começo dessa canção tão perturbadora se trata de um som como se fosse grito de almas sendo queimadas no inferno, fica muito nítido um cenário de um corpo sendo derretido e ele não morre com o fogo em seu corpo, ele apenas vai sentindo dor pouco a pouco, fazendo o fogo tomar conta da noite.

Com o som de um trovão vem a faixa “Crossing The Acheron”, e essa faixa tem uma potência e um som tão incrível que em particular considero ela a melhor do álbum.
O som da guitarra no começo da música fazendo um solo totalmente rápido e depois vem a bateria totalmente esmagadora, uma máquina que quebra absolutamente tudo que está em seu caminho, isso é um espanto no espírito, e o vocal está ainda mais aberto, no caso, mais agudo, mais rasgado.
O vocal do coral aparece ao fundo, dando um clima ainda mais interessante para a atmosfera da banda que parecia completa, e que agora se torna completa, e para tornar tudo ainda mais atraente, vem um vocal mais grave, lembrando muito o vocal do Shagrath do Dimmu Borgir, lendária banda do Symphonic Black Metal.

Encerrando esse álbum incrível vem a faixa “Eye Of The Serpent/Oko Hada”, essa música não deixa escapar nada, ela é completa em seu foco, ela tem muito peso e muita qualidade melódica, a Guitarra cria a noite em seu pensamento, e a bateria dita o ritmo do caminhar da morte que procura a sua próxima vítima, Artep, sem dúvidas, O Caos da Noite.



Postado por: Renan Martins

Nenhum comentário:

Postar um comentário