terça-feira, 6 de maio de 2014

Armnatt: Darkness Times



Faz muito tempo que eu não falo de certos países aqui, eu resenho bandas do mundo todo, todo o mundo tem uma qualidade excelente, e com o foco sendo Black Metal e Death Metal para resenhar, eu escolho falar de uma banda de um país que eu ainda não falei.

Armnatt, essa banda é muito interessante, ela tem uma sonoridade bem crua do Black Metal, e a sua aposta maior é no conjunto, na junção do instrumental com o vocal, e com esse som rústico a banda carrega a bandeira de Portugal e esse país tem que ser grato por ter uma banda tão boa.

É surpreendente a questão de a banda ter lançado apenas dois trabalhos e ter uma qualidade dessas, sim, apenas dois trabalhos e ela apresenta essa impactante sonoridade e eu observei e escolhi o último trabalho da banda para falar.

Intitulado “Darkness Times” o álbum já começa muito violento e com muita energia, a primeira faixa com apenas 10 segundos não dá para avaliar muito que está por vir, mas assim que começa a segunda música intitulada “Destroying Divinity”, você já se depara com riff’s e a bateria no fundo seguindo a sonoridade e depois fica tudo mais carregado com o riff seguindo a bateria, e com muita energia após o fim dessa longa introdução você já sente o Black Metal Old School nascer novamente, a bateria metralhadora não para um minuto e explora bastante os pratos e a atmosfera criada pelo baixo é sensacional, ela cria um tom que cresce com a obscuridade depois cai com ela, é um instrumento mágico que cria a perfeita alma para a música.

Seguindo esse álbum sensacional, vem à música de número três que é intitulada “Open The Gates”, e essa música não tem uma introdução cadenciada, ela já começa totalmente rápida e nessa música o vocal traz uma dor junto com uma sensacional atmosfera que faz parecer que ele está no fundo de uma caverna, bem lá no fundo atrás das pedras e ele se tornou um monstro e que não pode ver a luz, e essa sonoridade é impecável, é muito gratificante ver a qualidade do Black Metal que tem uma sonoridade tão verdadeira, uma música feita por sentimento e não para apenas vender.

E antes que você começa a pensar se vai existir a faixa título que é tão utilizado por artistas em praticamente todos os álbuns e em praticamente todos os gêneros, e eu digo, sim ela existe no álbum e ela não é uma faixa qualquer, ela tem uma sonoridade implacável que não para um segundo, é incansável o trabalho dessa banda, a introdução dessa música ganha um grande espaço e ela traz um sentimento de obscuridade que é a marca da banda que é carregada pelo baixo, só que o vocal dessa música é tão impecável e das trevas que consegue superar os anteriores e faz com que essa música seja uma das melhores do álbum.

Em um álbum geralmente grande, e por grande quero dizer com uma boa quantidade de músicas e não músicas com uma longa duração, geralmente álbuns assim tem mais de uma faixa instrumental, e nesse álbum não é diferente, ela conta com a primeira que é intitulada “Destroying Divinity” e agora na faixa de número quatro vem à faixa “And The Day Becomes Night”.

E assim que acaba o instrumental vem mais do aterrorizante e eletrizante álbum e com a música de número 5 que é intitulada “Blackveil”, a música se torna ainda mais impecável e incrível, pois ela traz um sentimento de dor diferente, sim, uma dor que está escondida no mais profundo abismo, e esse abismo só existe um fim, a eternidade.

A dobradinha das faixas “From The Depths” e a penúltima música “Forest Of Shadows” são sensacionais, mas falando primeiro da música “From The Depths”, ela tem uma batida muito forte no seu começo com a junção de todos os instrumentos e dando destaque para a batida seca da bateria que logo depois vira uma verdadeira e incansável máquina que esmaga tudo pela frente, e penúltima música, é bem mais carregada que a anterior.
A “Forest Of Shadows” tem uma sonoridade mais rústica, e a guitarra junto do baixo consegue dar um clima mais tenso ainda para a música, sem dúvida essas duas músicas seguidas fazem do álbum ainda melhor.
Esse lançamento tem uma sonoridade muito boa, e fez a banda crescer mais uma vez o nome de Portugal na cena do Metal internacional.




Postado por: Renan Martins

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