terça-feira, 29 de abril de 2014

Pestiferum: Dechus du Fléau



Faz muito tempo que certas bandas vêm apresentadas um trabalho sensacional que atinge todo mundo de uma forma muito impactante e sensacional.
Infelizmente não são todas as bandas que conseguem criar uma sonoridade diferente em seus trabalhos, mas isso não é o caso da banda Pestiferum.

Pestiferum é mais uma das bandas do Underground que vem trazendo sempre uma sonoridade excelente, e em seu álbum “Dechus du Fléau” que foi lançado em 2013 via Hass Weg Productions, mostrou uma qualidade tremenda da banda que carrega a linda bandeira Francesa que sempre lança novas bandas e sempre da melhor qualidade, e arrisco a dizer que a França é o lugar onde tem as melhores bandas de Black Metal, mas isso varia muito, afinal gosto é gosto, mas é inegável que a banda é sensacional.

E tomando como base de letras a banda não apostou em falar de Satanismo ou Demônios, mas apostou em falar de guerras e o lado Medieval, a banda faz um som muito bom, e logo na primeira faixa intitulada “Rats et Vermine, Messagers du Fléau”, a música já começa interessante com um som de ratos e logo depois já entra a guitarra muito melódica e em um ritmo muito intenso junto com a bateria, e sinceramente o vocal dessa banda é sensacional e muito impactante em seu Harsh Vocal mais grave trazendo um lado mais macabro para a música, essa faixa foi a escolha perfeita para começar esse álbum que tem uma arte de capa impecável.

A faixa seguinte de número 2 é uma mais cadenciada e que da uma destaque maior para o vocal, um vocal totalmente retaliado que parece que uma pessoa que já morreu está cantando demonstrando toda a sua dor enquanto levanta do túmulo, a eletrizante bateria que pode ser ouvida nitidamente junto dos riff’s da guitarra fazem uma atmosfera muito interessante que passa do tenebroso para o lado eufórico e agonizante da alma, sem dúvida “Ignis Plaga, Ignis Sacer” é uma das melhores faixas desse magnífico álbum.

Curationem Omnem, uma música muito incrível, ela  tem uma sonoridade muito bem construída, uma velocidade muito boa em seus riff’s melódicos e uma cadência na bateria muito interessante que traz todo um sentimento de dor e melancolia, e ao mesmo tempo de forma muito inteligente ela apresenta um cenário onde as pessoas estão gritando de agonia por estarem vivas, e com esse vocal totalmente rasgado e tenebroso a música vai ficando cada vez mais eufórica, chamativa e muito mais dolorosa, um tanto diferente da faixa seguinte intitulada “Combastio Leprosorum”.
Essa faixa continua cadenciada, e ela consegue dar um destaque muito bom para o baixo que faz uma sonoridade tremendamente potente e mesmo seguindo o lado cadenciado, essa música apresenta muito mais o lado que transmite o medo na alma das pessoas do que o lado de dor ou raiva, o medo transmitido em sua atmosfera faz com que todo o cenário imaginado mude para um mundo de solidão onde você vai viver condenado a vagar sozinho em meio ao seu pior pesadelo, essa música é perfeita, ela não deixa faltar nada, o vocal é excelente do começo até o fim do álbum, e mostra de forma muito interessante a evolução do trabalho da banda, afinal “Dechus du Fléau” é só o segundo álbum lançado pela banda, sendo o primeiro lançado em 2009 intitulado “Solstice d'Hiver”.

Des Pretres des Rites et des Défunts, essa faixa é interessante por completo, primeiro pelo fato dela ter uma introdução muito densa, e segundo porque ela remete o Black Metal Old School, com uma batida de pura raiva na bateria e com riff’s carregados e um baixo totalmente potente, e conforme vai avançando a música, o ritmo da música vai ficando mais rápido, e a faixa seguinte segue na mesma linha, porem com uma diferença, ela é ainda mais intensa, e conta com uma introdução muito boa com o vocal ditando um ritmo destruidor e nessa faixa
“Décimation du Vieux Continent Holocauste Bubonique”, a banda mostra que o Black Metal intenso existe e é sensacional em seu álbum.

Uma faixa muito diferente das anteriores, aquela faixa que ganha um destaque entre as outras, a que não poderia faltar, intitulada “Le Mal des Ardents”, a música tem uma introdução de violão que é sensacional, ela apresenta uma melancolia tremenda e deixa uma incrível atmosfera para o que está por vir ainda na mesma faixa, uma retaliação obscura de muita potência.

E com um grito de dor, nasce a música “Bénis soient ceux qui combleront la Breche de leurs Corps”, essa música é uma obra prima de outro mundo, ela tem uma introdução como se você estivesse rodeado por almas e elas estivessem gritando em sua orelha para você se sentir uma parte morta tanto quanto eles, e alem disso, a música tem uma sonoridade excelente, cadenciada e marcante.

Encerrando o álbum a faixa “Au Vent Mauvais” ganhou o direito de mostrar toda a sua classe e assim ela mostrou que encerrar um álbum não é para qualquer música.
Uma potente demonstração de obscuridade e riff’s rápidos e tudo isso fazendo uma atmosfera infernal, encerrando essa obra prima da banda da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

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