segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ocultan: Profanation



Se você procurar bem, principalmente no underground nacional você vai se deparar com bandas excelentes do mundo do metal, e se principalmente no Black Metal você vai achar artistas e bandas incríveis que não deixam faltar nada em seus trabalhos, prova disso é a banda Ocultan.

Em seu álbum “Profanation” a banda deixou b em evidente que seu trabalho é muito bem feito, embora ela tenha mostrado isso já nos álbuns anteriores, nesse ficou ainda mais impactante o Black Metal Old School.

E como de costume, um excelente álbum independente do gênero, começa sempre com uma boa arte de capa, e não foi diferente com o álbum Profanation, que consegue trazer um monte de imagens profanas e perturbada como se fosse um inferno congelado, com uma cor azulada, uma arte fantástica, onde você pode observar freiras, Jesus e o Baphomet, e já para começar b em o álbum a primeira faixa intitulada “Profanation”, tem riff’s magníficos conduzidos pela brilhante Lady of Blood, a guitarrista que é a alma da banda, o destaque maior da banda está nos riff’s cadavéricos e ao mesmo tempo muito sombrios criados por essa excelente guitarrista, a faixa é alucinante, ela não para em momento algum, e mesmo sem uma letra os gritos de fundo fazem com que essa brilhante junção da guitarra rápida junto com a bateria mais rápida ainda fique mais intenso e obscuro.

A segunda faixa “Burning the Pearl Gates”, é uma música muito impactante que faz a junção do magnífico Black Metal antigo, saturado com o Melodic Black Metal em certos momentos, o vocal dessa faixa é impecável, um vocal de raiva, muito intenso que cria uma atmosfera perfeita para a junção, e para ficar perfeita a música tem um pedal duplo, que te faz imaginar uma floresta sendo queimada enquanto um psicopata corre atrás de uma pessoa para torturar por apenas diversão.

“Ejaculating in the Nazarene's Face”, já começa polêmica e da forma mais pura, essa é a manifestação do antigo Black Metal em pura fúria nascendo, com uma bateria perturbada que não para um segundo, intensa e pesada, ela dita um ritmo de tortura sem fim, e o vocal harsh rasgado, faz com que o som fique ainda mais caótico, e se não fosse bastante em determinados um gutural se encontra com o harsh criando uma sonoridade única e que chama muita atenção, e com os magníficos riff’s da bela Lady of Blood.

Com o título de “Fuck Off The King of Jews”, a faixa de número 4 é uma das melhores do álbum, lembrando muito a faixa anterior “Ejaculating in the Nazarene's Face”, a faixa tem um destaque maior na bateria, você consegue ouvir mais nitidamente o som dela, e o vocal está mais aberto nessa, um harsh sensacional e obscuro, a bateria nessa faixa aposta em um pedal duplo e uma linha incansável que mostra toda a qualidade do baterista, e o baixo quando entra o pedal duplo fica bem mais nítido também, criando uma atmosfera caótica e perturbada para essa música incrível.

Com os mais sensacionais títulos pras faixas “Necrophilia with the Nazarene's Bitches”, é a faixa de número 5 e essa faixa é como se fosse um grito direto do inferno de um despertar de um demônio e o ritmo dessa magnífica criação gruda muito facilmente na mente de todos, é uma verdadeira criação digna de um álbum de Black Metal que pra mim se tornou um dos melhores lançamentos nacionais desse gênero impecável que traz toda a intensidade e obscuridade de uma vez só.


E para encerrar esse lançamento impecável, foi escolhido faixa instrumental “Blasphemy”. Uma faixa que não é nada calma com violão etc..
É uma faixa com pedal duplo e com direito de riff’s caóticos todo momento, um lançamento incrível e marcante para o cenário nacional.

 


Postado por: Renan Martins

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