domingo, 13 de abril de 2014

Nosvrolok: Maledictum Parasytus



Ao decorrer dos anos o Black Metal ganhou muitos seguidores, e ganhou com isso uma profunda e fiel sonoridade onde traz o lado esquecido, doloroso, marginalizado, cadavérico e intenso que habita dentro da alma das pessoas.Mesmo nascendo subgêneros do Black Metal não perdeu a potência que tinha quando foi criado, e com essa abertura dos subgêneros nasceu muitas junções colocando a parte acústica junto do rústico e intenso rendendo excelentes projetos e bandas.

E se o seu objetivo está em achar uma banda que consegue ser saturada, tradicional e mesmo assim muito tenebrosa, então não poderia faltar uma das mais surpreendentes bandas desse gênero tão incrível e único.Nosvrolok, habitando o underground a banda surpreendeu a todos com o lançamento do álbum intitulado “Maledictum Parasytus”, e se você está se perguntando o motivo pelo qual esse álbum é tão surpreendente e completo, é simples.

A primeira faixa intitulada “Darkness, In Whose Souls Linger Here”, é uma obra prima que não tem o que questionar, ela começa com um som crescendo, e fazendo uma tenebrosa atmosfera, você se sente facilmente dentro do inferno, a junção de vozes, passando do Harsh Vocal com o Gutural, faz com que você esteja ouvindo uma poesia diabólica enquanto o inferno se abre para todas as criaturas do submundo, trazerem o caos para a terra, e enquanto as vozes totalmente perturbadoras estão ecoando em sua mente, um som de guitarra contínuo está sendo tocado em uma nota obscura e dolorosa.
A faixa é tão completa que não deixa nenhum detalhe faltar, e assim que as vozes acabam você consegue ouvir a chuva caindo, e logo em seguida, um sino toca, as vozes voltam por um breve momento, até entrar o retalhador Black Metal intenso e cadavérico digno da banda que faz você entrar no ritmo muito facilmente pela sua potência e criatividade, com o vocal extremamente rasgado e incansável. Darkness, In Whose Souls Linger Here é também a maior faixa do álbum contando com 7 minutos.


A segunda faixa vem com uma introdução distorcida da guitarra e logo em seguida entra o baixo muito nítido e depois vem à bateria, tudo muito bem feito, muito bem criado e de forma sensacional, a banda consegue deixar em evidência todos os instrumentos, você claramente consegue ouvir o baixo criando a atmosfera que encorpa o obscuro e esquecido lado da banda, intitulada “Cunts-Seemingly, Salivating, Wet...”, a faixa não é tão intensa quanto a anterior, e também não conta com gutural em momento algum, mas a junção do Harsh Vocal com a guitarra fica sensacional nesse ritmo um pouco mais lento, pois consegue trazer mais para a vida o lado doloroso da banda, e com um solo de bateria sensacional, a banda consegue fazer com que essa faixa fique grudada na sua mente para sempre, e próximo ao fim da faixa, um breve solo encerra da melhor forma a música.


Winds Of The Cursed a faixa de número 3 do álbum é a menor de todas, e geralmente a menor faixa fica sendo um instrumental, mas não no caso dessa banda, ela é imprevisível, e conseguiu colocar uma energia sem fim nessa faixa que é eletrizante do começo ao fim.
Com um solo de introdução a música não perde a potência em momento algum, e o vocal retalhado ajuda muito a guiar a estrutura totalmente perturbada para o lado diabólico da 
banda.
É muito interessante ver que nessa faixa a guitarra ganha uma visualização e um espaço maior, contando com uma carga de energia crível e única, apesar de ter só 2 minutos, a música é surpreendente e consegue desempenhar um papel importante no álbum, pois a partir dela, a guitarra começa a ter mais espaço no álbum, prova disso é que na faixa seguinte intitulada “In The Vain Of Forbidden Lust”, a guitarra saturada fica muito evidente, junto com o pedal incrível da bateria, a introdução ficou perfeita.
In The Vain Of Forbidden Lust tem uma sonoridade estrondosa, e muito caótica, essa música te faz sentir a euforia de estar em uma guerra, em pleno campo aberto com bombas caindo e tudo virando pó, uma música muito bem feita, digna até o fim.  

A penúltima faixa teria que ser algo especial, e de fato ela é ela traz todo o lado antigo do Black Metal.
Não só é uma música muito bem composta e mixada, como também é uma das melhores músicas do álbum, pois ela carrega uma sonoridade um pouco mais lenta, só que tão criativa quanto às outras, e traz também o lado obscuro e com um vocal sensacional, nessa faixa o Harsh Vocal está mais aberto, trazendo mais dor, demonstrando todo o sentimento de esquecimento que sai direto da alma.



E para encerrar essa verdadeira obra prima desse gênero que sempre traz bandas e artistas incríveis vem à música intitulada “Ritus Lunae”, uma faixa muito interessante em sua construção.
Muito diferente do que você está pensando, essa faixa não é nenhuma que será retalhada para encerrar o álbum da forma mais intensa possível.
Surpreendentemente essa ultima música é o instrumental que faltava e com o começo dela você se depara com uma voz totalmente atordoante e impactante como se estivesse olhando direto para o diabo, e logo em seguida, vem o instrumental, excelente criação no violão, uma obra prima, de fato um dos poucos álbuns que não deixam faltar absolutamente nada, ele traz toda a intensidade, toda a obscuridade, toda a dor, poesia e criatividade que um trabalho marcante precisa ter, e sem dúvidas “Maledictum Parasytus” está entre os melhores.





Postado por: Renan Martins

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