sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dimmu Borgir: Godless Savage Garden




O Symphonic Black Metal vem ganhando muito espaço no cenário extremo do Metal, e não é para menos, pois a junção de orquestrar com o ritmo intenso e absurdo do Black Metal é uma genialidade.


Uma das principais bandas de Symphonic Black Metal e que até hoje vem trazendo mais fãs a cada dia é o Dimmu Borgir, banda que teve como integrante o incrível ICS Vortex hoje membro das bandas Arcturus que é de Avant-Garde Progressive Metal e também da banda Borknagar que segue mais uma linha de Progressive
Viking/Folk Metal.


Liderada pelo incrível Shagrath, vocalista da banda que também é da banda Ov Hell, o Dimmu passou pela sua época mais crua dentro do Black Metal, e é dessa época que irei falar em seu incrível lançamento intitulado “Godless Savage Garden” que foi lançado em 1998.

Mesmo tendo um tom melódico o álbum não tinha uma orquestra ao fundo fazendo uma atmosfera com a cara do Dimmu Borgir, e começando o EP “Godless Savage Garden” com um olhar diferente.

A primeira faixa intitulada “Moonchild domain” é um nível absurdo de composição agradável e extrema ao mesmo tempo, a música começa com uma guitarra com um riff meio denso, e se engana quem acha que a música vai ficar assim o tempo todo, pois logo em seguida o ritmo muda e conforme vai avançando a música vai entrando uma bateria mais rápida até chegar o pedal duplo.

O vocal está sensacional, digno como sempre foi o vocal do mestre Shagrath, em determinados momentos o vocal ganha um apoio de uma voz mais grave, um gutural juntando com o Harsh vocal dando uma atmosfera apocalíptica como se tudo estivesse em chamas, e se não fosse o bastante a música muda mais uma vez de andamento e consegue dar um tom ainda mais obscuro para essa criação fantástica da banda.


A segunda faixa já vem no mesmo estilo, e com um riff bem distorcido e lembrando bem mais o Black Metal Old School, a banda começa a trazer mais para a vida o lado intenso do Dimmu, e assim que o vocal começa a bateria clássica em blast beat entra em perfeita sintonia com o vocal rasgado de um excelente harsh que não é tão agudo e está em um tom perfeito para ser intenso e não cansar ninguém, a música ainda ganha em determinado momento destaque no teclado ao fundo, que da uma sensacional atmosfera para a música, criando um tom mais poético e dramático para essa música ótima, e seguindo com o teclado a música ganha
um ritmo mais marcado até o pedal duplo voltar e fazer tudo ficar intenso novamente.


Chaos without prophecy, uma faixa que começa a mostrar o lado mais orquestrado do Dimmu Borgir para o mundo, com uma sonoridade com mais brilho a faixa começa e segue bem mais cadenciada que as anteriores, o vocal combinou perfeitamente com instrumental e a característica única de Shagrath cantar deixa um tom de drama no ar e ao mesmo tempo faz com que imaginamos uma atmosfera destruída e com muito fogo por todos os lados.

A faixa de número 3 “Chaos without prophecy” é a maior faixa do EP com 7 minutos.
Pegando todos de surpresa a banda cria uma música introdução mágica e perfeita para a música de número 4 intitulada “Raabjorn speiler draugheimens”, com uma sonoridade muito diferente essa introdução única é o cartão de boas vindas de uma música tão sensacional quanto que está por vir, e não se engane em achar que ela é um instrumental, pois essa faixa tem vocal e é sensacional por completo.

A calmaria criada pela introdução muda e fica tudo mais rápido, com um pedal duplo o Dimmu Borgir faz o inferno nascer na música, o vocal está um pouco mais aberto nessa faixa.

Nesse  EP é muito interessante observarmos a construção dele, pelo fato de ter faixas ao vivo, provando que a banda é tão boa ao vivo quanto é nos estúdios, e a primeira música a aparecer ao vivo é a “Stormblast (live)”, uma música que eu aconselho ser ouvida na versão ao vivo, o vocal está sensacional e o instrumental tão incrível quanto, surpreendendo todos que acharam que bandas de Black Metal são ruins ao vivo.

Com um começo trevoso a faixa “Spellbound (by the devil) (live)” que vem antes da faixa de encerramento, traz o lado castelo das trevas que hoje estamos acostumados a ver no Dimmu Borgir e a ultima faixa intitulada “Mourning palace (live)” é também uma que traz na mesma linha da anterior o lado obscuro e castelo das trevas dessa banda que hoje pode ser considerada uma das maiores, isso se não for a maior banda do Symphonic Black Metal.






Postado por: Renan Martins

Nenhum comentário:

Postar um comentário