quinta-feira, 10 de abril de 2014

Demonaz: March of the Norse



Demonaz não é uma das bandas mais faladas no mundo do Black Metal, mas tem um respeito gigantesco por todos, e sem dúvidas ela merece, por vários fatores que vão alem do fato do Demonaz ser membro do Immortal, mas o músico provou em seu projeto que seu talento é impecável para criar obras primas.
March Of The Norse, o álbum que traz toda a alma de Demonaz, não deixou faltar absolutamente nada, com uma composição épica o álbum começa com a faixa “Northern Hymn”, um instrumental sensacional composto em um violão dedilhado e com uma voz no fundo a faixa se torna perfeita para abrir o álbum, preparando o ouvinte para a faixa seguinte intitulada “All Blackened Sky”.

Com sua guitarra bem épica a música te tornou uma verdadeira batalha no gelo, você consegue ver a música ganhando vida própria, e diferente do Black Metal Old School, a bateria não está tão rápida, ela está mais cadenciada, e os riff’s não são extremamente rápidos, mas são compatíveis o bastante com a bateria formando uma música muito boa de ouvir e que te faz entrar muito fácil na alma da batalha.
E se todo álbum bom tem uma sequência te músicas incríveis, “March Of The Norse” não é diferente, logo após a faixa “All Blackened Sky”, vem á faixa título “March Of The Norse” e provavelmente essa carrega o título de melhor música do álbum, a genialidade nasceu mais uma vez e conseguiu superar os limites inimagináveis com essa criação incrível.

Já começando com uma batida forte na batera e riff’s bem densos e uma guitarra fazendo uma atmosfera incrível, alem do vocal mais puxado pro drive que para o harsh vocal que estamos acostumados a ver no Black Metal, a música tem muita energia, e no ritmo de uma cavalgada em meio a uma floresta totalmente congelada em uma noite de guerra, um cavaleiro se encontra com seu exercito e vai à busca de mais um reino para conquistar, a música é sensacional e está em outro nível.

A Son Of The Sword a faixa que vem em seguir tem um som de um batalhão batendo suas lanças em seus escudos, prontos para destruir tudo em seu caminho, e sem fugir muito do que está na característica da banda e do álbum, a música tem muita energia e riff’s eufóricos, mais uma criação incrível do Demonaz.
A Son Of The Sword ganha uma criação mais melódica que as anteriores, e ao decorrer da música o vocal entra em destaque com a guitarra, dando um toque de muita classe para a faixa fazendo ela ser muito fácil de absorver, um trabalho admirável.

Where Gods Once Rode não tem um destaque tão grande assim na bateria, mas nessa faixa fica bem mais evidente o baixo na música, e contando com a presença de um coral no começo da música antes de entrar o vocal, a faixa é repleta de boas escolhas, o destaque maior estando na voz e na bateria “Where Gods Once Rode” traz novamente o espírito de um guerreiro pronto para a batalha, pronto para defender sua terra branca cheia de neve.

O coral na música é muito importante, a junção ficou muito bem feita, pois não deixou a música cansativa, e se você pensa que ela será todo momento agitada você está enganado, pois logo pro fim da música, o clima todo muda e entra um violão muito interessante e uma voz de peito cantando, uma forma mágica de encerrar uma faixa que volta para o seu lado mais rápido e pesado logo depois.

A faixa de número 6 começa incansável, intitulada “Under The Great Fires”, a música já começa com o vocal em ritmo alucinado, como se estivesse cantando dentro de uma caverna, a música segue a linha das primeiras do álbum, com o riff marcante que é característica da banda e sem deixar faltar nada, “Under The Great Fires” ganha até uma parte mais melódica no vocal, criando uma junção impecável.
Diferente da faixa anterior, “Over The Mountains” não começa com um vocal alucinado, começa com uma introdução muito interessante e muito agradável, deixando a guitarra em evidência, dando muito destaque para os riff’s únicos dessa banda, o vocal está com um drive um pouco mais rasgado que combinou muito com a proposta inspiradora da faixa.

E para encerrar essa criação que só orgulha o Black Metal, temos a faixa “Dying Sun”.
Um instrumental muito bom de ouvir, e não é feito com violão.
Com guitarras distorcidas e a bateria ditando o ritmo, “Dying Sun” é a faixa perfeita para encerrar esse álbum admirável.




Postado por: Renan Martins

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