terça-feira, 8 de abril de 2014

Arckanum: ÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞ



Resgatando de forma incrível a banda Arckanum traz um Black Metal saturado digno das antigas e com a mistura dos riff’s obscuros e da bateria incansável a banda conseguiu lançar sua obra prima em 2009 com o álbum intitulado “ÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞ”.
Em uma carreira muito completa é de fato muito difícil apontar o álbum mais incrível, mais bem feito e bem produzido e tudo mais, porem, o que mais chamou atenção e que alavancou o trabalho da banda foi o álbum “ÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞ”.
E já começando muito interessante, o trabalho da banda deixa estampado em sua arte de capa, uma criatura obscura e sem dúvida é uma arte muito bem feita, que é digna do Black Metal, e principalmente para um álbum que tem uma sonoridade tão incrível e cadavérica com a atmosfera obscura, e conforme você vai ouvindo as músicas você pode observar que essa imagem obscura que da um rosto para esse trabalho, é a escolha perfeita para ilustrar esse mundo obscuro da banda Arckanum.

Começando o álbum “ÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞÞ” com a faixa “Þórhati”, uma música de outro nível, com muita potência em seus riff’s, uma criação bem completa que traz a imagem da tortura e das guerras novamente para a vida, a faixa tem uma bateria sensacional que não para um minuto de tocar, o vocal rasgado em um Harsh em um tom perfeito, em um determinado momento fica mais grave, dando mais obscuridade para o trabalho.
E se pra muitos o Black Metal antigo morreu, o Arckanum veio mostrar que isso não é válido, pois a banda faz um som totalmente incrível pegando toda á parte cadavérica do som bem antigo do puro Black Metal.

Levando como base o Black Metal das antigas a segunda faixa do álbum intitulada “Þann Svartís”, é uma sensacional combinação de riff’s rápidos com uma bateria com um ritmo alucinado, os riff’s da guitarra fazem com que a música tenha uma sonoridade mais eufórica, junto do vocal “Þann Svartís” vai ficando tão incrível que vai ganhando quase que vida própria, e muito interessante observar que nessa faixa a música muda de andamento várias vezes, mas ela tem um momento que fica mais lenta e quando volta faz uma junção impecável dos riff’s clássicos do Black Metal que sempre deixam tudo mais tenebroso e juntando isso com um solo ficou tudo muito mais genial, tornando essa segunda faixa uma das mais grudentas do álbum.

 Þyrpas Ulfar a terceira faixa do álbum é bem mais atordoante do que as anteriores, e a bateria dela faz você imaginar um mundo entrando em apocalipse com guerras e destruições acontecendo em todo lugar, pessoas morrendo, conforme a música vai avançando a sua estrutura vai se tornando mais intensa, uma composição muito impecável que mostra toda a qualidade dessa banda que conseguiu juntar em determinada parte da faixa, um interlúdio calmo, com barulho de lobos ao fundo, e um som carregado da noite tendo um fim.

Þursvitnir é a quarta faixa do álbum e um tanto diferente, mas não se engane ela, ela continua Black Metal, porem, ela tem um começo bem mais cadenciado, e só depois a bateria entra mais violenta em seu blast beat, é uma música muito boa, e o vocal está bem destacado, da para ouvir bem e sentir toda a sintonia fazendo o trabalho ficar cada vez melhor, e para dar aquela acalmada nos ânimos, vem a faixa “Þyrstr”, um instrumental que também segue a linha do Black Metal antigo, mesmo sendo um instrumental, esquece a ideia de violão calmo que faz um clima de paz, o instrumental é saturado em uma guitarra muito obscura, porem que da um clima muito interessante para o andamento do álbum, e é um ótimo preparatório para a próxima faixa a “Þjóbaugvittr”, que começa já caótica em seu todo,  tem um andamento muito místico e obscuro ao mesmo tempo, é uma cavalgada em uma floresta a noite.

Þjazagaldr, essa faixa é extrema em seu todo, ela começa com uma voz de fundo como se você estivesse em uma missa obscura com sacrifícios em um lugar esquecido por tudo, e mesmo não tendo um instrumental essa faixa é importante, pois ela dita uma outra cara pro álbum, deixando ela ainda mais profunda e mais obscura, cada vez mais tenebrosa em seu todo, e logo na faixa “Þrúðkyn”, o ritmo que antes era super caótico e rápido vira mais pro lado cadenciado e cria uma atmosfera como se você estivesse caminhando em uma masmorra no indo até a sala dos escravos e pegando um deles para usar em um sacrifício, provavelmente a melhor faixa do álbum.

Þyteitr, nasce um instrumental que encerra um lançamento muito incansável e intenso,  um instrumental que é atmosférico e muito bem composto, digno de encerrar um álbum com a qualidade tão impecável igual esse.

 



Postado por: Renan Martins

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