terça-feira, 18 de março de 2014

Agatus: The Weaving Fates



O Black Metal dês de quando foi criado vem somando uma incrível e gigantesca base de bandas sensacionais, uma melhor que a outra, e isso não é uma regra que serve só para o Black Metal Old School, todos os subgêneros do Black Metal tem bandas que vem ganhando cada vez mais espaço nos nomes dos grandes do Metal.

De forma muito interessante o underground se manifesta nos polos extremos do mundo do Metal.
Com o Black Metal, o underground é uma casa, aquela sonoridade cadavérica, com riff’s rápidos parecendo um trovão, criando uma atmosfera obscura e completa pra música, sonoridade também da bateria que é uma maquina que transmite a intensidade e o vocal que traz a dor, a incógnita, a tortura.
A banda Agatus mostra isso em seu trabalho, com o álbum “The Weaving Fates”, Agatus deixou claro a proposta da sua sonoridade, e já na primeira faixa intitulada “The Weaving Fates”, a faixa já começa com um riff melódico que transmite a obscuridade te fazendo imaginar uma cavalgada pela floresta escura, de forma muito interessante a banda deixou o destaque maior nos riff’s ao invés da bateria, deixando até cadenciada a bateria, que combinou muito certo com o vocal que não é tão rasgado, sendo muito mais fácil de ser absorvido por todos que escutarem, agradando o fã do Black Metal Old School e do Melodic Black Metal também, ao longo da faixa, o vocal que era mais puxado pro Harsh muda de tom e cai para uma voz de peito, dando um clima muito único pra música.

Era of Tiamat, a segunda faixa do álbum já começa com uma bateria clássica com muita velocidade e riff’s cadavéricos, uma faixa que arranca o fôlego de quem escuta.
Com muita energia a banda faz um som muito clássico e digno, com um vocal muito único, mais fechado, com um harsh não tão agressivo ao lado intenso, faixa totalmente diferente da  “Conqueror of Fear”, começando com uma introdução muito grudenta a sonoridade se mantém cadenciada e combinando muito com o vocal que está mais rasgado, e logo depois a voz se torna distorcida junto com a sonoridade da guitarra.
A banda conseguiu fazer uma combinação de instrumental muito excelente, tornando fácil a junção do Harsh, da voz de peito e até mesmo do Gutural.

Night Mares, já começa com muita energia, e com um vocal rasgado e um pedal duplo esmagador a banda conseguiu atrair ainda mais os fãs para o álbum, sem dúvidas essa é uma das faixas que pode concorrer ao título da melhor faixa do CD.

A faixa de número 5 vem com uma introdução extremamente calma com um violão, você imagina amigos sentados perto de uma fogueira, enquanto um toca violão, o outro toca pandeiro e a noite vai se tornando cada vez mais eufórica, a faixa “Night Mares”, é o instrumental que era necessário no álbum para dar um ponto de reflexão para esse trabalho muito bem feito.

E igual todo álbum incrível, é necessário ter uma dobradinha de músicas incríveis, e é assim com as faixas “Night of a Thousand Stars”, que traz uma sonoridade de castelo das trevas e aposta brutalmente no Black Metal Old School, e logo em seguida a faixa “Faustian Call”, uma faixa muito peculiar, quem olha e vê que a faixa só tem 1 minuto pensa que é um instrumental super calmo que só está ali para dar volume de músicas para o CD, mas não é isso.
Faustian Call é uma faixa incrível extremamente rápida, tanto no vocal quanto nos riff’s e na bateria, é sem dúvidas  um dos brilhos a mais do álbum.

E para o encerramento do álbum foi escolhida a faixa “Epilogo”, um instrumental que deixa o álbum para ser encerrado calmamente, mas contando com um coral, “Epilogo” tem uma atmosfera impecável, um trabalho muito bem feito.



Postado por: Renan Martins

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