segunda-feira, 31 de março de 2014

In Nomine Belialis: Por Satanás



O Brasil por mais que não seja o país do Black Metal, ele tem uma base, e no obscuro do impossível underground, existem bandas como a In Nomine Belialis, uma banda sensacional, que faz uma sonoridade do Black Metal Old School e denota com tudo com letras em português e de forma muito profissional, a banda consegue casar o português com a sonoridade cadavérica do bom e velho Black Metal.

A Demo é um lançamento que em alguns gêneros do Metal quase não tem visualizações, pelo fato de se tratar de uma sonoridade não tão bem produzida, mas no Black Metal essa regra não existe, afinal, a proposta rasgada, morta, e dolorosa do Black Metal se junta com a sonoridade da Demo e as bandas fazem sempre um som bem feito e cru.

In Nomine Belialis Lançou sua Demo intitulada “Por Satanás”, e pegou todos de surpresa, pois o trabalho da banda tem um som muito troo, muito antigo, e sem em todas as faixas você consegue sentir o sentimento da banda.

Na primeira faixa intitulada “Por Satanás”, a banda já começa com a bateria clássica ditando o ritmo junto aos riff’s obscuros do Black Metal tradicional, o vocal da banda é algo totalmente agudo, um vocal muito rasgado, ao ouvir a música você consegue imaginar um grupo de pessoas em um barco navegando em um rio banhado a sangue em uma caverna totalmente esquecida, e o grupo ao descer do barco, prepara as pessoas para o sacrifício, para trazer de volta o fogo para a vida, da forma mais pura, com o sacrifício.

A segunda faixa começa na mesma pegada e sem perder o costume a banda já encaixa uma bateria incansável, o vocal dessa vez sentindo um pouco mais de dor.
A “Sob A Chama De Lúcifer(O Escárnio A Cristo)”, é uma música incrível, provavelmente a melhor da Demo, a faixa conta com um momento mais melódico, onde você consegue ouvir mais nitidamente o que o vocalista está dizendo sem perder a aura obscura que está na atmosfera da banda, Sob A Chama De Lúcifer(O Escárnio A Cristo) é uma música que mostra que a banda consegue mesclar o lado Melódico junto ao cadavérico som que rasga o ouvido.

E para encerrar essa Demo a banda escolheu a música Nightmare(Sarcófago Cover), sim o cover da banda Sarcófago, cover que ficou com a cara da banda, a atmosfera obscura, a bateria não tão rápida, e a marca registrada da banda que é o vocal rasgado e extremamente agudo, algo digno do Black Metal.
A arte de capa do trabalho “Por Satanás”, é um anjo com a cabeça de um bode, uma arte de capa magnífica, que despensa comentários, a banda sem dúvidas mostrou que está no cenário do Metal e tem tudo para se tornar algo grande, uma boa aposta do Metal Nacional.




Postado por: Renan Martins

domingo, 30 de março de 2014

Negativvm: Hvngerkvnst



O Black Metal sempre esteve em constante mudança, trazendo sempre novos elementos, elementos que fizeram nascer o incrível Melodic Black Metal, e até mesmo o impecável Symphonic Black Metal, e a banda Negativvm faz uma junção bem diferente, com uma sonoridade carregada, rústica lembrando até o Depressive Black Metal, mas com músicas grandes trazendo algo mais progressivo.
O álbum que traz essa sonoridade diferente é o “HVNGERKVNST”, e não se engano, não é pelo fato de ter uma sonoridade mais progressiva que ela deixou de lado as características do Black Metal Old School, a banda manteve o vocal rasgado, a bateria rápida em alguns momentos, mas pode ser notado muito claramente o tom dramático da banda pelo som ser mais pro carregado que para o extremo da velocidade retalhada da bateria.

A primeira faixa “Schneeblinder Bruder”, é um magnífico conjunto de dor, e euforia, junção que percorre pelo álbum todo momento.
Com uma introdução de vozes fazendo uma espécie de reza, o instrumental vem logo em seguida trazendo um som muito bom de ser ouvido, o baixo da banda sempre fica em destaque, dando um toque mais que especial para esse álbum muito bem produzido e muito bem composto, e quando você acha que a faixa vai ser só instrumental, você se engana e se depara em uma repentina metralhadora retalhada junto à riff’s rápidos digno do Black Metal das antigas, mas a proposta da banda não é atacar com essa velocidade rasgando os tímpanos, e sim trazer uma atmosfera mais completa para preparar o terreno para sua sequencia de sofrimento.

Já muito diferente da primeira faixa, a segunda intitulada “Wie man einen Kopf macht” começa já bem mais rápida, e dando um destaque impecável para o baixo, e que faixa impecável.
Negativvm não é uma banda que está no fone de todos, ela está no underground, e ela consegue fazer um som tão underground quanto, e isso faz dela ainda mais única.
A sonoridade do baixo que cria uma verdadeira turbulência no som faz com que as músicas fiquem cada vez mais eufóricas.

Com a aposta nessa sonoridade mais progressiva e passando até pelo Depressive Black Metal as músicas do álbum ficaram grandes, em torno de 11 minutos, e mesmo que isso pareça ser cansativo, o instrumental da banda consegue fazer uma atmosfera tão bem criada que não cansa de ouvir, então uma música de 11 minutos se torna algo de 2 minutos, pois você não vê o tempo passar de tão boa que são as músicas.

 Ohne Trost a terceira faixa, e provavelmente a melhor do álbum, com esse baixo magnífico de começo você consegue imaginar a banda toda tocando em uma casa abandonada, com espelhos quebrados e o vocalista cantando sentindo toda a dor da existência.

Os interlúdios dessa faixa fazem com que você sinta seu coração quase pular para fora do peito enquanto você ajoelha no chão e chora sorrindo esperando a morte chegar, e com a voz de uma mulher em meio ao instrumental, o clima fica ainda mais carregado, ainda mais triste, ainda mais esquecido, e ao decorrer da faixa, você pode notar nitidamente o sentimento carregado da banda.


E para encerrar o álbum a banda chega com a faixa de eletrizante início, intitulada “Schreienede Leiber” as baterias e riff’s não param um minuto no começo, e o decorrer da faixa o som vai ficando mais perturbador, e o solo de guitarra no fim, faz com que esse álbum seja encerrado da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 26 de março de 2014

Krzyk: Kwiat Umarłych



Muitas vezes as Demos passam despercebidas por várias pessoas, muitas vezes pelo fato de ser o primeiro lançamento da banda onde não aprofunda tanto assim a qualidade e em alguns casos não é tão bem produzido, mas essa regra não se aplica para todas as bandas, principalmente se estivermos falando de Black Metal.
Um gênero tão incrível que consegue fazer em alguns casos a Demo ser melhor que o próprio álbum lançado por uma gravadora e tudo mais.
E com isso a banda Krzyk da Polônia conseguiu criar algo muito alem de um lançamento bom, a sua Demo intitulada “Kwiat Umarłych”, é uma obra prima do Black Metal Old School, tem todo o ritual obscuro, o cheiro da dor, o cenário de sofrimento e muita qualidade.

A primeira faixa da Demo, é a faixa título “Kwiat Umarłych”, que mostra uma cara muito diferente, se você está esperando um som totalmente saturado, pode esquecer, pois a banda consegue criar um som com a distorção exata.
Kwiat Umarłych não começa de forma arrepiante no sentido de energia, não tem a parte veloz onde a bateria faz uma metralhadora sem fim, nessa faixa a banda preferiu apostar no ritmo mais cadenciado e pegando muito da incrível atmosfera do Black Metal antigo, isso de fato é algo que pouco se vê, uma Demo com tanta qualidade , deixando álbuns de bandas famosas para trás.
Outro fator muito interessante dessa faixa é que o que torna mais carregado e mais tenebroso o clima da música não é o instrumental, e sim o vocal, um vocal que passa do Harsh Vocal para o Gutural, gutural não tão denso, mas que consegue trazer o peso ideal para tornar a faixa impecável e começar a Demo da melhor forma possível.

E a cada faixa que passa é incrível como a banda consegue ampliar a sua tenebrosidade.
A segunda música “Sztylet mych braci wymierzony we mnie”, é algo fora de série, ao escutar você consegue imaginar um ceifador usando um manto preto andando em uma masmorra esquecida em uma ilha no meio de um oceano, indo em cada presidiário e torturando e matando todos.
Se o vocal já não fosse perfeito o vocalista consegue deixar um tom dramático em seu gutural passando para uma quase voz de peito, é para se aplaudir de pé essa banda que surpreendeu todos com esse lançamento. E sem perder o pique a banda já emplaca a faixa “Wśród armii ślepych”, uma faixa que começa lembrando até um pouco o Behemoth quando entra a guitarra distorcida, mas a pegada é totalmente outra, e ao decorrer da faixa, com uma intro gigante que vai até 1 minuto e 45 e aí entra o grito e uma bateria em conjunto com os outros instrumentos dando um ritmo de cavalaria andando para destruir tudo, anunciando o começo de um apocalipse.
São poucas as bandas que conseguem explorar tão bem as suas armas em seu primeiro trabalho se tratando de uma Demo.

E para encerrar esse trabalho muito digno, a banda escolheu a faixa “Synu Jedynego”, uma música que começa com um violão totalmente perturbador, ao escutar o violão você já sabe que o que está por vir vai ser perturbador, e mais do que isso, a faixa é tão boa que ela ganha quase que uma vida própria, essa provavelmente é a faixa mais rápida da banda, uma faixa que conta com um coral no fundo bem de leve só para dar uma atmosfera, e isso conseguiu dar um toque mais que especial para o encerramento desse lançamento incrível. Krzyk conseguiu mostrar o porque a Polônia é um dos principais lugares do Metal, pois todas as bandas que vem de lá, são impecáveis, e a estrela de 5 pontas polonesa não deixa a desejar nada, pois é constituída das bandas Behemoth, Vader, Hate, Decapitated e Lost Soul.




Postado por: Renan Martins

terça-feira, 18 de março de 2014

Agatus: The Weaving Fates



O Black Metal dês de quando foi criado vem somando uma incrível e gigantesca base de bandas sensacionais, uma melhor que a outra, e isso não é uma regra que serve só para o Black Metal Old School, todos os subgêneros do Black Metal tem bandas que vem ganhando cada vez mais espaço nos nomes dos grandes do Metal.

De forma muito interessante o underground se manifesta nos polos extremos do mundo do Metal.
Com o Black Metal, o underground é uma casa, aquela sonoridade cadavérica, com riff’s rápidos parecendo um trovão, criando uma atmosfera obscura e completa pra música, sonoridade também da bateria que é uma maquina que transmite a intensidade e o vocal que traz a dor, a incógnita, a tortura.
A banda Agatus mostra isso em seu trabalho, com o álbum “The Weaving Fates”, Agatus deixou claro a proposta da sua sonoridade, e já na primeira faixa intitulada “The Weaving Fates”, a faixa já começa com um riff melódico que transmite a obscuridade te fazendo imaginar uma cavalgada pela floresta escura, de forma muito interessante a banda deixou o destaque maior nos riff’s ao invés da bateria, deixando até cadenciada a bateria, que combinou muito certo com o vocal que não é tão rasgado, sendo muito mais fácil de ser absorvido por todos que escutarem, agradando o fã do Black Metal Old School e do Melodic Black Metal também, ao longo da faixa, o vocal que era mais puxado pro Harsh muda de tom e cai para uma voz de peito, dando um clima muito único pra música.

Era of Tiamat, a segunda faixa do álbum já começa com uma bateria clássica com muita velocidade e riff’s cadavéricos, uma faixa que arranca o fôlego de quem escuta.
Com muita energia a banda faz um som muito clássico e digno, com um vocal muito único, mais fechado, com um harsh não tão agressivo ao lado intenso, faixa totalmente diferente da  “Conqueror of Fear”, começando com uma introdução muito grudenta a sonoridade se mantém cadenciada e combinando muito com o vocal que está mais rasgado, e logo depois a voz se torna distorcida junto com a sonoridade da guitarra.
A banda conseguiu fazer uma combinação de instrumental muito excelente, tornando fácil a junção do Harsh, da voz de peito e até mesmo do Gutural.

Night Mares, já começa com muita energia, e com um vocal rasgado e um pedal duplo esmagador a banda conseguiu atrair ainda mais os fãs para o álbum, sem dúvidas essa é uma das faixas que pode concorrer ao título da melhor faixa do CD.

A faixa de número 5 vem com uma introdução extremamente calma com um violão, você imagina amigos sentados perto de uma fogueira, enquanto um toca violão, o outro toca pandeiro e a noite vai se tornando cada vez mais eufórica, a faixa “Night Mares”, é o instrumental que era necessário no álbum para dar um ponto de reflexão para esse trabalho muito bem feito.

E igual todo álbum incrível, é necessário ter uma dobradinha de músicas incríveis, e é assim com as faixas “Night of a Thousand Stars”, que traz uma sonoridade de castelo das trevas e aposta brutalmente no Black Metal Old School, e logo em seguida a faixa “Faustian Call”, uma faixa muito peculiar, quem olha e vê que a faixa só tem 1 minuto pensa que é um instrumental super calmo que só está ali para dar volume de músicas para o CD, mas não é isso.
Faustian Call é uma faixa incrível extremamente rápida, tanto no vocal quanto nos riff’s e na bateria, é sem dúvidas  um dos brilhos a mais do álbum.

E para o encerramento do álbum foi escolhida a faixa “Epilogo”, um instrumental que deixa o álbum para ser encerrado calmamente, mas contando com um coral, “Epilogo” tem uma atmosfera impecável, um trabalho muito bem feito.



Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 14 de março de 2014

Sado Sathanas: Nomos Hamartia



Obscura e complexa a  banda Sado Sathanas traz uma sonoridade muito complexa em seu som que consegue deixar um lado poético misturado com o puro Black Metal Old School que é fantástico.

Por incrível que pareça o álbum "Nomos Hamartia" é apenas o segundo álbum da banda, e já começa com uma capa sensacional e muito tenebrosa ao mesmo tempo, fugindo do clássico padrão do preto e branco do contraste extremo a banda apostou em deixar uma cor mais desbotada e meio morta, e isso deu muito certo, pois conseguiu combinar perfeitamente com a sonoridade magnífica e surpreendente da banda.

Nomos Hamartia já começa com a magnífica faixa "Nomos Hamartia", uma faixa que tem uma breve introdução obscura e lenta, e se você acha que vai ser assim o som da banda você logo se surpreende com a qualidade da banda, os riff's bem feitos que dão um toque eufórico de brilho como se você estivesse em uma floresta toca coberta de gelo, onde a maioria das arvores estão sem folhas e você está andando sozinho com seu manto preto procurando encontrar a sua paz no caos, o vocal dessa faixa é algo incrível, ele começa com um harsh um pouco mais baixo, e depois o harsh que era um pouco mais agudo, se torna algo mais grave, mais melancólico ao mesmo tempo, e quando o clima se acalma, você pensa que acabou a música e entra um instrumental totalmente perfeito, que cria uma ponte do lado imaginativo até a calmaria da mente longe de tudo, e logo depois já entra a retalhação novamente, uma bateria cadavérica e um vocal totalmente rasgado, um sentimento de dor consome no fim dessa música incrível.

Martyrium a segunda faixa já com uma sonoridade bem mais progressiva que a anterior, a banda consegue começar com uma introdução totalmente melancólica, lembrando até o incrível e agradável Depressive Black Metal, com batidas lentas e uma atmosfera crescendo ao fundo tornando cara vez mais a escuridão em sua alma, o vocal começa, um vocal de dor, um vocal melancólico, como se fosse despertar de um filho que queria morrer, e depois da melancolia vem a retalhação da bateria e dos riff's rápidos, o clássico e obscuro riff de Black Metal que é marca registrada desse gênero que é um dos melhores das vertentes do Metal.

A terceira faixa "Ante Bellum",  é a faixa com a introdução perfeita, um violão começa trazendo a paz para o álbum e ao mesmo tempo você consegue imaginar uma pessoa em total desespero, procurando se esconder depois de uma terrível perda, uma pessoa tentando escapar de mais um dia em que sua alma é sepultada aos poucos com o cair da noite.
A música toda é apenas instrumental, mas é um instrumental que é impecável, e que faz total diferença se você ouvir em sequencia o álbum, pois ele prepara toda a atmosfera para a próxima faixa que é totalmente diferente, intitulada "Invertum", a música já começa com a retalhação e o vocal rasgado, como se fosse um cavaleiro indo pra guerra, a banda consegue criar uma atmosfera muito diferente, uma sonoridade bem própria com um sentimento de vazio que ao mesmo tempo é totalmente compatível com absolutamente tudo que você vive.

P.A.N. Demonia vem trazendo o lado do caos para o álbum, um instrumental carregado, retalhado e muito bem feito, a mistura perfeita da raiva com a alma do Black Metal faz uma obra prima, e para fechar o álbum, a escolha foi a faixa "Codex Diaboli".
Com a Codex Diaboli a banda encerrou o álbum principal da carreira, onde marcou uma nova série que mostra que o trabalho da banda vem evoluindo cada vez mais, e esse álbum será difícil de ser superado pela banda, mas ela mostrou qualidade o bastante para nunca duvidar dela.




Postado por: Renan Martins

Egito Antigo


O Egito antigo guarda muitas intrigas e histórias fantásticas com Deuses sanguinários e um papel fundamental na evolução do mundo.

A História do Egito Antigo inicia-se por volta do ano 3.100 a.C. pelo fato das regiões do Alto e do Baixo Egito foram unificadas, e termina no ano 30 a.C., quando a rainha Cleópatra VII foi derrotada na Batalha.


Uma combinação de características geográficas favoráveis contribuiu para o sucesso da cultura egípcia, a mais importante das quais era o solo fértil resultante de enchentes anuais do Nilo. Os antigos egípcios com isso foram capazes de produzir alimentos em abundância, permitindo que a população dedicasse mais tempo e recursos a atividades culturais, tecnológicas e artísticas. A gestão da terra foi crucial no Antigo Egito, porque os impostos foram avaliados com base na quantidade de terras em posse de uma pessoa.

Ankh a Cruz Ansata



O Egito tem a segunda maior história de uma língua, depois do sumério, tendo sido escrita a partir de 3200 a.C. até a Idade Média, permanecendo como uma língua falada por mais tempo. As fases no Egito Antigo são egípcio arcaico, egípcio antigo, egípcio médio (egípcio clássico), egípcio tardio, demótica e copta.

No final do século XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega.
O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra.






Nilo

A rio Nilo foi de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade do Egito Antigo. Numa região desértica, o rio assumiu funções prioritárias na sociedade. Os egípcios usavam a água para beber, pescar e irrigar a agricultura (através de canais de irrigação). Após a cheia do rio, ficava nas margens um lodo fértil (húmus) que fertilizava o solo para o plantio. O rio era utilizado também como via de transporte de mercadorias e pessoas.

Curiosidades


No Egito Antigo, as crianças começavam a usar roupas a partir dos cinco anos de idade. Os meninos usavam uma tanga e um cinto, enquanto as meninas usavam um vestido.


As camadas mais populares da sociedade egípcia tinham como base da alimentação o pão, o peixe e uma espécie de cerveja. Já os mais ricos comiam carne de ganso, carne de vaca, vegetais, peixes, frutas e bolos. O vinho era uma bebida cara e também era consumida apenas por aqueles que tinham melhores condições sociais.
Os velhos eram muito respeitados no Egito Antigo, pois eles valorizavam muito o conhecimento acumulado com o passar dos anos.
Somente os templos e túmulos eram feitos de pedra. As outras construções eram feitas de tijolos de barro misturados com palha picada.
Os meninos das famílias mais ricas iam para a escola, onde tinham aula com sacerdotes e sábios. As meninas só podiam ir para a escola a partir dos doze anos de idade. As crianças usavam pranchas de gesso e lascas de pedra para escreverem. A escola era muito rigorosa e os castigos físicos eram usados em caso de erros.

No Egito Antigo havia o divórcio. As mulheres podiam ficar com os filhos e também com parte dos bens do casal. Elas podiam também se casar novamente.

O culto a Ísis e a Osíris

O culto a Ísis e a Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Ìsis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas de agricultura. Conta á lenda que o deus Set apaixonou-se por Ísis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.

Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Ísis e Osíris.

Deuses e o que representavam

Rá - Sol
Anúbis - os mortos e o submundo
Toth - sabedoria, conhecimento, representante da Lua
Bastet - fertilidade, protetora das mulheres grávidas
Hórus – céu
Seth - tempestade, mal, desordem e violência
Osíris - vida após a morte, vegetação
Ísis - amor, magia
Chu - ar seco, luz do sol
Sobek - paciência, astúcia

Pirâmide Vermelha

A Pirâmide Vermelha, assim chamada pela cor rubro-clara da sua superfície exposta de granito (é chamada pelos egípcios de el-haram el-watwat — a pirâmide do morcego), é a maior das três principais pirâmides localizadas na necrópole de Dashur, e é a terceira maior pirâmide egípcia, após as de Quéops (khufu) e Quéfren (Khafre) em Gizé. Quando foi terminada, era a maior estrutura criada pelo ser humano em todo o mundo (220 metros de base e 105 metros de altura). Acredita-se também que ela foi a primeira pirâmide "verdadeira" com lados lisos do mundo. Originalmente, ela era coberta com blocos de pedra calcária polida, mas só alguns poucos destes permanecem, na base da pirâmide.
A Pirâmide Vermelha é uma das poucas do Egito em que é possível ser escalada por dentro. A entrada alta no lado norte permite o acesso a uma longa passagem de 62m que é inclinada para baixo em um ângulo de cerca de 27º. Esta passagem mede aproximadamente 91cm de altura e 1.23m de largura.



Mumificação

Os Antigos egípcios acreditavam na vida após a morte, pensavam que a alma viajava para o além, e deveria ser preparada para isso.
Eram realizados basicamente três tipos de mumificações, dependendo do poder econômico da família do defunto.

Este consistia na liquefação do cérebro, retirado através das vias nasais. A extração dos órgãos internos, exceto os rins e o coração, era realizada através de incisões regulares, feitas, geralmente, do lado esquerdo do corpo. A cavidade craniana era recheada com resina quente e a cavidade estomacal, após ser limpa com aromatizantes e vinho de palma, era preenchida com especiarias, serragem e resina. Em seguida o corpo era revestido em natrão, um mineral composto de carbonato de sódio hidratado, encontrado no deserto da região que, hoje, conhecemos como Líbia.

Depois do processo de desidratação do corpo, que levava aproximadamente 70 dias, era feita uma nova limpeza com especiarias e óleos. A partir daí, começava o envolvimento do defunto com bandagens (sob as quais eram postas pulseiras, colares e todo tipo de enfeites) que podiam ser de linho ou algodão e passavam de 300 m de comprimento. Para terminar a mumificação, as bandagens eram seladas com resina de árvore e, finalmente, o corpo era posto dentro do sarcófago.

Bandas

Provavelmente a maior banda de Technical Brutal Death Metal, a banda Nile é a principal fonte que fala do Egito antigo em suas canções, com um som Brutal e muito atmosférico a banda conseguiu dar vida aos Deuses do Egito antigo.


E não é apenas o Nile que tem o foco no Egito antigo, a banda Scarab que é do Egito também traz um Death Metal de primeira e até o Brasil tem um representante, que é a banda Primordium.



Texto: Renan Martins

Postado por: Renan Martins

terça-feira, 11 de março de 2014

Belgarath: Wanderer



Em todos os países existe um representante no mundo do Metal, e a Bulgaria mostrou que está muito bem servido, está com a sua bandeira sendo muito bem carregada pela banda Belgarath a banda que faz a perfeita junção do obscuro com o clima carregado.

Pra muitos a banda ainda não é conhecida, mas é uma dica das melhores, pois a banda não tem frescura e faz um som extremo e mostra isso muito nitidamente no álbum "Wanderer", e é surpreendente saber que esse é o primeiro e único trabalho da banda, e a banda não é tão nova, ela está na estrada dês de 2003, e nesse período a banda teve muito tempo para criar um trabalho completo, e assim nasceu o seu primeiro álbum.

Começando já da melhor forma possível a primeira faixa intitulada "Winds of War" começa com uma intro muito viciante que te faz querer ouvir mais do trabalho da banda, a intro conta com um solo de bateria e uns barulhos atmosféricos no fundo, como se fosse uma guerra acontecendo, e assim que termina o solo de bateria entra barulho de uma metralhadora, e uma narrativa daquelas que você costuma ouvir nos rádios de antigamente, e assim começa a música, uma bateria incansável com os riff's obscuros e que conseguem dar uma perfeita atmosfera pra música, que canta com mais partes com o barulho de granadas explodindo e com a narrativa das rádios antigas

A segunda faixa é a "Black Altar", uma faixa muito interessante pelo fato de não deixar nenhum momento o Black Metal de lado, sempre trazendo o lado cru do gênero, mas a sonoridade da guitarra consegue dar um brilho poético pra faixa, uma faixa sensacional um pouco mais cadenciada que a anterior, e o vocal mais explorado nessa faixa, mostra que é tão incrível quanto o resto da banda, um vocal na medida certa, que não se torna cansativo de ouvir, é algo realmente muito bem feito.

Dead End, a terceira faixa já começa perturbadora com um barulho como se você estivesse cara a cara com o portão do inferno aberto e observando as pessoas sendo torturadas, pagando pelos seus pecados e você consegue com esse cenário fazer uma junção perfeita com a faixa, uma música com muito sentimento, riff's caóticos e uma bateria combinando muito bem com o vocal, uma trilha sonora da tortura muito bem feita, e logo em seguida dessa incrível faixa vem uma que é concorrente pra ganhar o título de melhor faixa do álbum, intitulada "Wanderer" a faixa traz um sentimento mais de dor, mais de euforia por falta de algo, o lado negativo e com uma sonoridade mais carregada e mais fechada, mais obscura e carregada, criando um instrumental com uma atmosfera perfeita.
A banda deixou claro que o instrumental que muda do cadenciado para o instrumental retalhado e ambos sem deixar de lado o Black Metal de verdade é a sua marca registrada, e isso é uma qualidade incrível, pois a banda consegue explorar todos os extremos nesse álbum impecável.

E se você está pensando que é impossível o álbum ficar melhor, você tem que continuar e ouvir a faixa "Open Graves", essa brilhante obra de arte começa com um solo de bateria incrível e é provavelmente a faixa mais obscura que tem no álbum, com um vocal bem mais fechado puxado quase pro gutural, o vocalista consegue dar um tom muito carregado para a faixa, fazendo ela ser a trilha que te faz imaginar um Deus do sangue sentado no trono enquanto todo o mundo está sendo destruído, e para encerrar esse álbum incrível vem a faixa "Last Embrance", que encerra o álbum da melhor forma possível.

Confira o trabalho da banda a baixo:




Postado por: Renan Martins

domingo, 9 de março de 2014

D.A.M: Lança sua loja virtual




A banda D.A.M que vem ganhando cada vez mais fama no mundo do Metal, conseguiu lançar sua loja virtual oficial, nela você pode comprar o EP "Possessed" o mais recente trabalho que é o álbum "Tales of the Mad King" e também pode comprar camisetas e tudo mais.


http://dametalband.bigcartel.com/

Postado por: Renan Martins

sábado, 8 de março de 2014

Aeon ov Frost: Cold Front



Com a alma do Gelo a banda Aeon Ov Frost mostra que é uma banda muito impecável e completa e que não tem medo de arriscar.


Com o lançamento do álbum “Cold Front”, a banda destruiu todas as barreiras possíveis.
Com a primeira faixa intitulada “Angeldark”, a faixa começa de uma forma melancólica com o toque de um teclado, de forma muito clássica e fria, a banda consegue transmitir a mais pura aura obscura e logo em seguida entra a bateria e o riff carregado cheio de energia, criando um cenário de mais puro caos no mundo, Angeldark conta com um vocal excelente e surpreendente, se todo mundo acha que vai se deparar com um Harsh comum, você está muito enganado, pois o vocal é um tom grave, que combina muito com a banda, e faz dessa faixa algo sensacional.
E sem deixar faltar técnica a banda começa já a segunda faixa com um baixo de intro muito incrível, e contando com uma orquestra no fundo a música ganha ainda mais o lado eufórico, e sem perder a alma do Black Metal a banda faz a junção da bateria que parece um trator destruindo tudo pela frente, e um vocal que deixa todos sem fôlego, combinando tudo muito bem.
A terceira faixa “Princess Witch”, é mais rápida, começa com uma guitarra eletrizante, e quando entra a metralhadora da bateria fica algo de outro nível.

A música lembra muito mais o Melodic Black Metal e o Black Metal antigo do que o Symphonic Black Metal que é a proposta da banda, e até na quebra de ritmo a banda consegue sintetizar todo o seu lado obscuro e deixar a música ainda mais interessante, e só para dar aquele toque especial para a faixa a banda colocou uma orquestra muito nítida que da ainda mais, brilho para o Ov Frost os filhos do Gelo.

Blood Call a faixa número 5 que faz todo mundo ficar alucinado no álbum ainda mais, o motivo disso, é o começo já empolgante com um solo de bateria e a sequencia dela com a guitarra junto com os violinos, criando um cenário perfeito de uma floresta escura em um fim de tarde toda coberta pela neve,  sem dúvida uma das melhores faixas, mais eletrizante do que as anteriores, e que com a Bateria muito mais puxada pro Black Metal old School, a música tem o dom de agradar tanto os fãs do Black Metal antigo e os fãs do Symphonic Black Metal.

Aurora uma faixa que tem um som muito eletrizante e que com a ajuda do teclado tem uma atmosfera que lembra muito um castelo das trevas, e sem deixar faltar nada, a banda faz uma faixa mais que perfeita, com uma quebra de ritmo intercalando bateria e riff’s com os violinos, não é uma coisa muito comum de ser visto, e a banda conseguiu fazer isso com tanta facilidade, uma verdadeira obra prima desse álbum que se tornou extremamente importante para a faixa da banda, pois ele é alem de bem feito, um lançamento que poucas bandas conseguem fazer e chegar perto de tamanho talento e composição.

E para fechar o álbum não poderia ter nada melhor que uma faixa que começa com uma guitarra dando um clima eufórico para a música, e quando ela perde a velocidade, ela entra com riff e faz um som pesado junto da bateria, é uma faixa bem cadenciada e que conta com um solo pro termino da música, uma excelente faixa para encerrar o álbum.A arte de capa do Cold Front é impecável e consegue sintetizar tudo aquilo que você imagina no álbum.
Obscuridade, muito gelo e muita classe esse é o Aeon Ov Frost.






Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 7 de março de 2014

Celta


Mundo Celta

Muito se fala dos Vikings no mundo do Metal, tanto que ganhou um gênero próprio, mas pouco se ouve falar nos Celtas.
A importância desse povo incrível é gigantesca, foram os Celtas que deram inicio ao processo de desenvolvimento da Idade do Ferro, responsáveis também pela introdução do manuseio do ferro e da metalurgia no continente europeu.

Os celtas foram divididos em vários povos diferentes entre eles temos os belgas, gauleses, bretões, escotos, batavos, eburões, gálatas, caledônios e trinovantes. Durante o desenvolvimento do Império Romano, vários desses povos foram responsáveis por nomear algumas províncias que faziam parte do vasto império de Roma.

A sociedade Celta era dividida através de Clãs, algumas famílias dividiam as terras férteis, mas preservavam a propriedade das cabeças de gado. Na questão da hierarquia já mais ampla eram compostas pela classe nobiliárquica, os homens livres, servos, artesãos e escravos. O povo Celta também tinha seus sacerdotes, que são conhecidos como druidas, pessoas de muito respeito e influência.

A vida do povo Celta era em ambiente rural, sem grandes centros urbanos.
A própria economia baseava-se na agricultura e no pastoreio, sendo que o comércio também tinha grande importância e após estudos arqueológicos foram revelados que viviam de maneira muito simples em casas de madeira, argila e até pedra. Mas com grande preocupação com a decoração. Eram incríveis no trabalho com metais, tanto que as peças e utensílios confeccionados pelos celtas circulavam em toda a Europa Ocidental.

Mesmo cidadãos comuns mantinham em suas casas um número razoável de utensílios, como armas, foices, facões, enxadas e até peças ornamentais.

Alimentação e Hábitos funerários

A alimentação do povo Celta era constituída de cereais e as frutas eram comuns no cardápio Celta, além da carne, fruto da caça. Sabe-se que eles consumiam o Hidromel, uma bebida alcoólica bastante antiga da espécie do vinho e, como o próprio nome sugere, era obtida através da mistura do mel e da água.

Os Celtas eram enterrados com diversos pertences cuidadosamente trabalhados, entre eles vasos, armas e outros. Era comum o morto ornar uma espécie de gargantilha de valor bastante significativo, chamada torqui. Esse tipo de colar era bastante peculiar da cultura celta, possuía forma tubular com desenhos de espirais concêntricos. Assim como em outras culturas, os ornamentos diziam muito sobre o morto. Os torquis de ouro, por exemplo, indicavam que o corpo sepultado era certamente um aristocrata.

Características Físicas

Em praticamente todos os livros que falam da Cultura do povo Celta você vai se deparar com algo deixando em foco a força e a bravura de seus guerreiros e não é pra menos.
Um dos mais célebres relatos é do historiador romano Deodoro:

“... O aspecto é aterrorizante... São altos de estatura, com fortes músculos sob uma clara pele branca. Têm cabelos loiros, no entanto, não é um loiro natural: eles os descolorem... e os penteiam para trás. Parecem demônios de madeira, com seus cabelos grossos e despenteados como crina de cavalo. Alguns têm a face barbeada, mas outros – em especial altos dignitários - barbeiam as bochechas mas mantêm um bigode que cobre toda a boca... Eles vestem camisas bordadas e coloridas, com calças chamadas bracae e um manto preso aos ombros por um broche, escuro no inverno e claro no verão. Esses mantos são listrados ou quadriculados e possuem diversas cores...”

os guerreiros celtas usavam os conhecidos capacetes com chifres, pintavam o corpo com tinta azul, era comum irem descalços e os guerreiros se organizavam de forma caótica em comparação as legiões romanas.



Em batalha os guerreiros nunca danificavam as cabeças de seus oponentes, eles a tratavam como um troféu, mantendo elas guardadas em caixas de Madeira.

No mundo do Metal existem bandas que falam do povo Celta e uma delas é a incrível banda 
Ankou Awaits

Ankou Awaits é uma banda sensacional que faz um Black Metal da melhor qualidade possível, e ainda fala desse tema mais que impecável.





Texto: Renan Martins

Postado por: Renan Martins

terça-feira, 4 de março de 2014

Brutal Morticínio: Despertar dos Chacais... O Outono dos Povos



Brutal Morticínio um excelente representante do cenário nacional na obscura parte do Black Metal underground.
Com o álbum “
Despertar dos Chacais... Outono dos Povos”, a banda conseguiu mostrar com muita qualidade o que é o Black Metal pra eles, e trazendo a retalhação a banda conseguiu fazer seu álbum em perfeita junção de peso com obscuridade e uma atmosfera carregada de uma noite sem fim onde só existe a solidão e a dor.

Sem perder a qualidade a banda começa já com a faixa “A Escuridão Me Conforta”, uma faixa com uma bateria criando um som muito melancólico, junto com a bateria do fundo, mas se engana quem acha que a faixa será assim, logo após ao termino da intro, começa o baixo em destaque e deixando o clima ainda mais carregado, e assim continua a pedrada, a banda começa com seu instrumental caótico, dando ainda mais empolgação pro álbum.

Um fator muito interessante que essa banda pegou, foi a utilização da lingua nativa, ou seja, o português, mostrando que consegue fazer um som muito brutal, e ao mesmo tempo muito sonoro, combinando muito bem.

A segunda faixa intitulada “Banho de Sangue”, é uma faixa espetacular ela já começa com uma batida forte sem deixar o tempo de melancolia, e com batidas pesadas a banda segue com essa faixa magnífica muito bem trabalhada, e ela traz o pedal duplo em uma sintonia muito incrível com os pratos, a banda tem um vocal excelente, um vocal rasgado que fica no meio termo entre o Harsh Vocal que é o vocal muito usado no Black Metal e o Gutural, já mais utilizado no Death Metal, e sem perder a potência e a energia a banda segue com a próxima faixa, a “A Eterna Marcha da Devastação”, uma faixa que é tão pesada quanto as outras, mas tem uma introdução bem maior doque as outras, mesmo assim, ela conta com o vocal excelente e atmosferico da banda.

E com a magnífica escolha para os títulos das faixas, a banda lança a faixa em seguida, intitulada “Estúpido e Podre Homem Branco Cristão”, uma música que tem o clima perfeito com a letra.
O obscuro, você imagina uma igreja sendo rodeada de uma névoa negra com todas as pessoas de dentro da igreja falando com duas vozes dizendo todas as verdades do mundo, a música é uma das melhores do álbum, uma verdadeira junção impecável que engloba toda a perterbuação do mundo com o lado esquecido da mente humana.


Logo depois vem a faixa atmosférica que é apenas instrumental “Embarcações Da Morte”, mesmo que você não seja um fã de instrumental, eu aconselho parar pra ouvir, pois essa faixa prepara o clima perfeito para a próxima, a “E a morte triunfa....”, uma metralhadora de sentimento obscuro, tudo muito bem trabalhado em uma faixa curta de apenas 2 minutos, uma voz muito rasgada parecendo que o vocalista está possuído, música que tem uma letra excelente,  e para encerrar esse álbum que é uma obra prima do cenário nacional, temos a faixa A Longa Noite Dos Corvos ( Civilização Cristã), um instrumental perturbador e muito bem feito que combina muito com a arte de capa.

Confira o trabalho da banda abaixo:


Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 3 de março de 2014

Velho



Lançado em 2009 via independente
(Vida Longa ao Primitivo)

Black Metal

1. O Único Caminho
2. Newton Misantropo
3. A Mesma Velha História
4. Mais Um Ano Esfria
5. Coma Induzido


Postado por: Renan Martins

Black Faith: Jubilate Diabolo



Do rustico e antigo Black Metal, hoje em dia ainda existem bandas que seguem o bom lado obscuro e retalhado de quando nasceu esse gênero magnífico que cria a perfeita atmosfera entre a tenebrosidade e a intensidade.

Se muitos dizem que o Black Metal está morto, o Black Faith mostra o contrário, e consegue mostrar isso com muita classe.

Se preocupando dês do começo até com a arte de capa, a banda estanca toda a obscuridade em sua arte do álbum Jubilate Diabolo, o capa é tão bem feita, que consegue fazer o álbum quase ganhar vida própria.

Começando com a primeira música intitulada "My Walk in the Dark", a banda já começa com o pé direito, com um som baixinho que vai crescendo e mostrando a retalhação, como de costume a faixa começa com um urro do mais puro Harsh, e muita energia, a música ganha com a quebra do ritmo um lado mais cadenciado, mas assim deixa em destaque o vocal, um vocal excelente que lembra até a incrível voz do vocalista Demonaz.

Sem perder toda a energia e toda a tenebrosidade a banda segue para a sua próxima faixa, intitulada "Beyond the Night", um som com uma introdução que lembra muito as gravações no meio de uma floresta, a música é muito crua e o vocal mais uma vez consegue o destaque, mas sem ofuscar os instrumental, a guitarra que deixa o clima muito caótico, parecendo que tem corvos voando por todo lugar e uma bateria que parece uma maquina destruidora de vidas, trazendo o lado das trevas para a vida novamente.

Seduced by the Evil One vem logo em seguida tirando o folego, com um vocal que em certos momentos se junta com um gutural um fechado ao fundo dando um tom possuído ainda maior pra essa banda que cria uma obra prima com esse magnífico álbum, essa faixa é muito interessante porque ela segue uma linha totalmente mais cru que as outras faixas, tornando ainda assim, isso mais atraente e mesmo com a quebra de ritmo, a banda consegue fazer com que os fãs imaginem o cenário de uma cavalaria queimando tudo que vê pela frente, e se não fosse o bastante a faixa seguinte intitulada "Thy Vital Breath", é só a melhor do álbum,  com um começo impecável com um solo de bateria que parece uma metralhadora atirando e com cada bala levando uma alma diferente, e quando entra a guitarra o caos só fica maior, e com muita facilidade conseguimos imaginar os cenários de tortura sem fim.
A faixa é uma parte muito atraente do álbum, e o que se torna mais interessante ainda, é que a banda conseguiu sintetizar tudo que aposta junto com o Black Metal old School em seu primeiro álbum, e com o pé direito a banda conseguiu lançar seu primeiro álbum com faixas sensacionais e uma escolha perfeita de instrumental e arte de capa.

Padre Mithra é uma faixa bem mais rápida do que as outras em sua introdução, e ao decorrer da faixa o ritmo quebra, e da um tom bem mais denso pra música que é excelente, parecendo um julgamento nas masmorras esquecidas do mundo de fogo.

A música mais cadenciada provavelmente é a faixa "Black Nocturnal Lithurgy", que faixa sensacional, um vocal totalmente retalhado, totalmente feito com o sentimento da dor, da um toque ainda mais sensacional para essa faixa, que consegue quase superar a faixa "Thy Vital Breath", a faixa ainda conta com uma quebra absurda no ritmo onde fica o baixo dando um clima obscuro de esquecimento com apenas a bateria seguindo, e o vocal trazendo toda a dor para a faixa.

 Se você está se perguntando onde está a faixa com o nome do álbum que as bandas tanto gostam de usar, aqui está, e ela é a que encerra esse excelente álbum.
Intitulada "Jubilate Diabolo", a música não deixa faltar nada, e foi sem dúvida a escolha perfeita para o encerramento desse álbum que fez o Black Faith subir um patamar no Black Metal


Confira o trabalho da banda abaixo:




Postado por: Renan Martins